Diferenças entre edições de "Podestà"

sem resumo de edição
 
O título surgiu na [[Idade Média]] como uma [[magistratura]] individual, que a partir do século XII substitui o sistema coletivo do [[Cônsul (Roma Antiga)|Consulado]]. Suas origens, porém, não são claras. Em alguns locais pode ter sido uma evolução natural do Consulado, em outros pode ter sido inspirada na figura do [[ditador]] do [[Império Romano]].<ref name="Treccani"/> Aparentemente os primeiros ''podestà'' imperiais foram designados em 1158 pelo imperador germânico {{lknb|Frederico|I|Barba Ruiva}} em cidades italianas sob seu controle. Duas décadas depois, [[Bérgamo]], [[Lodi]], [[Parma]] e [[Pádua]] já tinham seus ''podestà'', escolhidos de maneira autônoma.<ref name="Kleinhenz">Kleinhenz, Christopher. ''Medieval Italy: An Encyclopedia''. Routledge, 2004, p. 921</ref>
 
A ''podesteria'' se consolidou entre os séculos XIII e XIV, tornando-se a maior autoridade civil das comunas,<ref name="Treccani">[http://www.treccani.it/enciclopedia/podesta/ "Podestà"]. ''Enciclopedia Treccani''</ref> com atribuições principalmente judiciárias e executivas, mas também podiam exercer funções militares e policiais em tempos de conflito. Era uma função tipicamente exercida por um curto período, em geral de seis meses a dois anos. O ''podestà'' podia ser indicado pelo antecessor, ser aclamado pelo povo ou ser indicado pelos conselhos comunais, pelo papa, pelo imperador ou por grandes senhores feudais. Como a vida nas comunas era frequentemente turbulenta, os ''podestà'' eram estrangeiros, a fim de que interesses e lutas de poder locais não interferissem em suas decisões. Ao término de seu mandato sua atuação era submetida a escrutínio. Deviam obediência aos estatutos, leis e regras das comunas, presidiam o Conselho, e tinham o direito de criar ou suprimir impostos e indicar os ocupantes de uma série de importantes magistraturas auxiliares, como o ''[[capitanoCapitano del popolo|capitãoPopolo]]'' (Capitão do povo]]Povo), os [[prior]]es e os juízes.<ref name="Treccani"/><ref name="Moroni">Moroni, Gaetano. ''Dizionario di Erudizione Storico-ecclesiastica da San Pietro sino ai Nostri Giorni'', vol. 53. Tip. Emiliana, 1851, pp. 316-320</ref> Na Idade Média preferia-se que pertencessem a famílias nobres e tivessem formação em [[Direito]] e fama de bons administradores, e os plebeus que se distinguissem pelo bom governo podiam ser enobrecidos.<ref name="Moroni"/> Muitos ''podestà'' fizeram carreira nesta função, administrando várias cidades sucessivamente.<ref name="Kleinhenz"/>
 
A partir do século XVI, especialmente nas regiões do [[Vêneto]] e [[Lombardia]] e outros locais sujeitos ao domínio do [[Império Austríaco]], passou a ser uma magistratura eminentemente administrativa, constituindo a autoridade máxima do [[Poder Executivo]]. Durante o [[Itália fascista|regime fascista]] os ''podestà'' passaram a ser nomeados pelo governo e acumularam vários poderes antes atribuídos aos ''sindaci'' (prefeitos), à Junta Municipal e ao Conselho Comunal, podendo ser auxilado por um ou dois vice-''podestà''. A instituição da ''podesteria'' foi abolida em 1944, transferindo-se aos ''sindaci'' eleitos pelo [[voto]] popular a chefia da administração comunal.<ref name="Treccani"/>
7 499

edições