Diferenças entre edições de "Tribo"

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Os romanos tinham a ligação familiar baseada na [[agnação]] ([[parentesco]] de [[consanguinidade]] por linha masculina), segundo a qual o parentesco dava-se pela adoração aos mesmos [[Penates|deuses lares]], formando a base da ''[[gens]]''. A adoração de um deus comum a mais de uma família recebeu, na [[Grécia Antiga]], o nome de ''fratria'' e, na [[Roma Antiga]], de ''cúria''.<ref name=fustel>{{Citar livro|url= |autor=[[Fustel de Coulanges]] |coautor= |título=A Cidade Antiga |subtítulo= |idioma= |edição= |local=São Paulo| editora=Editora das Américas SA |ano=1961 |página= |páginas= |isbn= |acessodata= }}</ref> Cada cúria possuía seu chefe, chamado ''curião'', cuja função principal era a de presidir aos [[Ritual|rituais]] [[Religião|religiosos]]. A reunião de várias cúrias formava a ''tribo''. À tribo, cabia um [[altar]] comum, dedicado a um [[Divindade|deus]] originado, assim como nas famílias e cúrias, de algum [[herói]] do lugar, tornado divino, e do qual a tribo retirava seu nome. O ritual comum em que toda a tribo tomava parte tinha seu ponto alto num [[banquete]]; seu chefe se tornava, então, o [[tribuno]] (em latim, ''tribunus'').<ref name=fustel/>
==Críticas ao uso do termo ==
Por sua origem europeia e uso na filosofia [[colonialismo|colonialista]] para designar agrupamentos humanos nos diversos territórios conquistados pelos europeus, o termo ganhou oposição no meio científico, não apenas por sua imprecisão como também por não atender às divisões peculiares dos povos que pretendia reunir. Alguns dos autores que o aboliram argumentam que se trata de "[[ficção]] [[etnografia|etnográfica]] e [[Academia|acadêmica]]".<ref name=book>{{Citar livro|url=http://books.google.com.br/books?id=VO1LzDo6Vh8C&pg=PA97&dq=tribo+conceito&hl=pt-BR&sa=X&ei=DP0LT8mMG4fVgAfi8_CpBw&ved=0CDUQ6AEwAQ#v=onepage&q=tribo%20conceito&f=false |autor= Sérgio Figueiredo Ferretti |coautor= |título=Repensando o Sincretismo |subtítulo= |edição= |local=| editora=EdUSP |ano=1995 |página=96 e seg. |páginas=234 |isbn=8531402891 |acessodata=1 de janeiro de 2012 }}</ref>
 
Estes conceitos de tribo, bem como os de ''tribalismo'', ''etnicidade'', ''clã'' e ''linhagem'', trazem forte [[vício]] [[Colonialismo|colonialista]] e [[Neocolonialismo|neocolonialista]], com o apoio da [[antropologia]], que, então, servia aos interesses europeus, e devem ser evitados, por trazerem inerentes divisões que visam antes ao domínio político do que propriamente à compreensão das realidades que procuram retratar. Como exemplo deste mau uso, citam-se os meios de [[comunicação de massa]], que costumam mascarar os problemas [[África|africanos]] como decorrentes de "conflitos tribais", ocultando, assim, as suas reais causas econômicas, políticas e sociais.<ref name=book/>