Diferenças entre edições de "The New Yorker"

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{{Info/Revista
| nome = ''The New Yorker''
| imagem = Original New Yorker cover.png
| imagem_tamanho = 220px
| imagem_legenda = Capa da primeira edição da revista com Eustace Tilley, criado por [[Rea Irvin]]. A imagem, ou variações dela, aparece na capa da ''The New Yorker'' em cada edição de aniversário.
| slogan =
| editor = [[David Remnick]]
| frequência = 47 por ano
| editora = [[Condé Nast]]
| circulação =
| circulação total = 1.055.542<ref>{{citar web|título=Consumer Magazines|url=http://abcas3.auditedmedia.com/ecirc/magtitlesearch.asp|publicado=[[Alliance for Audited Media]]|acessodata=10 de fevereiro de 2014|arquivourl=https://www.webcitation.org/query?url=http%3A%2F%2Fabcas3.auditedmedia.com%2Fecirc%2Fmagtitlesearch.asp&date=2014-04-18|arquivodata=2014-04-18|urlmorta=yes}}</ref>
| categoria = [[Política]], temas sociais, artes, humor, cultura
| país = {{EUAUSA}}
| idioma = [[Língua inglesa|inglês]]
| formato =
| encadernação =
| fundada em = 21 de fevereiro de 1925
| fundada por =
| baseada em = [[Nova York]], [[Nova Iorque (estado)|NY]]
| primeira edição =
| última edição =
| issn = 0028-792X
| sítio = {{URL|http://www.newyorker.com}}
}}
'''''The New Yorker''''' é uma [[revista]] [[Estados Unidos|norte-americana]] que publica [[crítica]]s, [[ensaio]]s, [[reportagem|reportagens]] [[jornalismo investigativo|investigativas]] e também [[ficção]]. Anteriormente de periodicidade semanal, a revista é atualmente publicada 47 vezes por ano, sendo que cinco dessas edições são quinzenais.
 
Ainda que basicamente dedicada à cobertura da vida cultural da [[cidade de Nova Iorque]], a revista tem ampla audiência fora da cidade em razão da qualidade de seu jornalismo. Sua característica urbana e cosmopolita é exemplificada pela seção "Talk of the Town", que oferece interessantes comentários sobre a vida da cidade, cultura popular e o humor inteligente e perspicaz de suas histórias curtas e das famosas [[charge]]s. Em meados do [[século XX]], popularizou a [[Crônica (gênero)|crônica]] como [[gênero literário]] nos Estados Unidos. No meio jornalístico, ''The New Yorker'' desfruta da reputação de possuir uma das melhores equipes de apuração de fatos e de edição na indústria editorial.
 
== História ==
''The New Yorker'' estreou em [[21 de fevereiro]], de [[1925]]. Foi fundada por [[Harold Ross]], que desejava criar uma sofisticada revista de [[humor]] – em contraste a [[:wikt:cafonice|cafonice]] de outras publicações humorísticas como ''[[Judge]]'', na qual ele havia trabalhado, ou ''[[Life]]''. Ross criou uma parceria com o empreendedor [[Raoul Fleishmann]] para estabelecerem a F-R Publishing Company e estabeleceram os primeiros escritórios da revista no número 25 da Rua 45 Oeste, em [[Manhattan]]. Ross continuaria a editar a revista até a sua morte em [[1951]]. Durante os primeiros precários anos de sua existência, a revista se orgulhou de sua sofisticação cosmopolita e em ser "a revista que não é editada para a velha senhora de Dubuque."
 
A primeira capa da revista, com um cavalheiro de cartola observando uma [[borboleta]] através de um monóculo, foi desenhada por [[Rea Irvin]], que também desenvolveu a fonte que a revista usa para seu logo e manchetes. O cavalheiro da capa original é muitas vezes, erroneamente, referido como sendo ''Eustace Tilley'', um personagem criado para ''The New Yorker'' por Corey Ford. Eustace Tilley era o herói de uma série intitulada ''A Produção de uma Revista'', que começou na contra-capa inicial da edição de [[8 de agosto]] daquele verão. Ele era um homem mais jovem do que a figura na capa. Sua [[cartola]] era de um estilo mais novo, e ele vestia um colete. Ford tomou emprestado o nome Tilley do sobrenome de uma tia – que ele sempre achou levemente humorístico. "Eustace" foi selecionado por soar melhor. Tilley estava sempre ocupado e, nas ilustrações desenhadas por Johann Bull, sempre estava tratando de algo. Ele podia estar no [[México]], supervisionando as vastas fazendas onde cresciam cactos para se usar em páginas da revista. A "Fazenda da Pontuação", onde [[vírgula]]s eram cultivadas em profusão, pelo fato de Ross ter desenvolvido especial afeição por elas, era localizada em uma região mais fértil. Tilley podia estar inspecionando o "Departamento de Iniciais", para onde cartas eram enviadas a fim de receberem letras maiúsculas. Ou ele poderia estar supervisionando o "Departamento de Ênfase", onde cartas eram colocadas em um suporte e esticadas para o lado, para a criação de letras em [[itálico]]. Ele podia mergulhar no "Mar de Sargaço", onde, ao insultar lulas ele obtinha a tinta para as [[prensa]]s usadas na impressão da revista, que eram movidas por um cavalo girando em torno de um poste. Raoul Fleischmann, que havia se mudado para os escritórios de modo a proteger seus interesses, compilou a série de Tilley em um livreto promocional. Tempos depois, Ross providenciou que Eustace Tilley fosse incluído na lista telefônica de [[Manhattan]].
Por tradição, a revista adota uma posição essencialmente [[liberalismo político|liberal]] e [[partido|apartidária]]. Contudo, em anos mais recentes, a equipe editorial tem assumido um posicionamento mais engajado. A cobertura da campanha presidencial de [[2004]], liderada pelo correspondente Philip Gourevitch, favoreceu o candidato do [[Partido Democrata]] [[John Kerry]]. Em sua edição de [[1º de novembro]], [[2004]], a revista quebrou um precedente de 80 anos e publicou uma declaração de apoio formal a Kerry em uma carta editorial não assinada.
 
Os artigos de não-ficção (que normalmente correspondem pelo grosso do conteúdo da revista) são conhecidos por cobrirem uma ampla gama de temas. Recentes temas incluem o excêntrico evangelista Creflo Dollar, diferentes maneiras pelas quais humanos percebem a passagem de [[tempo]], e a [[síndrome de Munchausen]] por aproximação. Após os ataques de [[11 de setembro]] de [[2001]], o famoso cartunista e artista de capas de ''The New Yorker'', [[Art Spiegelman]] (que é casado com a atual editora de arte da revista), demitiu-se em protesto contra o que considerou autocensura da revista em sua [[jornalismo político|cobertura política]]. A revista contratou o [[jornalista investigativo]] [[Seymour Hersh]] para reportar questões de segurança e militares, e ele produziu uma amplamente divulgada série de artigos sobre a [[invasão do Iraque em 2003]] e a subsequente ocupação por forças dos [[EUA]]. As revelações de Hersh nas páginas da ''The New Yorker'' sobre os abusos na [[prisão de Abu Ghraib]] e os planos de contingência do [[Pentágono]] para uma invasão do [[Irã]] foram divulgadas por todo o mundo.
 
O atual editor de ''The New Yorker'' é [[David Remnick]]. Editores anteriores, além do próprio Ross, foram [[William Shawn]] ([[1951]]-[[1987]]), [[Robert Gottlieb]] ([[1987]]-[[1992]]) e [[Tina Brown]] ([[1992]]-[[1998]]). Em [[1985]], a revista foi adquirida pela Advance Publications, empresa editorial controlada pela S.I. Newhouse.
*[[George Steiner]] - crítico literário{{dividir em colunas fim}}
 
{{referênciasReferências}}
 
==Ligações externas ==
{{Wikisource|:en:The New Yorker|The New Yorker}}
*[{{Link||2=http://www.newyorker.com/ |3=''The New Yorker'' website oficial ]}}
*[{{Link||2=http://iphone.newyorker.com |3=Site oficial para iphone] |4={{Ligação inativa|1=|data=maio de 2019 }}}}
*BBC. [http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/alabaster/A21722915 A Guided Tour Through The New Yorker]
*[{{Link||2=http://www.nytimes.com/2000/02/14/arts/gaggle-cartoonists-but-it-s-not-all-smiles-new-yorker-exhibit-some-artists.html?sec=&spon=&pagewanted=all |3=A Gaggle of Cartoonists,] |4=por Sarah Boxer. ''[[The New York Times]]'', 14 de fevereiro de 2000.}}
*[{{Link||2=http://www.archive.org/details/newyorker195019500unse |3=Álbum ''New Yorker 1950–1955'']}}
*[{{Link||2=https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0Atcwu19PclZddGZKeUxKdUdQTXFkYVlMTUo0YjBZa3c&usp=sharing |3=New Yorker Fiction Database 1925-2013]}}
 
[[Categoria:Revistas dos Estados Unidos|New Yorker, The]]