Diferenças entre edições de "Tomás Ribeiro"

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== Biografia ==
 
Tomás António Ribeiro Ferreira nasceu em [[Parada de Gonta]] (à época ainda lugar pertencente à paróquia de [[São Miguel do Outeiro]], concelho de [[Tondela]]), a 1 de Julho de 1831, filho de João Emílio Ribeiro Ferreira e de Maria Amália de Albuquerque, um casal de lavradores moradores no lugar de Parada.
 
Concluiu os seus estudos preparatórios no [[Liceu de Viseu]], tendo de seguida ingressado no curso de [[Direito]] da [[Universidade de Coimbra]]. Em Coimbra, integrou-se no grupo de ''[[O Novo Trovador]]'' e no círculo de [[António Feliciano de Castilho]], cultivando amizades e influências que o acompanhariam ao longo das suas carreiras política e literária. Concluiu o seu curso de Direito em 1855, deixando à entrada do [[Penedo da Saudade]] um poema de despedida que ainda hoje ali se encontra, gravado numa das rochas daquele local.<ref>[[Albino Forjaz de Sampaio]], ''Tomás Ribeiro: a sua vida e a sua obra'', Diário de Notícias, Lisboa, 1931</ref>
Iniciou a sua vida profissional como advogado em [[Tondela]], onde, pertencendo ao [[Partido Regenerador]], foi nomeado Presidente da Câmara Municipal. Também exerceu as funções de administrador municipal do [[Sabugal]].<ref>-----, ''In Memoriam: Tomás Ribeiro'', Instituto Etnológico da Beira, Viseu, 1924</ref>
 
Pouco depois de iniciar a sua vida profissional, casou, a 11 de Julho de 1856, com Maria da Glória Loureiro Correia Castelo Branco, masna Capela de Nossa Senhora da Conceição do lugar de [[Parada de Gonta|Parada]]. Esta era natural do mesmo lugar e filha de Francisco José Correia Almeida e Vasconcelos e de Maria José Almeida Loureiro. No entanto, foi com a inglesa Ann Charlotte Syder que teve filhos, um dos quais foi a poetisa [[Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro]] (8 de Julho de 1880 — 22 de Março de 1945). Esta filha casou com o ceramista [[Jorge Rey Colaço]] e sob o nome de [[Branca de Gonta Colaço]] foi uma poetisa de mérito.
 
Capitalizando a sua experiência municipal em Tondela, nas eleições gerais de 22 de Abril de 1861 (13.ª legislatura) foi eleito deputado por aquele círculo, iniciando a sua carreira política em Lisboa. Entretanto, tinha-se revelado um publicista de mérito, colaborando em múltiplos periódicos e mantendo uma apreciável actividade literária. Mantinha contacto com alguns dos expoentes intelectuais da sua geração de Coimbra, com destaque para [[Alexandre Braga, pai|Alexandre Braga]], [[Silva Gaio]] e [[Bento Marecos]].
 
Já era deputado quando publicou em 1862 a obra ''D. Jaime ou a dominação de Castela'', e que a tinha escrito, em verso, quando estava no [[Brasil]] e antes do exílio do imperador D. [[Pedro II do Brasil|Pedro II]] com sua família para o [[Reino de Portugal]] a quem dirigia.<ref>{{citar web |url=http://www.consciencia.org/tomas-ribeiro |publicado=Consciencia.org |obra= |título=Tomás Ribeiro |data= |acessodata= }}</ref> Antecipadamente enaltecia a [[pátria]] que depois veio a acolher o monarca, fazendo-lhe recordar a sua grandiosa história comum e a beleza que lá iria encontrar, com a célebre frase "Jardim da Europa à beira-mar plantado”.
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