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Os '''''optimates''''' foram uma facção conservadora de senadores romanos, muito influente na época tardia da [[República Romana]]. Os seus principais objectivos eram a limitação das assembleias populares romanas e o regresso ao poder incontestado do [[senado romano]]. Todas as suas políticas visavam impedir a mudança das instituições governamentais, a perda das tradições que regiam o ''[[mos maiorum]]'' e a ascensão ao poder de [[homem novo|homens novos]], isto é, políticos oriundos de famílias fora dos círculos tradicionais.Curiosamente, dois dos principais líderes da facção, [[Cícero]] e [[Pompeu]], eram homens novos.
 
Os ''optimates'' eram fundamentalmente contra a cedência da cidadania romana às populações das recém adquiridas [[província romana|províncias romanas]], incluindo os povos que habitavam a própria Itália, como os [[Samnitas]] por exemplo. A causa conservadora atingiu o pico durante o período da [[ditador romano|ditadura]] de [[Lúcio Cornélio Sula]] (1-79 a.C.), que retirou todos os poderes legislativos às assembleias populares e solidificou o poder senatorial.
 
No período tardio da república, os ''optimates'' encontraram um inimigo em [[Júlio César]] que temiam pela sua popularidade junto das massas, capacidade de liderança e iniciativa de mudança. Os receios aumentaram à medida que o sucesso das [[guerras da Gália]] se tornou evidente. A facção conservadora acabou por impedir César de se candidatar a um segundo [[Cônsul (Roma Antiga)|consulado]], o que precipitou a guerra civil contra César que poria fim à actividade política da facção.
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