Diferenças entre edições de "São Carlos (São Paulo)"

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=== Povos indígenas e caboclos ===
[[Imagem:Condedopinhal.gif|esquerda|thumb|Conde do Pinhal, um dos fundadores de São Carlos.]]
 
Originalmente, o território era habitado por indígenas, provavelmente [[Guaianás|guaianases]], os quais foram exterminados ou expulsos e são possivelmente os responsáveis pela introdução de pinhais de [[araucária]] na região.<ref name=truzzi2000/> Entretanto, existe também a hipótese de a espécie ser de ocorrência natural.<ref name="soares_2003">SOARES, J. J.; SILVA, D. W.; LIMA, M. I. S. Current state and projection of the probable original vegetation of the São Carlos region of São Paulo State, Brazil. ''Brazilian Journal of Biology'' 63(3), 527-536, 2003. [http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1519-69842003000300019&script=sci_arttext link].</ref> O território seria ocupado no século XIX por posseiros, pequenos proprietários de terra, então chamados "[[caboclo]]s". Dentre estes, talvez o mais ilustre tenha sido um certo Gregório que, por volta de 1831, residia à beira de um riacho que corta a cidade e herdou seu nome, o [[córrego do Gregório]].<ref name=truzzi2000/><ref>Estas primeiras levas de povos indígenas e caboclos posseiros eram chamadas, em antigos estudos, de "precursores" e "frente de expansão" (vinculadas a uma economia de subsistência), opostas à "frente pioneira" de sesmeiros, grileiros grandes proprietários (ligados a uma economia de excedentes). Sobre a controvérsia destes termos, confira: MARTINS, J. S. O tempo da fronteira. Retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frente de expansão e da frente pioneira. ''Tempo Social; Rev. Sociol. USP'', S. Paulo, 8 (1): 25-70, mai. 1996. [http://www.scielo.br/pdf/ts/v8n1/0103-2070-ts-08-01-0025.pdf link].</ref>
 
=== Sesmarias ===
[[Imagem:J. TAVARES SILVA - 1927 - Sesmaria do Ouro.png|esquerda|thumb|Sesmarias na região de Araraquara e São Carlos (c. 1810).]]
 
O atual município engloba terras das antigas sesmarias do Pinhal, do Monjolinho e do Quilombo. A sesmaria do Pinhal, ao sul do município, originou-se de uma doação de terras, em 1781, ao cirurgião-mor do Regimento de Voluntários Reais de São Paulo, o qual as vendeu em 1786 a Carlos Bartholomeu de Arruda. No entanto, a sesmaria só seria demarcada em 1831, a pedido de seu filho, Carlos José Botelho, pai do futuro Conde do Pinhal.<ref name=truzzi2000/> Já as sesmarias do Monjolinho, ao noroeste, e do Quilombo, a leste, foram demarcadas em 1810 e 1812, respectivamente, a pedido de sucessores de Miguel Alberto de Vasconcelos e de [[Manuel Joaquim do Amaral Gurgel]].<ref name="messias">MESSIAS, Rosane Carvalho. ''O cultivo do café nas bocas do sertão paulista: Mercado interno e mão de obra no período de transição, 1830-1888''. São Paulo: Ed. da Unesp, 2003, [https://books.google.com.br/books?id=9P29l-yUURcC link].</ref><ref>BRAGA, Cincinato Cezar da Silva. Contribuição ao estudo da história e geografia da cidade e município de São Carlos do Pinhal. ''Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro'', n. 236, p. 163-203, 1957, [https://ihgb.org.br/publicacoes/revista-ihgb/item/107929-revista-ihgb-volume-236.html link]. [Original publicado em ''Almanaque de S. Carlos'', 1894.][Cf. p. 170.]</ref>
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