Diferenças entre edições de "3,4-di-hidroxifenilacetaldeído"

4 bytes removidos ,  22h10min de 2 de maio de 2020
== Metabolismo e importância em pesquisa médica ==
 
Sua reatividade com [[proteína]]s apresenta evidências de ser dependente tanto do [[aldeído]] como do [[catecol]].<ref>Rees JN, Florang VR, Eckert LL, Doorn JA.; [http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19537779 Protein reactivity of 3,4-dihydroxyphenylacetaldehyde, a toxic dopamine metabolite, is dependent on both the aldehyde and the catechol]. Chem Res Toxicol. 2009 Jul;22(7):1256-63. PMCID: PMC2717024 </ref> Todo o [[metabolismo]] [[enzima|enzimático]] da dopamina nos [[neurônio]]s passa pelo DOPAL. De acordo com a "[[hipótese do catecolaldeído]]", o DOPAL desempenha um papel na [[patogênese]] da [[doença de Parkinson]].<ref>Burke WJ, Li SW, Williams EA, Nonneman R, Zahm DS.; [http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14556942 3,4-Dihydroxyphenylacetaldehyde is the toxic dopamine metabolite in vivo: implications for Parkinson's disease pathogenesis]. Brain Res. 2003 Nov 7;989(2):205-13. PMID 14556942</ref><ref>Goldstein DS, Sullivan P, Holmes C, Miller GW, Alter S, Strong R, Mash DC, Kopin IJ, Sharabi Y., "[https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23786406 Determinants of buildup of the toxic dopamine metabolite DOPAL in Parkinson's disease]," J. Neurochem. 2013 Sep;126(5):591-603.</ref> DOPAL tem sido quimicamente [[Síntese orgânica|sintetizado]].<ref>Li, W., Spaziano, V.T., Burke, WJ., "Synthesis of a biochemically important aldehyde - 3,4-dihydroxyphenylacetaldehyde", Bio-Organic Chemistry, 26, 45-50, 1998.</ref> DOPAL é desintoxicado principalmente pela [[aldeído desidrogenase]].
 
A oxidação enzimática da [[dopamina]] por ação das enzimas [[monoamina oxidase]] MAO-A ou MAO-B, além da formação do aldeído correspondente, DOPAL (3,4-di-hidroxifenilacetaldeído), resulta em geração de [[peróxido de hidrogênio]] que, em presença de ferro (Fe<sup>+2,</sup>), pode gerar radicais hidroxilas altamente reativos e [[citotóxico]]s via [[reação de Fenton]]. DOPAL é um aldeído altamente reativo, capaz de reagir com [[proteína]]s via formação de [[base de Schiff]], apresentando [[toxicidade]] ''[[in vivo]]'' e ''[[in vitro]]'' de 100 a 1000 vezes maior que a observada para dopamina.<ref>Follmer, Cristian, & Bezerra Netto, Heleno J. C.. (2013). [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422013000200017 Fármacos multifuncionais: monoamina oxidase e α-sinucleína como alvos terapêuticos na doença de Parkinson]. Química Nova, 36(2), 306-313.</ref>
 
3, 4-Di-hidroxifenilacetaldeído (DOPAL) é um metabólito da [[desaminação]] oxidativa da dopamina catalisada pela [[monoamina oxidase]]. Os [[aldeído]]s são moléculas altamente reativas formadas durante a biotransformação de numerosos [[CompostoAgonista endógeno|compostos endógenos]] e [[Composto exógeno|exógenos]], incluindo [[amina]]s biogênicas. DOPAL gera um [[radical livre]] e ativa a transição da [[permeabilidade]] [[mitocôndria|mitocondrial]], um mecanismo implicado na morte de [[neurônio]]s. Há um crescente número de evidências sugerindo que esses compostos são [[neurotóxico]]s e recentemente foi levantada a hipótese de que [[distúrbio neurodegenerativo|distúrbios neurodegenerativos]] podem estar associados a níveis aumentados desse aldeído biogênico. É possível especular que a desintoxicação reduzida de [[3, 4-diidroximandelaldeído]] da função de [[aldeído desidrogenase]] prejudicada ou deficiente possa ser um fator contribuinte na neurotoxicidade sugerida desses compostos. As aldeído desidrogenases são um grupo de enzimas dependentes de NAD(P)+ que catalisa a oxidação de aldeídos, como os derivados das catecolaminas, aos seus correspondentes [[ácido carboxílico|ácidos carboxílicos]]. Até o momento, 19 genes de aldeído desidrogenase foram identificados no genoma humano. Mutações nesses genes e subsequentes erros inatos no metabolismo do aldeído são a base molecular de várias doenças. Vários agentes farmacêuticos e toxinas ambientais (i. e. 4-hidroxi-2-nonenal) também são conhecidos por interromper ou inibir a função aldeído desidrogenase.<ref>Marchitti SA, Deitrich RA, Vasiliou V. [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17379813 Neurotoxicity and metabolism of the catecholamine-derived 3,4-dihydroxyphenylacetaldehyde and 3,4-dihydroxyphenylglycolaldehyde]: the role of aldehyde dehydrogenase. Pharmacol Rev. 2007 Jun;59(2):125-50. PMID 17379813</ref><ref>Burke WJ, Li SW, Chung HD, Ruggiero DA, Kristal BS, Johnson EM, Lampe P, Kumar VB, Franko M, Williams EA, Zahm DS. [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14697885 Neurotoxicity of MAO metabolites of catecholamine neurotransmitters]: role in neurodegenerative diseases. Neurotoxicology. 2004 Jan;25(1-2):101-15. PMID 14697885</ref><ref>Burke WJ, Li SW, Zahm DS, et al. [http://europepmc.org/article/med/11164826 Catecholamine monoamine oxidase a metabolite in adrenergic neurons is cytotoxic in vivo]. Brain Research. 2001 Feb;891(1-2):218-227. DOI: 10.1016/s0006-8993(00)03199-1. PMID 11164826</ref><ref>Florang VR, Rees JN, Brogden NK, et al. [https://europepmc.org/article/med/16956664 Inhibition of the oxidative metabolism of 3,4-dihydroxyphenylacetaldehyde, a reactive intermediate of dopamine metabolism, by 4-hydroxy-2-nonenal]. Neurotoxicology. 2007 Jan;28(1):76-82. DOI: 10.1016/j.neuro.2006.07.018. PMID 16956664.</ref>
 
{{referências}}