Diferenças entre edições de "Origem da água na Terra"

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[[Imagem:BlueMarble-2001-2002.jpg|thumb|300px|A água cobre cerca de 70% da superfície terrestre.]]
 
A questão da '''origem da água na Terra''', ou a questão sobre porque há claramente mais [[água]] na [[Terra]] do que nos outros planetas do [[Sistema Solar]], '''não está ainda esclarecida.''' Existem várias teorias sobre como os [[oceano]]s se formaram ao longo dos últimos [[História da Terra|4,6 bilhões de anos]].
== Origens ==
Alguns dos mais prováveis fatores contribuintes para a existência dos oceanos da Terra são:
 
Uma quantidade considerável de água estaria no material que formou a Terra.<ref>{{cite web|url=http://www.ingentaconnect.com/content/arizona/maps/2005/00000040/00000004/art00003;jsessionid=7ibpocfkopqql.alice |title=IngentaConnect Origin of water in the terrestrial planets |publisher=Ingentaconnect.com |date= |accessdate=2009-08-20}}</ref>
* O arrefecimento [[Hadeano|primordial]] da Terra ao ponto de os componentes voláteis serem retidos numa [[atmosfera terrestre|atmosfera]] com [[Pressão atmosférica|pressão suficiente]] para a estabilização e retenção da água.
* [[Cometa]]s, [[Objeto transnetuniano|objetos transnetunianos]] ou [[meteoritos]] ricos em água ([[protoplaneta]]s) dos confins exteriores da principal [[cintura de asteroides]] ao colidirem com a Terra podem haver trazido água para os oceanos. Medições do quociente entre os isótopos de hidrogénio [[deutério]] e [[prótio]] apontam para [[asteroide]]s, dados que foram encontrados na água oceânica teores de impurezas similares aos de [[condrito]]s, enquanto que medições anteriores das concentrações isotópicas nos cometas e objetos transnetunianos correspondem apenas ligeiramente às da água da Terra. Esta teoria é apoiada pelo fato de que a proporção entre hidrogênio e deutério (um isótopo do hidrogênio) presentes no gelo dos cometas e nos oceanos da Terra ser similar.
* Bioquimicamente por meio de [[mineralização]] e [[fotossíntese]] ([[gutação]], [[transpiração]]).
* Fuga gradual da água armazenada em minerais [[Hidrato|hidratados]] nas [[rocha]]s da Terra.
* [[Fotólise]]: a [[radiação]] pode romper ligações químicas à superfície.
 
As moléculas de água teriam escapado mais facilmente da gravidade da Terra quando ela era menos [[massa]] durante sua formação. Espera-se que o hidrogênio e o hélio vazem continuamente da atmosfera, mas a falta de gases mais densos na atmosfera moderna sugere que algo desastroso aconteceu na atmosfera primitiva.
{{Tradução/ref|en|Origin of water on Earth|oldid=427201767}}
 
Teoriza-se que parte do planeta jovem tenha sido interrompida pelo impacto da [gigante hipótese de impacto que criou a Lua], que deveria ter causado o derretimento de uma ou duas grandes áreas. A composição atual não corresponde à fusão completa e é difícil derreter completamente e misturar grandes massas rochosas.<ref>{{cite web|url=http://solarsystem.nasa.gov/scitech/display.cfm?ST_ID=446 |title=Solar System Exploration: Science & Technology: Science Features: View Feature |publisher=Solarsystem.nasa.gov |date=2004-04-26 |accessdate=2009-08-20}}</ref>
<ref>Wikipedia</ref>
 
No entanto, uma boa fração do material deveria ter sido vaporizada por esse impacto, criando uma atmosfera de vapor de rocha ao redor do jovem planeta. O vapor de rocha teria condensado dentro de dois mil anos, deixando para trás voláteis quentes que provavelmente resultaram em uma atmosfera pesada de dióxido de carbono com hidrogênio e vapor de água. Os oceanos de água líquida existiam apesar da temperatura da superfície de 230 ° C por causa da pressão atmosférica da atmosfera pesada de CO 2. À medida que o resfriamento continuava, a dissolução na água do oceano removeu a maior parte do CO 2 da atmosfera, mas os níveis oscilavam descontroladamente à medida que apareciam novas superfícies e ciclos de manto.<ref>{{cite web|author=N. H. Sleep*,†, K. Zahnle‡, and P. S. Neuhoff§ |url=http://www.pnas.org/cgi/content/full/98/7/3666 |title=Inaugural Article: Initiation of clement surface conditions on the earliest Earth - Sleep et al. 98 (7): 3666 - Proceedings of the National Academy of Sciences |publisher=Pnas.org |date= |accessdate=2009-08-20}}</ref>
 
Estudo de zircão descobriram que a água líquida deve ter existido há tanto tempo quanto 4,4 [[Ga (unidade) | Ga]], logo após a formação da Terra.<ref>{{cite web|url=http://wwwrses.anu.edu.au/admin/index.php?p=harrison |title=ANU - Research School of Earth Sciences - ANU College of Science - Harrison |publisher=Ses.anu.edu.au |date= |accessdate=2009-08-20}}</ref><ref>{{cite web|url=http://info.anu.edu.au/mac/Media/Media_Releases/_2005/_November/_181105harrisoncontinents.asp |title=ANU - OVC - MEDIA - MEDIA RELEASES - 2005 - NOVEMBER - 181105HARRISONCONTINENTS |publisher=Info.anu.edu.au |date= |accessdate=2009-08-20}}</ref><ref>{{cite web|url=http://www.geology.wisc.edu/%7Evalley/zircons/cool_early/cool_early_home.html |title=A Cool Early Earth |publisher=Geology.wisc.edu |date= |accessdate=2009-08-20}}</ref>
 
Isso requer a presença de uma atmosfera. A teoria da [Cool Cool Earth] abrange uma faixa de cerca de 4,4 Ga a 4,0 Ga.
 
De fato, estudos recentes de zircões (no outono de 2008) encontrados na rocha hadeana australiana contêm minerais que apontam para a existência de placas tectônicas já em 4 bilhões de anos atrás. Se isso for verdade, as crenças anteriores sobre o período [Hadean | Hadean]] estão longe de estar corretas. Ou seja, em vez de uma superfície quente e derretida e uma atmosfera cheia de dióxido de carbono, a superfície da Terra seria muito parecida com a de hoje. A ação das placas tectônicas retém grandes quantidades de dióxido de carbono, eliminando os efeitos de estufa e levando a uma temperatura superficial muito mais baixa e à formação de rochas sólidas, e possivelmente até à vida.<ref>{{cite news| url=http://www.nytimes.com/2008/12/02/science/02eart.html?8dpc | work=The New York Times | title=A New Picture of the Early Earth | first=Kenneth | last=Chang | date=2008-12-02 | accessdate=2010-05-20}}</ref>
 
== Fontes extraterrestres ==
Que a água da Terra se originou puramente de cometas é implausível, como resultado de medições das razões isotópicas de hidrogênio nos três cometas [[Halley's Comet | Halley]], [[Hyakutake]] e [[Hale-Bopp]] pelos pesquisadores como [David Jewitt]], pois, de acordo com esta pesquisa, a proporção de [[deutério]] para [[hidrogênio-1 | protium]] (razão D / H) dos cometas é aproximadamente o dobro da água oceânica. No entanto, não está claro se esses cometas são representativos daqueles do Cinturão de Kuiper. De acordo com A. Morbidelli<ref>A. Morbidelli et al. [[Meteoritics & Planetary Science]] 35, 2000, S. 1309–1329</ref> a maior parte da água de hoje vem de protoplanetas formados no cinturão de asteróides externos que mergulharam em direção à Terra, conforme indicado pelas proporções D / H em condritos ricos em carbono. A água em condritos ricos em carbono aponta para uma proporção D / H semelhante à da água oceânica. No entanto, mecanismos foram propostos<ref>H. Genda, M. Ikoma, Origin of the Ocean on the Earth: Early Evolution of Water D/H in a Hydrogen-rich Atmosphere. Accessible at http://arxiv.org/abs/0709.2025</ref> sugerir que a proporção D / H da água oceânica pode ter aumentado significativamente ao longo da história da Terra. Essa proposta é consistente com a possibilidade de que uma quantidade significativa de água na Terra já estivesse presente durante a evolução inicial do planeta.
 
{{Referencias}}
{{esboço-geologia}}