Diferenças entre edições de "Descoberta do Brasil"

Sem alteração do tamanho ,  22h52min de 17 de maio de 2020
sem resumo de edição
Existem diversas suposições e hipóteses acerca da descoberta do Brasil. A mais conhecida trata de uma possível expedição secreta do navegador português [[Duarte Pacheco Pereira]] em [[1498]], que teria visado identificar os territórios que pertenciam a [[Portugal]] ou a [[Coroa de Castela|Castela]] de acordo com o [[Tratado de Tordesilhas]], de [[1494]] — Pacheco Pereira participou das negociações do tratado.<ref>[[Avelino Teixeira da Mota|MOTA, Avelino Teixeira da]]. ''Duarte Pacheco Pereira, capitão e governador de S. Jorge da Mina''. Mare Liberum, I(1990), pp.1-27.</ref><ref name="Pacheco_Pereira">{{citar web|url=https://www.publico.pt/entrevista/jornal/o-caso-pacheco-pereira-25408499|título=O caso Pacheco Pereira|publicado=PÚBLICO|acessodata=5-4-2017}}</ref> A hipotética viagem está embasada exclusivamente no relato do explorador em ''[[Esmeraldo de Situ Orbis]]'' (1505), livro de sua autoria. O texto, contudo, é ambíguo: Pacheco Pereira diz textualmente que o rei de Portugal "mandou descobrir a parte ocidental", o que sugere que ele falava não de suas explorações, mas de tudo que já fora explorado por vários navegadores e era conhecido em 1505. Esta visão é reforçada pelas latitudes e longitudes informadas, que vão da [[Groenlândia]] ao atual [[Sul do Brasil]]. Além disso, a possibilidade da existência de uma política de sigilo dos monarcas portugueses, escrita na primeira metade do século XX pelo historiador [[Damião Peres]], não se sustenta, uma vez que era prática comum, na ausência de um tratado, reclamar a soberania de uma terra publicitando a sua descoberta.<ref name="Pacheco_Pereira"/><ref name="Pereira">{{citar web|url=https://books.google.com.br/books/about/Esmeraldo_de_situ_orbis.html?id=cCoNAQAAIAAJ&redir_esc=y|título=Esmeraldo de situ orbis|autor=Duarte Pacheco Pereira|acessodata=29-4-2019}}</ref>
 
Existe ainda a suspeita de que a descoberta do Brasil pelos portugueses em 1500 teria sido intencional, baseada no conhecimento prévio do território. Como sugere Pacheco Pereira no livro ''Esmeraldo de Situ Orbis'', em 1498 os navegadores lusitanos foram orientados por [[Manuel I de Portugal|D. Manuel I]] a explorar o Atlântico em busca de terras. Antes de rumar para a Índia na expedição de 1500, Pedro Álvares Cabral teria então desviado para o Ocidenteocidente além do necessário visando verificar a existência de territórios conforme o desejo do rei. Ao avistar o Brasil, Cabral julgou ter descoberto uma ilha, o que invalida a teoria de que ele teria conhecimento de terras continentais naquelas paragens. Já o fato de a então chamada Ilha de Vera Cruz ter sido representada no mapa de Juan de la Cosa, confeccionado no mesmo ano, anula outra teoria, a de que as descobertas portuguesas seriam segredos não compartilhados com os espanhóis. Apesar do achamento, a viagem cabralina à Índia foi considerada um fracasso. Cabral recebeu pelos seus feitos uma pensão anual de 30 mil reais — muito menos do que os 400 mil reais dados em 1498 a Vasco da Gama —, e foi esquecido pelo rei, morrendo na obscuridade por volta de 1520. Seu túmulo foi ignorado por trezentos anos até ser localizado, em 1839, pelo historiador [[Francisco Adolfo de Varnhagen]].<ref name="Pereira"/><ref name="Davies"/><ref>{{citar web|url=http://funag.gov.br/biblioteca/download/1156-varnhagen-1816-1878.pdf|título=Varnhagen (1816-1878)|publicado=Funag|acessodata=29-4-2019}}</ref>
[[File:Cantino planisphere (1502).jpg|thumb|right|280px|[[Planisfério de Cantino]], [[1502]]]]
 
19 937

edições