Diferenças entre edições de "Miguel I de Portugal"

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D. Miguel I de Portugal, enquanto solteiro e em pleno período do seu reinado, manteve uma relação duradoura com D. Antónia Francisca Ribeiro do Carmo, uma nobre portuguesa que viveu entre [[Reino de Portugal|Portugal]] e a [[História da Itália|Itália]], e com quem o monarca teve a sua primeira filha natural em 1831,<ref>THOMSON, Ron B.; ''The Concession of Évora Monte: The Failure of Liberalism in Nineteenth-Century Portugal''. Lexington Books (September 11, 2014). 186 pp.</ref> reconhecendo-a publicamente, anos depois, em [[Albano Laziale|Albano]], na [[História da Itália|Itália]], a 2 de agosto de 1839,<ref>Cf. VIDAL, Frederico Gravazzo Perry; ''Descendência de S. M. El-Rei o Senhor D. João VI''. Lisboa: Guimarães Editores, 1923. Pág. 177</ref><ref>ZUQUETE, Afonso Eduardo Martins; ''Nobreza de Portugal e do Brasil''. Lisboa: Editorial Enciclopédia, 1960. Tomo II, pág. 47</ref> e permitindo a ela, desse modo, a reivindicação do estatuto de [[Infanta de Portugal]]. Pelo facto desta filha ter nascido antes da aplicação da [[Lei do Banimento (Portugal)|Lei do Banimento]] que, após as guerras liberais, obrigou ao exílio o rei e os seus descendentes, e somando os factos desta filha natural ter nascido na vigência do reinado de seu pai e de ter sido reconhecida pelo próprio, a mesma reivindicou direitos de sucessão ao trono de Portugal.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
Mais tarde, por volta de 1834, no último ano do reinado de D. Miguel I e novamente antes da aplicação da Lei do Banimento, o monarca teve ainda uma segunda filha natural com uma mulher de origem humilde residente em [[Santarém (Portugal)|Santarém]]. Esta segunda filha, em virtude da mãe não pertencer à nobreza portuguesa, não gozou do mesmo reconhecimento público que a primeira filha natural do monarca; todavia, o rei conferiu-lhe, tal como à primeira filha, o direito ao uso dos apelidos da realeza para efeitos de registo de Baptismo e de legitimação paterna. Reivindicou direitos de sucessão e deixou descendência.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
Entre os motivos que levaram D. Miguel a efectuar o reconhecimento das suas duas primeiras filhas naturais estiveram a sua enorme necessidade de afirmar os seus direitos dinásticos perdidos pela Constituição Monárquica de 1838 e o de assegurar que deixava descendência.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
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