Diferenças entre edições de "Império Carolíngio"

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Após uma guerra civil (840-843), depois da morte do Imperador [[Luís I, o Piedoso|Luís, o Piedoso]], o Império foi dividido em reinos autônomos, com um rei ainda reconhecido como imperador, mas com pouca autoridade fora do seu próprio reino. A unidade do império e o direito hereditário dos carolíngios continuou a ser reconhecido.<ref>{{citar livro|url=https://erenow.net/postclassical/the-age-of-faith-a-history-of-medieval-civilization/104.php|título=The Age of Faith: A History of Medieval Civilization|ultimo=Durant|primeiro=Will|editora=|ano=|local=|página=''3.The Carolingian Decline''. 5º Parágrafo.|páginas=}}</ref> Em 884, [[Carlos, o Gordo]] reuniu todos os reinos carolíngios pela última vez, mas com sua morte em 888, o império foi novamente dividido.<ref>{{citar livro|url=https://erenow.net/postclassical/the-age-of-faith-a-history-of-medieval-civilization/104.php|título=The Age of Faith: A History of Medieval Civilization|ultimo=Durant|primeiro=Will|editora=|ano=|local=|página=''3.The Carolingian Decline''. 7º Parágrafo.|páginas=}}</ref> Como o único herdeiro legítimo da dinastia que restava [[Carlos III de França|ainda era uma criança]], a nobreza elegeu reis regionais de fora da dinastia ou, no caso da [[Frância Oriental]], um [[Arnulfo da Caríntia|carolíngio ilegítimo]].<ref>{{citar livro|url=https://erenow.net/postclassical/the-age-of-faith-a-history-of-medieval-civilization/110.php|título=The Age of Faith: A History of Medieval Civilization|ultimo=Durant|primeiro=Will|editora=|ano=|local=|página=''1. The Organization of Power''. 3º Parágrafo.|páginas=|citacao=''After a decade of chaos, during which the Northmen raided the Rhine cities, Arnulf, illegitimate offspring of Louis’ son Carloman, was elected king of “East Francia” (887), and drove back the invaders.''}}</ref> A linha ilegítima continuou a governar no leste até 911, enquanto na [[Frância Ocidental]] a legítima dinastia Carolíngia foi restaurada em 898 e governou até 987, com uma interrupção de 922 para 936.
 
A dimensão do império no seu início era de cerca de 1.112.000 km² com uma população entre 10 e 20 milhões de habitantes.<ref>{{cite book|url=https://books.google.com/?id=ZK3bdq6ihM8C&pg=PA50&dq=carolingian+empire+in+km2#v=onepage&q=carolingian%20empire%20in%20km2&f=false|title=Post-Roman towns, trade and settlement in Europe and Byzantium – Joachim Henning – Google Břger|last1=Henning|first1=Joachim|isbn=9783110183566|quote=The size of the Carolingian empire can be roughly estimated at 1,112,000 km²|accessdate=24 dezembro 2014|year=2007}}</ref> O seu coração era Frância, a terra entre o [[Rio Loire|Loire]] e o [[Rio Reno|Reno]], onde se situava a sua capital simbólica, [[Aachen]]. No sul, o império atravessava os [[Pirenéus|Pirineus]] e fez fronteira com o [[Emirado de Córdova]] e, após 824, com o [[Reino de Navarra|Reino de Pamplona]]; a norte, fez fronteira com o reino dos dinamarqueses; a oeste, tinha uma curta fronteira terrestre com a [[Ducado da Bretanha|Bretanha]], que mais tarde foi reduzida a um afluente; a leste, tinha uma longa fronteira com os eslavos e os [[Ávaros|Avarosávaros]], que acabaram por ser derrotados e as suas terras incorporadas no império. No sul, na Itália, as pretensões dos carolíngios à autoridade foram contestadas pelos bizantinos (romanos orientais) e pelos vestígios do [[Reino Lombardo|reino lombardo]] no [[Ducado de Benevento]].
 
O termo "Império Carolíngio" é uma convenção moderna e não foi utilizado pelos seus contemporâneos. A língua dos atos oficiais no império era o latim. O império era chamado de ''universum regnum'' ("todo o reino", em oposição aos reinos regionais), ''Romanorum sive Francorum imperium''("Império dos Romanos e Francos"), ''Romanum imperium'' ("Império Romano"), ou mesmo ''imperium christianum'' ("Império Cristão").<ref>Ildar H. Garipzanov, ''The Symbolic Language of Authority in the Carolingian World (c.751–877)''.</ref>