Diferenças entre edições de "Primeiro reinado"

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Sem citar fontes, o texto vai aos poucos relativizando o despotismo de Dom Pedro.
(Cadê a fonte de que essa é "a visão ensinada nas escolas"? Existe mesmo essa uniformidade discursiva? Mesmo que exista, qual a relevância dessa informação? Aparentemente, trata-se de uma briga de narrativas, inconveniente à wikipedia.)
m (Sem citar fontes, o texto vai aos poucos relativizando o despotismo de Dom Pedro.)
O [[Constituição da mandioca|esboço da constituição de 1823]] foi escrito por [[Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva|Andrada Machado]], sob forte influência das constituições francesa e norueguesa.{{harvRef|name="hol186"|Holanda|1976|p=186}} Em seguida foi remetido à constituinte, onde os deputados iniciaram os trabalhos para a realização da carta. Existiam diversas diferenças entre o projeto de 1823 e a posterior constituição de 1824. Na questão do federalismo, era centralizadora, pois dividia o país em comarcas, que são divisões meramente judiciais e não administrativas.{{harvRef|name="car23"|Carvalho|1993|p=23}} As qualificações para eleitor eram muito mais restritivas que a constituição de 1824.{{harvRef|name="hol254"|Holanda|1976|p=254}} Definia também que seriam considerados cidadãos brasileiros somente os homens livres no Brasil, e não os escravos que eventualmente viessem a serem libertados, diferentemente da constituição de 1824.{{harvRef|Vainfas|2002|p=171}} Era prevista a separação dos três poderes, sendo o executivo delegado ao imperador, mas a responsabilidade por seus atos recairia sobre os ministros de Estado. A constituinte optou também pela inclusão do veto suspensivo por parte do imperador (assim como a de 1824), que poderia inclusive vetar se assim o desejasse o próprio projeto de constituição. Entretanto, mudanças nos rumos políticos levaram os deputados a proporem tornar o monarca uma figura meramente simbólica, completamente subordinado à assembleia. Este fato, seguido pela aprovação de um projeto em 12 de junho de 1823 pelo qual as leis criadas pelo órgão dispensariam a sanção do monarca levou dom Pedro I a entrar em choque com a constituinte.{{harvRef|Holanda|1976|p=244}}
 
Por trásAlém da disputa entre o imperador e a assembleia,{{harvRef|Lustosa|2007|p=161}} havia uma outra, mais profunda e que foiconcorreu a real causa dapara dissolução da constituinte. Desde o início dos trabalhos legislativos os liberais federalistas tinham como principal intuito derrubar o ministério presidido por José Bonifácio a qualquer custo e se vingar pelas perseguições que sofreram durante a Bonifácia ocorrida no ano anterior. Os portugueses absolutistas, por outro lado, viram seus interesses feridos quando José Bonifácio emitiu os decretos de 12 de novembro de 1822 e 11 de dezembro de 1822, onde no primeiro eliminava os privilégios dos lusitanos e no segundo sequestrava os bens, mercadorias e imóveis pertencentes aos mesmos que tivessem apoiado Portugal durante a independência brasileira.{{harvRef|Lustosa|2007|p=66}} Apesar das diferenças, os portugueses e os liberais se aliaram com o objetivo de retirar do poder o inimigo comum.<ref name="lus166"/> Os liberais e portugueses aliciaram os:
 
<blockquote>[…]''"desafetos dos Andradas, cujo valimento junto ao imperador açulava muitas invejas e cuja altaneira, por vezes grosseira, suscetibilizava muitos melindres e feria muitas vaidades. Duros para com os adversários, os Andradas tinham suscitado fartura de inimigos no prestígio conquistado pela sua superioridade intelectual e pela sua honestidade. Os descontentes uniram-se para derrubá-los e na aliança se confundiram moderados com exaltados"''.{{harvRef|Lima|1989|p=16}}</blockquote>
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