Diferenças entre edições de "Tâmeis"

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==== Período moderno ====
Os colonos britânicos consolidaram o território tâmil no sul da Índia através da presidência de Madras, que foi integrada à [[Índia britânica]]. De modo similar, a porção de língua tâmil do Sri Lanka se juntou às demais regiões da ilha em 1802 para formar a colônia do Ceilão. O Ceilão permaneceu politicamente unido à Índia até a independência da Índia em 1947. O Ceilão ganhou sua independência no ano seguinte, com o nome de Sri Lanka, abrigando tanto a população cingalesa quanto a tâmil.
===== O período pós-independência e a guerra civil =====
{{artigo principal|Guerra civil do Sri Lanka}}
[[Tamil Eelam]] é um estado independente que os tâmeis do Sri Lanka e da diáspora desejam estabelecer no [[Província do Norte (Sri Lanka)|norte]] e no [[Província Oriental (Seri Lanca)|leste]] da ilha.<ref>{{citar web|URL=https://web.archive.org/web/20090124105732/http://www.sundayobserver.lk/2005/01/30/fea28.html|título=From relief, rehabilitation to peace|autor=|data=|publicado=|acessodata=6 de junho de 2020}}</ref><ref>{{citar web|URL=http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/6895809.stm|título='War victory party' in Sri Lanka|autor=|data=12 de julho de 2007|publicado=|acessodata=6 de junho de 2020}}</ref><ref>{{citar livro|autor=Stokke, K.|título="Building the Tamil Eelam State: emerging state institutions and forms of governance in LTTE-controlled areas in Sri Lanka". Third World Quarterly. 27 (6): 1021–40.|editora=|ano=2006|páginas=|id=CiteSeerX 10.1.1.466.5940. doi:10.1080/01436590600850434.}}</ref><ref>{{citar livro|autor=McConnell, D.|título= "The Tamil people's right to self-determination". Cambridge Review of International Affairs. 21 (1): 59–76.|editora=|ano=2008|páginas=|id=doi:10.1080/09557570701828592}}</ref><ref>{{citar livro|autor=Ranganathan, M.|título="Nurturing a Nation on the Net: The Case of Tamil Eelam". Nationalism and Ethnic Politics. 8 (2): 51–66.|editora=|ano=2002|páginas=|id=doi:10.1080/13537110208428661}}</ref> Ignorando as diferenças étnicas, os britânicos impuseram um [[Ceilão britânico]] de estrutura unitária.<ref>{{citar livro|autor=Donald L. Horowitz|título=Ethnic Groups in Conflict|editora=|ano=|páginas=|id=}}</ref> Durante a administração colonial britânica, muitos tâmeis detinham posições mais altas no governo do que os cingaleses, devido a sua maior escolaridade inglesa. As terras altas cingalesas foram ocupadas pelos britânicos, e trabalhadores tâmeis foram deslocados para trabalhar nelas.<ref>{{citar livro|autor=Walter Nubin|título=Sri Lanka: Current Issues and Historical Background|editora=|ano=2002|páginas=87|id=}}</ref> Com o fim da dominação colonial britânica, cresceu a tensão étnica entre cingaleses e tâmeis. Os cingaleses, que eram maioria, se ressentiam do grande poder dos tâmeis. Em 1948, aproximadamente 700 000 trabalhadores tâmeis nas plantações de chá foram deportados para a Índia. Em 1956, o primeiro-ministro do Sri Lanka decretou a lei 33, que estabelecia o cingalês como única língua oficial do país, em substituição ao inglês. Com isso, muitos funcionários públicos tâmeis foram obrigados a se demitir, pois não sabiam falar cingalês.<ref>{{citar livro|autor=Tambiah, Stanley |título=Sri Lanka: Ethnic Fratricide and the Dismantling of Democracy|editora=University of Chicago Press|ano=1984|páginas=|id= ISBN 978-0-226-78952-1}}</ref> Os tâmeis encararam a lei como um ato de discriminação linguística, cultural e econômica contra eles.
 
Depois de vários [[pogrom|pogrons]] contra os tâmeis em 1956, [[Massacre dos tâmeis no Ceilão em 1958|1958]] e [[Massacre dos tâmeis no Sri Lanka em 1977|1977]], surgiram organizações guerrilheiras como os [[Tigres de Liberação do Tamil Eelam]]. Elas tinham, por objetivo, criar um estado tâmil independente, Tamil Eelam, nas regiões de maioria tâmil do Sri Lanka. O incêndio da biblioteca pública de Jaffna em 1981 e o [[Julho Negro]] em 1983 levaram a mais de 25 anos de guerra civil entre o exército do Sri Lanka e os Tigres Tâmeis, em que ambos os lados cometerem inúmeras atrocidades. A guerra civil levou à morte de mais de 100 000 pessoas, de acordo com a [[Organização das Nações Unidas]].<ref>{{citar web|URL=https://www.abc.net.au/news/2009-05-20/up-to-100000-killed-in-sri-lankas-civil-war-un/1689524|título=Up to 100,000 killed in Sri Lanka's civil war: UN|autor=|data=20 de maio de 2009|publicado=|acessodata=7 de junho de 2020}}</ref> Alega-se que o exército do Sri Lanka cometeu [[crime de guerra|crimes de guerra]] contra civis tâmeis nos meses finais da quarta fase da guerra civil em 2009, quando o líder dos Tigres, Prabhakaran, foi morto.<ref>{{citar web|URL=https://www.hrw.org/news/2010/05/20/sri-lanka-new-evidence-wartime-abuses|título=Sri Lanka: New Evidence of Wartime Abuses|autor=|data=20 de maio de 2010|publicado=|acessodata=7 de junho de 2020}}</ref> A guerra resultou em mais de 800 000 refugiados tâmeis, grande parte dos quais se refugiou no Reino Unido ou na Índia.
== Distribuição geográfica ==
=== Índia ===
A maioria dos tâmeis indianos vive em Tamil Nadu. Os tâmeis são maioria no [[Território da União]] [[Puducherry]], uma antiga colônia francesa. Puducherry é um enclave situado em Tamil Nadu.
 
== Ver também ==