Diferenças entre edições de "Nellie Bly"

4 bytes removidos ,  16h04min de 10 de junho de 2020
m
crise da crase
m (crise da crase)
Nascida em "Cochran's Mills", hoje uma parte de [[Pittsburgh]].<ref name=Pittsburgh>{{citar web|url=http://www.pittsburghclo.org/files/file/NellieBlyStudentsGuide_v4%5B1%5D.pdf |título=Nellie Bly |publicado=Pittsburghclo.org |acessodata=2013-07-20}}</ref><ref>{{citar web|url=http://explorepahistory.com/hmarker.php?markerId=1-A-3C0 |título=Nellie Bly Historical Marker |publicado=Explorehistory.com |acessadoem=2013-07-20}}</ref><ref>{{citar web|url=http://pghbridges.com/glassport/0587-4460/cochransmillrd_lickrun.htm |título=Cochran's Mill Rd over Licks Run – Bridges and Tunnels of Allegheny County and Pittsburgh, PA |publicado=Pghbridges.com |acessadoem=2013-07-20}}</ref> Seu pai, Michael Cochran, trabalhava em um moinho e era casado com Mary Jane. Ele era um imigrante irlandês, vindo do [[Condado de Derry]]. Michael ensinou a seus filhos o valor do trabalho honesto e da determinação, comprando o moinho e boa parte do terreno em volta para constituir a fazenda de sua família. Nellie chegou a frequentar um internato por um semestre, mas foi forçada a largar por falta de dinheiro.<ref name="doodle"/><ref name=Pittsburgh/>
 
Em 1880, Nellie e a família se mudaram para [[Pittsburgh]]. Uma coluna misógina e agressiva chamada "What Girls Are Good For", no jornal ''Pittsburgh Dispatch'' a incentivou a escrever uma carta incisiva ao editor contra a coluna, sob o pseudônimo de "Solitária Garota Órfã".<ref>{{citar web|url=https://www.nwhm.org/online-exhibits/youngandbrave/bly.html |título=Young and Brave: Girls Changing History |autor = |publicado=National Woman's History Museum |data= |acessadoem= 7 de abril de 2014}}</ref><ref name="NBO">{{citar web|url=http://www.nellieblyonline.com/bio |título=Nellie Bly, (1864–1922) |autor =Arthur Fritz |publicado=Nellie Bly Online |data= |acessadoem=7 de abril de 2014}}</ref><ref name="About.com">{{citar web|url=http://womenshistory.about.com/od/blynellie/p/Nellie-Bly.htm |título=Nellie Bly |autor =Jone Johnson Lewis |publicado=About.com |acessadoem=7 de abril de 2014}}</ref> O editor, George Madden, impressionado com a carta apaixonada publicou um anúncio no jornal pedindo que a autora se identificasse. Quando Nellie se apresentou ao editor, ele lhe ofereceu uma oportunidade de escrever para o jornal, sob o mesmo pseudônimo que ela usou na carta. Depois de seu primeiro artigo para o jornal, escrito "The Girl Puzzle", o editor teria ficado ainda mais impressionado com a qualidade da escrita de Nellie e ofereceu à ela-lhe um trabalho em tempo integral.<ref name=american/><ref name="NBO"/><ref name="About.com"/> Era comum que quem escrevesse para jornais, especialmente mulheres, usassem pseudônimos. Ela escolheu "Nelly Bly", mas o editor escreveu "Nellie" e o erro ficou.<ref name="NBO"/><ref name="About.com"/>
 
Seu trabalho no jornal focava na situação das mulheres trabalhadoras, escrevendo uma série de artigos investigativos sobre as mulheres que trabalhavam em fábricas, mas os editores a pressionaram para fazer colunas sobre moda, sociedade e jardinagem, o papel comum de mulheres jornalistas na época.<ref name=american/> Insatisfeita com essas tarefas, ela tomou a iniciativa de viajar para o [[México]] para ser correspondente internacional. Com apenas 21 anos, ela passou cerca de seis meses escrevendo sobre a vida e a cultura do povo mexicano. Seus textos foram posteriormente publicados em um livro chamado ''Six Months in Mexico'', em 1888.<ref name="NBO"/> Alguns de seus textos ela critica a prisão de jornalistas locais, o governo mexicano e a ditadura de [[Porfirio Díaz]] e quando as autoridades mexicanas souberam de seus textos, ameaçaram Nellie de prisão, convidando-a a se retirar do país.<ref name="About.com"/> A salvo em casa, ela denunciou Díaz como um tirano que oprimia o povo mexicano e controlava a imprensa com uma censura severa.<ref name="NBO"/>
Em 1888, Nellie sugeriu a seu editor no ''New York World'' que ela deveria fazer uma volta ao mundo, em um tentativa de recriar a viagem fictícia imaginada por [[Júlio Verne]]. Um ano depois, em 14 de novembro de 1889, ela embarcou no navio a vapor ''Augusta Victoria'' e iniciou sua jornada de 40 mil quilômetros, levando uma pequena bagagem de mão com roupas íntimas, um casaco de inverno, o vestido que usava e artigos de higiene, além de uma bolsa com 200 libras, ouro e alguns dólares.<ref name=american/><ref name=Kroeger/><ref name="Ruddick, Nicholas 1999, p. 5">Ruddick, Nicholas. "Nellie Bly, Jules Verne, and the World on the Threshold of the American Age." ''Canadian Review of American Studies'', Volume 29, Number 1, 1999, p. 5</ref>
 
A [[Cosmopolitan]] colocou uma de suas repórteres, [[Elizabeth Bisland]], para tentar bater o recorde do livro e de Nellie Bly, começando pelo outro lado do mundo, oposto à viagem de Nellie.<ref name=Barcousky>{{Citar web |url=http://www.post-gazette.com/pg/09235/992510-426.stm |título=Eyewitness 1890: Pittsburgh welcomes home globe-trotting Nellie Bly |publicado=Pittsburgh Post-Gazette |editor=Len Barcousky|acessadoem=5 de março de 2017}}</ref> Para manter o interesse dos leitores, o jornal organizou uma aposta na qual os leitores teriam que estimar quanto tempo Nellie levaria para completar a viagem, tendo que acertar até os segundos, concorrendo àa uma viagem para a Europa e dinheiro.<ref name="NBO"/><ref name=Kroeger/>
 
Nellie esteve na [[Inglaterra]], [[França]], onde conheceu Júlio Verne, em [[Amiens]], [[Brindisi]], [[Canal de Suez]], [[Colombo]], Penang, [[Singapura]], [[Hong Kong]] e [[Japão]]. Com a evolução da tecnologia de telégrafos, com cabos submarinos, Nellie podia mandar relatórios atualizados de sua jornada para os Estados Unidos.<ref name="NBO"/><ref name=Kroeger/> Utilizando navios a vapor e ferrovias, muitas vezes sua viagem era interrompida pela pobre estrutura viária de alguns países. Nestas paradas obrigatórias, ela aproveitava para visitar locais de interesse, como uma colônia chinesa para pacientes com [[hanseníase]].<ref name=Kroeger/>
140 523

edições