Diferenças entre edições de "Poder"

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==Contexto==
===Filosófico===
A [[filosofia política]] aborda as diferentes perspectivas nas quais os pensadores Hobbes, Arendt e [[Michel Foucault]] conceituam o poder. Segundo [[Thomas Hobbes]],<ref>Hobbes, Thomas O Poder e o Estado de Direito Editora da Biblioteca da Universidade de Brasília, 1966.</ref>, "a organização do Estado e dos poderes coincide com um contrato social que substitui o estado de Natureza no qual dominava a força física e a lei do Mais Forte, o que ele denomina de Mundo Cão ou Caos Social". Quando todos detêm o poder, "na realidade, este poder é inexistente de fato e de Direito no Caos Social"(deixando claro que se trata do poder politico de Governar o Estado ou Nação politicamente organizada mais precisamente o País, Segundo Thomas Hobbes), pois, "no limite, o poder é exercido pelo mais forte esse o Estado de Direito". Alertando Thomas Hobbes para "o caso da Corrupção que é dúbio em seu sentido e perverso na consistência que é um poder que ele define como Paralelo ao Direito e Oposto em sua totalidade ao Contrato Social" (Contrato Social é entendido no que hoje denominamos de Constituição Segundo Thomas Hobbes).
 
Para [[Hannah Arendt]], poder implica necessariamente a existência de duas ou mais pessoas, ou seja, o poder é sempre relacional. A política, em seu sentido moderno, pressupõe a legitimação do poder, isto é, tanto governantes quanto governados devem estar de acordo com as regras do jogo que estabelecem o exercício do poder. Isto porque, segundo Arendt, a política se contrapõe ao mundo natural sendo, por esta forma, o modo mais racional do exercício do poder, já que nas relações em que impera a força bruta, não há espaço para a política, ou melhor, destrói-se o ambiente no qual é possível o exercício de poder político. Assim, poder seria o oposto da violência. A violência acontece quando se dá a perda de autoridade e poder.
 
==Táticas de poder==
'''[[Tática|Táticas]]''' de Poder são práticas de influência exercidas para alcançar um objetivo específico almejado, transformando suas bases de poder em ações específicas .<ref name=Robbins>ROBBINS, Stephen P.; SOBRAL, Filipe; GOMES, Rita de Cássia (Trad.). Comportamento organizacional: teoria e prática no contexto brasileiro. 9 ed. São Paulo</ref>.
São ferramentas utilizadas, normalmente, por gestores de empresas a fim de influenciar seus subordinados ou superiores para próprio benefício ou para benefício de toda a organização. Apesar de serem utilizadas com maior frequência em ambientes empresariais, podem ser utilizadas com a mesma finalidade em outras entidades, como governo, órgãos reguladores, partidos políticos, ambientes familiares, entre outros.<ref name="Martin">MARTIN, N.
A estratégia empresarial de captura do poder político. Anais do XXVIII Encontro da ANPAD. Atibaia, São Paulo, p.20-24, 2003</ref>.
 
=== As sete dimensões das táticas de poder ===
 
Um estudo clássico de Kipnis, Schmidt, Swaffin-Smith e Wilkinson (1934) foi realizado com 165 administradores de companhias americanas, australianas e inglesas com o intuito de verificar as diferentes formas de como chefes, colegas ou subordinados eram influenciados por eles em ambientes empresariais.<ref name="Kipnis">D. Kipnis, S. M. Schmidt, C. Swaffin-Smith, e I. Wilkinson, “Patterns Of Managerial Influence: Shotgun Managers, Tacticians, and Bystanders” Organizational Dynamics, inverno de 1984, p. 58-67</ref>. Identificaram-se então as sete táticas ou estratégias mais representativas sobre a forma de como funcionários influenciam outros, e quais os fatores determinantes na escolha de uma tática específica.
 
A abordagem sobre o tipo de tática de influência escolhida por subordinados ou superiores contribui diretamente para as tomadas de decisões ou para potenciais desenvolvimentos de uma organização.
[[Imagem:Técnicas de Poder.jpg|thumb|Técnicas de Poder.]]
 
Segundo o estudo, a escolha das técnicas de influência depende majoritariamente a quem serão direcionadas (subordinados ou superiores).<ref name="Santille">SANTILLE, Alexandre. Efeitos de nível hierárquico e gênero no uso de táticas de influência interpessoal nas organizações. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</ref>. A imagem ao lado demonstra os níveis de utilização com subordinados e superiores.
 
A utilização das táticas de poder em uma organização varia conforme seus aspectos culturais, bem como seu posicionamento perante o mercado. O poder relativo do administrador permite diferentes abordagens no momento da escolha da estratégia, que sofre influência direta à sua posição relativa (superior ou subordinado). Outro fator de influência é sua expectativa com relação ao consentimento da pessoa-alvo, que também irá orientá-lo na seleção das táticas, além de suas experiências anteriores de sucesso ou insucesso.<ref name="Robbins"/>.
 
== Ver também ==
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