Diferenças entre edições de "Massacre de Nanquim"

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=== O estupro de Nanquim ===
O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente estimou que 20.000 mulheres, incluindo algumas crianças e idosas, foram violadas durante a ocupação<ref>[http://www.ibiblio.org/hyperwar/PTO/IMTFE/IMTFE-8.html Paragraph 2, p. 1012, Judgment International Military Tribunal for the Far East].</ref> <ref>{{Citar web|titulo=Judgment (English Translation): Chapter VIII, Conventional War Crimes (Atrocities).|url=http://www.ibiblio.org/hyperwar/PTO/IMTFE/IMTFE-8.html|acessodata=4 de Junho de 2020|data=1 de Novembro de 1948|publicado=International Military Tribunal for the Far East|ultimo=|primeiro=|pagina=1012}}</ref>. Um grande número de violações foi feito sistematicamente pelos soldados japoneses enquanto iam de porta em porta, à procura de mulheres e meninas, com muitas sendo capturadas e violadas em grupo <ref>{{cite web|url=http://museums.cnd.org/njmassacre/njm-tran/|title=Japanese Imperialism and the Massacre in Nanjing: Chapter X: Widespread Incidents of Rape|publisher=Museums.cnd.org|date=|accessdate=|data=|acessodata=|publicado=|ultimo=|primeiro=}}</ref><ref>{{Citar web|titulo=Nanjing Massacre-Chpt.X: Rob Gray|url=http://museums.cnd.org/njmassacre/njm-tran/njm-ch10.htm|obra=museums.cnd.org|acessodata=2020-06-04}}</ref>. As mulheres eram frequentemente mortas imediatamente após serem violadas, muitas vezes por mutilação explícita ou por penetração das vaginas com baionetas, longas varas de bambu, ou outros objetos. As crianças pequenas não estavam isentas destas atrocidades e eram rasgadas quando os soldados japoneses as violavam<ref>{{Citar web|titulo=Nanjing Massacre-Chpt.X: Rob Gray|url=http://museums.cnd.org/njmassacre/njm-tran/njm-ch10.htm|obra=museums.cnd.org|acessodata=2020-06-15}}</ref>.[[Imagem:Horrible death, Nanking Massacre.jpg|miniatura|250px|esquerda| lNum dos casos descritos por John Magee, a 13 de Dezembro de 1937 cerca de 30 soldados torturaram, violaram e mataram na mesma casa uma família inteira de 11 pessoas incluindo bebés; uma criança de dois anos foi cortada a meio com uma espada.<ref>{{citar livro|título=The Rape of Nanking : the Forgotten Holocaust of World War II - Basic Books|ultimo=Chang|primeiro=Iris|editora=Basic Books|ano=1997|local=|página=|páginas=|capitulo=Capítuloː Six Weeks of Horrorː Torture}}</ref> Duas crianças que sobreviveram foram encontradas duas semanas depois.]] [[Imagem:Chinese old woman raped and killed by Japanese at Tai'erzhuang.jpg|thumb|Foto tirada em [[Xuzhou]], mostrando o corpo de uma mulher profanado de maneira semelhante ao caso 5 do filme do missionário John Magee.]]
 
 
Muitos estrangeiros viviam em Nanquim antes da sua queda. Após os acontecimentos, cerca de 22 deles permaneceram , e brevemente também vários jornalistas, que partiram poucos dias após a queda da cidade para relatar os primeiros massacres. Quando os japoneses se aproximaram de Nanquim, em meados de Novembro, um grupo de estrangeiros preocupados criou o [[Comité Internacional de Segurança de Nanquim]] para estabelecer uma zona de segurança a fim de proteger os refugiados. [[John Rabe]] , um homem de negócios alemão e o líder do partido nazi em Nanquim, foi eleito presidente do comité e chefe da zona de segurança (uma braçadeira com a cruz suástica, identificando-o com o Terceiro Reich , um aliado do Japão, ajudou-o a intervir em prol dos refugiados).  Outros membros desse comité incluiram [[Christian Kroger]] , [[George Ashmore]] , Robert O. Wilson, Richard Brady, [[James McCallum]], [[Wilhelmina Vautrin]] , [[Lewis SC Smythe]] , e [[W. Plumer Mills]] . Para além da protecção dos refugiados, os membros do comité mantiveram também registos pormenorizados do massacre, que contribuiram para o conhecimento internacional, e testemunharam perante um tribunal internacional após a guerra. <ref name=":0">{{citar livro|título=The Rape of Nanking : the Forgotten Holocaust of World War II|ultimo=Chang|primeiro=Iris|editora=Basic Books|ano=1997|local=|página=|páginas=|capitulo=Cap. V ː The nanking Safety Zone}}</ref>
 
A criação da zona foi inspirada pelo padre francês [[Jacquinot de Bessage]], que tinha estabelecido uma zona neutra semelhante para 450.000 refugiados durante a [[Batalha de Xangai]]. A zona tinha uma área de cerca de 6,5 km2 e estava localizada a oeste do centro da cidade. No seu interior contavam-se a Universidade de Nanquim, o Hospital Universitário de Nanquim, a Escola Universitária para Mulheres de Ginling, a Embaixada dos EUA e uma série de edifícios do governo chinês. Após a queda da cidade, centenas de milhares de pessoas esconderam-se na zona. Ao mesmo tempo, os japoneses recusaram-se a aceitar a própria criação da zona e, mais tarde, tentaram cancelá-la várias vezes. Após a queda da cidade, foram muito menos insistentes, mas mesmo aqui procuraram frequentemente homens jovens, que executaram, ou mulheres, que foram levadas para bordéis. Os refugiados eram constantemente ameaçados. Só a presença ou intervenção pessoal dos estrangeiros impedia muitas vezes o pior. Outros problemas dentro da zona incluíam a superlotação, a falta de alimentos, de medicamentos e condições de higiene catastróficas.<ref name=":0" />
 
Apesar das condições muito difíceis, porém, a zona cumpriu em grande parte o seu objectivo. Após a queda da cidade, 300.000 refugiados, ou seja, até metade da população da cidade, retiraram-se gradualmente para a zona e a a maioria deles sobreviveu ao massacre. <ref name=":0" />
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