Diferenças entre edições de "Maomé"

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Após a retirada de Abu Sufiane e suas forças, os muçulmanos dirigiram a sua atenção para os grupos que teriam cometido traição ao acordo de Medina. Os ''munafiqun'' (isto é, os hipócritas, um grupo de muçulmanos que eram secretamente adversos à causa) desmoronaram-se rapidamente, e seu líder Abdulá ibne Ubai prometeu aliança com Maomé. Conta Aixa: ''"Quando o apóstolo de Alá voltou, no dia da Batalha de al-Candaque, ele poisou as armas e tomou um banho. Então Gabriel, com a cabeça coberta de pó, apareceu-lhe dizendo: "Poisaste as armas! Por Alá, eu não poisei as minhas armas ainda." O Apóstolo disse, "onde vamos agora?" Gabriel disse: "Por este caminho", apontando a tribo de Banu Curaiza. Assim, o apóstolo foi ter com eles"''.<ref>{{citar web|url=http://quranx.com/Hadith/Bukhari/USC-MSA/Volume-4/Book-52/Hadith-68/|titulo=Sahih Bukhari / Volume-4 / Book-52 / Hadith-68|acessodata=19 de Maio de 2017|publicado=QuranX.com}}</ref> Os muçulmanos cercaram então os [[Banu Curaiza]], que teriam conspirado contra eles. Após um cerco de 25 dias, a tribo rendeu-se; quando os seus antigos aliados da tribo ''Aws'' tentaram interceder por eles, Maomé perguntou-lhes se aceitariam que fosse um da sua própria tribo a julgá-los. Eles aceitaram: Maomé escolheu então {{ilc|Saade ibne Muade||Saad ibn Muadh}}.<ref>{{citar livro|título=The Life of Muhammad|ultimo=Ishaq|primeiro=Ibn|editora=Oxford University Press|ano=1998 (13.a edição)|local=Pakistan|páginas=463}}</ref>
 
Saad tinha sofrido uma ferida letal na batalha contra as forças de Abu Sufiane (morreria pouco mais tarde) e ordenou que as forças activas da tribo, consistindo de todos os seus homens adultos, seiscentos a setecentos, fossem executados, as suas propriedades divididas entre os fiéis, e as mulheres e crianças reduzidas à escravidão, como era tradição do tempo. Maomé aprovou a sentença considerando-a conforme a vontade de Alá. Uma vala comum foi aberta no mercado de Medina, onde os Banu Curaiza foram decapitados. As mulheres e crianças foram vendidas como escravas em troca de cavalos e armas, excepto algumas que foram distribuídas pelos fiéis. O próprio profeta tomou para si {{ilc|Raiana binte Zaide|Raiana binte Zaide ibne Amir|Rayhana bint Zayd ibn Amr}}, a quem propôs libertação e casamento, mas que preferiu o papel de [[Concubinato|concubina]].<ref>{{citar livro|título=The life of Muhammad|ultimo=Ishaq|primeiro=Ibn|editora=Oxford University Press|ano=1998|local=Pakistan (13.a ed.)|páginas=464/5/6}}</ref> <ref name=":0">Watt, ''[[Encyclopaedia of Islam]]'', "Kurayza, Banu".</ref>De acordo com algumas fontes, ela aceitou sua proposta.<ref>Ramadan, ''In the Footsteps of the Prophet'', p. 146.</ref> Mais tarde, ela teria se tornado muçulmana.<ref name=":0">Watt, ''[[Encyclopaedia of Islam]]'', "Kurayza, Banu".</ref>
 
Comentadores argumentaram que o punimento de Banu Curaiza era conforme aos ditames da [[Bíblia hebraica]] sobre a guerra; no entanto, as fontes originais da sirah não mencionam isto.
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