Diferenças entre edições de "Mito da escravidão de irlandeses"

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Em agosto de 2015 foi mencionado no contexto dos debates sobre a manutenção da bandeira dos Estados Confederados, havido após o [[massacre da igreja de Charleston]].<ref>{{citar periódico|url=https://www.washingtonpost.com/lifestyle/style/mississippi-resists-calls-to-change-its-confederate-themed-flag/2015/08/18/cd590924-41d3-11e5-846d-02792f854297_story.html|título=In Mississippi, Defenders of State's Confederate-Themed Flag Dig In|último=Tucker|primeiro=Neely|data=18/08/2015|periódico=The Washington Post|acessodata=17/02/2017}}</ref><ref name="Y061015">{{citar periódico|url=https://www.yahoo.com/news/unfree-irish-caribbean-were-indentured-servants-not-slaves-072226285.html |título=The Unfree Irish in the Caribbean Were Indentured Servants, Not Slaves|data=06/10/2015|periódico=Yahoo News |quote=Inevitably the myth gained prominence in the wake of Dylann Roof's terrorist attack in Charleston and the subsequent debate about the Confederate flag. |último1=Hogan|primeiro1=Liam|último2=McAtackney|primeiro2=Laura|último3=Reilly|primeiro3=Matthew Connor|acessodata=17/02/2017}}</ref> Em maio de 2016 voltou a ser citado por membros proeminentes do partido republicano irlandês [[Sinn Féin]], depois que seu líder Gerry Adams se envolveu numa controvérsia sobre o uso da palavra "negro".<ref name=Linehan/> Donald Clarke, colunista do [[Irish Times]], descreve o meme como racista, declarando: "Mais comumente vemos racistas usando o mito para menosprezar o sofrimento vivenciado por escravos negros e para atrair alguma simpatia ao seu próprio clã".<ref>{{citar periódico|url=http://www.irishtimes.com/culture/donald-clarke-free-us-from-myth-of-us-irish-slavery-1.2739108|título=Free Us From Myth of US Irish Slavery|último=Clarke|primeiro=Donald|data=30/07/2016|periódico=The Irish Times|acessodata=16/02/2017}}</ref> Para o jornal New York Times o mito é "muitas vezes politicamente motivado", e tem sido usado para criar "farpas racistas" contra os afro-americanos.<ref name=StackNYT />
 
===Elementos frequentes em postagens ===
[[Ficheiro:Jean-Léon Gérôme 004.jpg|300px|miniaturadaimagem|"Mercado escravo na Roma Antiga", de [[Jean-Léon Gérôme|Gérôme]]. Fragmento do quadro ilustra muitas postagens do mito.<ref name=StackNYT />]]
As postagens sobre o mito guardam elementos que são comuns entre elas, que são:<ref name=StackNYT /><ref name=Pogatchnick/><ref>{{Citar web |url=https://www.pri.org/stories/2017-03-17/curious-origins-irish-slaves-myth|título=The curious origins of the 'Irish slaves' myth|último=Varner|primeiro=Natasha|publicado=Public Radio International|data=16/04/2017|acessodata=20/03/2017 |língua=en-US}}</ref>
 
* A [[teoria da conspiração]] de que historiadores e mídia escondem a escravidão irlandesa.<ref name=StackNYT />
* O povo irlandês foi feito escravo depois da [[Conquista da Irlanda por Cromwell|invasão da Irlanda por Cromwell]], em 1649.<ref name=StackNYT />
* Os escravos irlandeses eram tratados de modo pior do que os escravos africanos.<ref name=StackNYT />
* Mulheres irlandesas eram obrigadas a procriar com homens africanos.<ref name=StackNYT />
* Manifestam a clara intenção de diminuir a discriminação que os descendentes de africanos historicamente sofrem, as postagens sugerem a falácia: "Os irlandeses também foram escravos. Superamos isso, então por que vocês não fazem o mesmo?"<ref name=StackNYT />
* São usadas fotografias de vítimas do [[Holocausto judeu|Holocausto]] ou de crianças trabalhadoras no século XX, alegando que são imagens de escravos irlandeses.<ref name=StackNYT />
* Fazem menção a uma suposta declaração feita em 1625 pelo rei [[Jaime II de Inglaterra]] para enviar milhares de prisioneiros irlandeses para as [[Índias Ocidentais]]; Jaime II nem era nascido, naquele ano, o que ocorreu somente em 1633, tendo iniciado seu reinado em 1685. Em 1625 teve fim o governo de [[Jaime I da Inglaterra|Jaime I]] e a subida de [[Carlos I de Inglaterra|Carlos I]] ao trono.<ref name=StackNYT />
* Substituição das vítimas das atrocidades que verdadeiramente foram cometidas contra escravos africanos, tendo irlandeses como vítimas. O site de conspiração de extrema direita ''InfoWars'', por exemplo, substituiu as 132 vítimas africanas do [[Massacre do Zong]] de 1781 por irlandeses. Vários artigos on-line sobre "escravos irlandeses" aumentaram o número de 132 para 1.302 vítimas. O historiador Liam Hogan rastreou que a primeira justaposição das vítimas africanas reais do Massacre do Zong como uma tragédia com irlandeses se deu a partir de 2002, quando James Mullin, presidente do ''Irish Famine Curriculum Committee and Education Fund'', sediado em Nova Jersey, escreveu um artigo onde confundia os eventos da linha histórica da escravidão africana na América Inglesa com a história da servidão por contrato irlandesa no período colonial.<ref name="StackNYT" /><ref name=HoganZong>{{citar web|último1=Hogan|primeiro1=Liam|título=How the African victims of the Zong Massacre were replaced with "Irish slaves"|url=https://medium.com/@Limerick1914/how-the-african-victims-of-the-zong-massacre-were-replaced-with-irish-slaves-2574dac1fc55|website=Medium|acessodata=30/01/2018}}</ref><ref>{{citar web|último1=Mullin|primeiro1=James|título=Out of Africa, Out of Ireland|url=http://www.irelandsown.net/afroirish.html|arquivourl=https://web.archive.org/web/20021027141703/http://www.irelandsown.net/afroirish.html|urlmorta=sim|arquivodata=27/10/2002 }}</ref>
 
{{Referências}}