Diferenças entre edições de "Rede Tupi"

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Após o fechamento da Rede Tupi, o governo federal passou o ativo da emissora para empresários. Abriu-se concorrência em <span>23 de julho de</span> 1980 e entraram no páreo o [[Grupo Abril]], o [[Grupo Silvio Santos]] (que controla o SBT), o [[Grupo Bloch]] ([[Rede Manchete]]), além de outras companhias menores. Como na época, a [[Revista Veja]] estava incomodando o governo com críticas, eles decidiram passar em 23 de abril de 1981, uma nova licença do canal 4 paulistano para a [[Sistema Brasileiro de Televisão|TVS]], o canal 6 carioca para o Grupo Bloch e a partir de 1985, os outros ativos da emissora (prédio, equipamentos e outro canal não utilizado) para os Grupos Silvio Santos e Abril.
 
Atualmente o prédio da emissora é a sede da [[Abril Radiodifusão]], que por 23 anos, gerou o canal [[MTV Brasil]], atualmente em [[televisão por assinatura]] diretamente pela [[Viacom (1952–2006)|Viacom]], sob o nome [[MTV (Brasil)|MTV]]. Apesar de não conseguir a licença do canal 4 em [[VHF]], necessário para realizar o projeto de criação de sua rede de televisão, em janeiro de 1987, o Grupo Abril conseguiu o seu canal em [[UHF]]. Após conseguir seu canal próprio, e com a maturidade da MTV Brasil no mercado, a Abril Radiodifusão efetuou em 2003, o pedido de várias licenças de [[Retransmissora|retransmissão de TV]] em várias localidades do país. Após uma rápida crise no grupo e a enorme queda de audiência, não apenas para concorrentes diretos, mas também para a [[internet]], a MTV Brasil fechou em 30 de setembro de 2013, dando lugar a [[Ideal TV]] que, anteriormente, foi um [[canal por assinatura]], agora como emissora provisória, uma vez que a Abril não manifesta interesse em manter o canal. Em 18 de dezembro de 2013, o Grupo Abril anunciou a venda da Abril Radiodifusão, que transmite a Ideal TV, para o [[Grupo Spring de Comunicação]], que edita a edição brasileira da revista [[Rolling Stone Brasil|Rolling Stone]].<ref>{{citar web |url=http://grupoabril.com.br/pt/imprensa/releases/nota-abril-radiodifusao |título=Nota - Abril Radiodifusão |acessodata=18 de dezembro de 2013 |data=18 de dezembro de 2013 |obra=Assessoria de Imprensa |publicado=[[Grupo Abril]] |arquivourl=https://web.archive.org/web/20131219031457/http://grupoabril.com.br/pt/imprensa/releases/nota-abril-radiodifusao |arquivodata=2013-12-19 |urlmorta=yes }}</ref><ref name="venda2013_1">{{citar web|último=Ribeiro|primeiro=Igor|título=Abril vende espólio da MTV a Spring|url=http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2013/12/18/Abril-vende-espolio-da-MTV-a-Spring.html|obra=Meio & Mensagem|acessodata=19 de dezembro de 2013|data=18 de dezembro de 2013}}</ref> Os valores da transação não foram divulgados, mas segundo fontes ouvidas pelo jornal [[Folha de S. Paulo]], a venda foi fechada em cerca de R$ 350 milhões e foi realizada pelo banco americano [[JPMorgan Chase|JP Morgan]].<ref>{{citar web |url=http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/12/1387628-grupo-da-rolling-stone-compra-o-canal-da-antiga-mtv.shtml |título= Grupo da 'Rolling Stone' compra o canal da antiga MTV |acessodata=21 de dezembro de 2013 |data=18 de dezembro de 2013 |obra=Ilustrada |publicado=[[Folha de S. Paulo]]}}</ref><ref name="venda2013_2">{{citar web|último=Possebon|primeiro=Samuel|título=Abril vende outorgas de TV para ex-VP da Band e do SBT|url=http://www.telaviva.com.br/18/12/2013/abril-vende-outorgas-de-tv-para-ex-vp-da-band-e-do-sbt/tl/364632/news.aspx|obra=Tela Viva|publicado=Converge Comunicações|acessodata=19 de dezembro de 2013|data=18 de dezembro de 2013|arquivourl=https://web.archive.org/web/20150106234548/http://www.telaviva.com.br/18/12/2013/abril-vende-outorgas-de-tv-para-ex-vp-da-band-e-do-sbt/tl/364632/news.aspx|arquivodata=2015-01-06|urlmorta=yes}}</ref> A venda foi aprovada pelo [[Ministério das Comunicações (Brasil)|Ministério das Comunicações]] e pelo [[Conselho Administrativo de Defesa Econômica|CADE]].<ref name="venda2013_3">{{citar web|último=Castro|primeiro=Daniel|título=Abril vende canal da MTV para editora da revista Rolling Stone|url=http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/abril-vende-canal-da-mtv-para-editora-da-revista-rolling-stone-1569|obra=Notícias da TV|publicado=[[Universo Online]]|acessodata=19 de dezembro de 2013|data=18 de dezembro de 2013|autorlink=Daniel Castro|coautores=Pacheco, Paulo}}</ref> No ano seguinte, o presidente em exercício [[Michel Temer]] e [[Gilberto Kassab]], então titular do [[Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações]].<ref name="balanco-abril-2013"/><ref>{{citar web |url=http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/Dsn/Dsn14414.htm |título=DECRETO DE 20 DE OUTUBRO DE 2016 |acessodata=15 de agosto de 2017}}</ref><ref>{{citar web |url=http://propmark.com.br/midia/decreto-autoriza-abril-a-repassar-concessao-de-tv-para-spring |título=Decreto autoriza Abril a repassar concessão de TV para Spring |autor=Paulo Macedo |data=21 de outubro de 2016 |publicado=Porpmark |acessodata=15 de agosto de 2017}}</ref><ref>{{citar web |url=http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=5278479&disposition=inline |título=PARECER (SF) Nº 41, DE 2017 |publicado=[[Senado Federal do Brasil]] |acessodata=15 de agosto de 2017}}</ref>
 
Os Diários Associados ganharam na Justiça, em 1998, ação indenizatória contra o [[Governo Federal (Brasil)|Governo Federal]], e terão de ser indenizados pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela [[Super Rádio Tupi]] do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social (S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo, e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis, equipamentos, instalações, etc., cobriam as dívidas existentes.