Diferenças entre edições de "Dogmatismo"

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De um modo geral, o '''dogmatismo''' é uma espécie de [[fundamentalismo]] do senso comum. Os dogmáticos expressam verdades talvez não certas, devendo-se ao filósofo alemão [[Immanuel Kant]] ([[1724]] - [[1804]]) e à obra ''[[Crítica da Razão Pura]]'' o significado filosoficamente pejorativo do termo.
 
Dogmatismo é uma atitude espontânea que temos desde criança com senso. É uma tendência para acreditar que o mundo é da maneira que aprendemos.
Com tudo isto, o dogmatismo pode entender-se principalmente em três sentidos:
 
1)# Como a posição própria do [[realismo]], ou seja, disposição ingénua que admite não só a possibilidade de conhecer as coisas no ser verdadeiro mas também a efetividade deste conhecimento no uso diário e direto com as coisas.
2)# Como confiança absoluta num determinado órgão de conhecimento, principalmente a razão.
 
3)# Como a completa submissão, a determinados princípios ou à autoridade que os impõe ou revela. Em geral, é uma atitude assumida no problema da possibilidade do conhecimento e portanto compreende as duas primeiras acepções. Contudo, a ausência do exame crítico revela-se também em certas formas de cepticismo e por isso diz-se que certos cépticos são, a seu modo, dogmáticos. O dogmatismo absoluto do realismo ingénuo não existe propriamente na [[filosofia]], que começa sempre com a pergunta acerca do ser verdadeiro e, portanto, procura este ser mediante um exame crítico da aparência. Isso acontece não só no chamado dogmatismo dos primeiros pensadores gregos, mas também no dogmatismo racionalista do século XVIII, que desemboca numa grande confiança na razão, embora a submeta a algumas críticas.
2) Como confiança absoluta num determinado órgão de conhecimento, principalmente a razão.
 
3) Como a completa submissão, a determinados princípios ou à autoridade que os impõe ou revela. Em geral, é uma atitude assumida no problema da possibilidade do conhecimento e portanto compreende as duas primeiras acepções. Contudo, a ausência do exame crítico revela-se também em certas formas de cepticismo e por isso diz-se que certos cépticos são, a seu modo, dogmáticos. O dogmatismo absoluto do realismo ingénuo não existe propriamente na [[filosofia]], que começa sempre com a pergunta acerca do ser verdadeiro e, portanto, procura este ser mediante um exame crítico da aparência. Isso acontece não só no chamado dogmatismo dos primeiros pensadores gregos, mas também no dogmatismo racionalista do século XVIII, que desemboca numa grande confiança na razão, embora a submeta a algumas críticas.
 
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