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No interior, destacam-se os retábulos, a abóboda de cruzeiro e as janelas. O mais interessante, no entanto, é o retábulo de são Francisco Solano, obra dos irmãos Garnelo (1939), que rompe com a linha neogótica do conjunto. Em 1976, o templo foi desmantelado, apesar da oposição do povo montillano, começando a ser usado como salão de múltiplas finalidades, inclusive como local de reunião de partidos políticos durante a [[Transição Espanhola]]. Cinco anos depois, se aceitou a iniciativa popular de recuperação do templo, abrindo-se de novo o culto em 1983, depois de mais de um ano de trabalhos de recuperação de três dos antigos retábulos e outros ornamentos. Em 1988, se construiu o campanário, que também havia sido derrubado.
=== Igreja e convento de Santo Agostinho ===
Fundado em 1520 e situado no campo de Santo Agostinho, a igreja e o convento foram declarados [[Bem de Interesse Cultural (Espanha)|bens de interesse cultural]], pois são raros remanescentes da [[ordem de Santo Agostinho]]. A origem do convento se situa em uma antiga [[ermida]], reconstruída em 1518 por Alonso Sánchez, o Forte de Leão, que estipulou, em seu testamento, a cessão da mesma para a fundação de um convento agostiniano.
 
Um ano depois, começaram as obras da igreja. Construída no século XVII, em 1748 foram realizadas reformas incluindo a construção de um novo [[claustro]] e de um novo teto. Depois da desamortização dos bens eclesiásticos, passou a ser hospital municipal a partir de 1835. Dez anos depois, os irmão de são João de Deus se instalaram no local. Entre 1884 e 1885, foram reconstruídos o teto e o coro, que haviam caído, com financiamento da prefeitura.
 
A igreja possui planta de cruz latina, com uma nave coberta por abóboda de berço rebaixada dividida em três partes e coro alto a seus pés. O cruzeiro se define por pares de grossas colunas na esquina, e se cobre com abóboda elíptica sobre pendículo; os braços do cruzeiro e a cabeceira possuem abóboda de berço e luneta. O [[presbitério (arquitetura)|presbitério]], de duas partes e elevado, tem seus paramentos laterais articulados por pilastras de ordem toscana e duas grandes molduras de reboco que abrigam pinturas a óleo com cenas alusivas a santo Agostinho. No lado do Evangelho, um arco fechado por uma rede de madeira dá lugar à capela de Jesus Nazareno, erigida sob o patrocínio dos Fernández de Córdova entre 1677 e 1689, cuja planta repete a da igreja. No lado da Epístola, se encontram três nichos com retábulos e a conexão com o claustro. Este, erguido em meados do século XVIII, centralizava o antigo edifício conventual. Apresenta planta quadrada com lados de cinco vãos cada. O térreo possui colunas de mármore vermelho de Cabra que apoiam arcos de volta perfeita de rosca moldurada com chave ressaltada e motivos ornamentais nos pendículos, destacando-se os corações alusivos ao fundador.
=== Igreja de São João de Deus ===
Antigo convento-hospital, foi erguido na região onde ficava a ermida de Santa Catarina. Sua origem remonta a 1601. Renovou sua igreja no século XVIII, entre os anos 1765 e 1770. A fachada é de inspiração neoclássica; no entanto, apresenta uma planta octogonal atribuída a frei Francisco Álvarez, construtor de Bada nas igrejas hospitalárias de [[Granada (Espanha)|Granada]] e [[Lucena (Espanha)|Lucena]]. Atualmente, é utilizada como salão municipal de exposições e atos culturais. Se trata de um edifício simples, porém com um traçado original e único na província. É citado por Miguel de Cervantes em sua obra "O colóquio dos cachorros" ("Novelas exemplares", 1613).
=== Igreja da Misericórdia ===
Templo dos anos 1950; no entanto, desde o século XVI existiu uma ermida com esse nome. Apresenta uma única nave que evoca o aspecto das construções do gótico popular. Sua fachada aparece coroada por um campanário de dois corpos com desenho barroco andaluz. É lugar de referência na romaria da Virgem das Vinhas e nas celebrações religiosas da festa da colheita.
=== Ermida do Santico ===
 
== Demografia ==