Diferenças entre edições de "Sérgio Ricardo"

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Aos 8 anos, começou a estudar piano no conservatório de Marília (SP). Aos 17 anos, mudou-se para São Vicente (SP), onde trabalhou como operador de som e discotecário, na Rádio Cultura, e como pianista nas boates Savoi e Recreio Prainha. Mudou-se para o [[Rio de Janeiro]], em 1952, para trabalhar como locutor na [[Rádio Vera Cruz]]. Conseguiu um emprego como pianista junto à banda da boate Corsário, na [[Barra da Tijuca]], e com o salário ganho comprou seu primeiro piano. Mais tarde, seu colega Newton Mendonça lhe informou sobre uma vaga de pianista na boate Posto 5, em Copacabana, que abriria com a saída de [[Tom Jobim]], o qual estava indo trabalhar como arranjador na [[Continental]]. Sérgio fez um teste e assumiu a vaga, iniciando longos anos de trabalho na noite carioca e assim fazendo amigos como Tom Jobim, [[João Gilberto]] e [[Johnny Alf]]. Como pianista em uma época em que os músicos profissionais eram muito requisitados, Sérgio trabalhava diariamente nas melhores boates do Rio, São Paulo e Santos.
 
Ainda como João Lutfi, seu nome oficial, compôs muitas músicas para piano, passando a escrever letras e cantá-las, incentivado por Eunice Colbert, dona da boate Chez Colbert, onde ao longo de um ano Sérgio se apresentou. Tornou-se notável como compositor quando a cantora [[Maysa]] foi até a boate Dominó para ouvir sua mais recente canção, “Buquê"Buquê de Isabel”Isabel", pedindo-lhe para gravá-la em seu segundo disco. Dessa fase das boates ficou o registro do primeiro LP, "Dançante Nº 1", lançado pela Continental em 1958. Sua primeira gravação como cantor saiu em um disco 78 rotações pela [[RGE]], com uma música de Geraldo Serafim, "Vai Jangada", muito tocada no rádio. Logo em seguida vieram mais duas, "Cafezinho" e "Amor Ruim". Em São Paulo, acompanhando o gaitista Chade em uma apresentação na [[TV Tupi]], Sérgio foi convidado pelo diretor artístico [[Teófilo de Barros]] para virar ator da emissora, com a condição de mudar seu nome para Sérgio Ricardo. Embora relutante, ele aceitou o convite e passou a intercalar os trabalhos de ator e pianista na noite. Estrelou como galã no musical "Música e Fantasia", atuou em "O Direito da Mulher" e fez alguns papeis em novelas de rádio e televisão. Seu rosto ficou conhecido na TV Rio, atuando em novelas como "Está Escrito no Céu" e "Mulher de Branco", dirigidas por Carla Civelli, a qual também colocou Sérgio para atuar no [[Grande Teatro Tupi]], encenando peças de autores consagrados como [[Pedro Anísio]]. Sérgio também trabalhou na [[TV Vanguarda]] (SP) e na [[TV Continental]] (RJ), onde foi convidado a apresentar o programa "Balada", cujo tema era Bossa Nova.
 
Em 1958, [[Miele]] apresenta Sérgio a João Gilberto na casa de [[Nara Leão]], onde se integra ao movimento musical que estava surgindo. Como integrante da Bossa Nova desde seu surgimento, Sérgio Ricardo foi um dos primeiros a gravar um LP nesse estilo, “A"A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo”Ricardo" (Odeon), contendo apenas músicas próprias. Seu maior sucesso no disco, a música “Zelão”"Zelão", protagonizou a polêmica em torno da falta de engajamento social em grande parte das composições bossanovistas, motivo que levou Sérgio a deixar o movimento.<ref>{{citar web|URL = https://aplauso.imprensaoficial.com.br/edicoes/12.0.813.710/12.0.813.710.pdf |título = Pace, Eliana. Sérgio Ricardo: Canto Vadio. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010. Coleção Aplauso.|data = |acessadoem = |autor = |publicado = }}</ref>
 
Em 1961, após ter acumulado experiência em televisão e ter lançado um segundo disco de Bossa Nova, "Depois do Amor", Sérgio partiu para rodar seu primeiro curta-metragem, “Menino"Menino da Calça Branca”Branca", que o colocou dentro do movimento conhecido como Cinema Novo, manifesto político/estético que se espalhou pelo mundo. Por este filme, ele recebeu o prêmio Governador do Estado da Guanabara (1963) e o Prêmio Berimbau de Prata (I Festival de Cinema da Bahia). Em 1962, ele foi convidado pelo serviço diplomático brasileiro do [[Itamaraty]], para representar o Brasil nos festivais de cinema de São Francisco (EUA) e [[Karlovy Vary]] (Checoslováquia).
 
Em 21 de novembro de 1962, Sérgio tocou no histórico Festival da Bossa Nova, no [[Carnegie Hall]]. Ele ficou em Nova Iorque por 8 meses, procurando um produtor para “Menino"Menino da Calça Branca”Branca" e tocando ao vivo em boates como o [[Village Vanguard]], onde revezava o palco com [[Herbie Mann]] e [[Bola Sete]]. De Nova Iorque, ele foi para a [[Riviera Francesa]], seguindo convite para passar uma temporada de apresentações musicais. De volta ao Brasil, é levado para os estúdios da [[Philips]], por seu produtor [[Aloysio de Oliveira]], para gravar seu terceiro LP, "Um Senhor Talento". Ao todo, 12 composições novas, entre elas: "Folha de Papel", "Esse Mundo é Meu", "Enquanto a Tristeza não Vem", "Barravento" e "A Fábrica".
 
Em 1963, Sérgio compôs a trilha sonora para o filme "[[Deus e o Diabo na Terra do Sol]]", um dos filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos, com letra e direção de [[Glauber Rocha]]. A trilha saiu em LP homônimo no ano seguinte, junto com o filme, e Sérgio ganhou o prêmio de melhor trilha para cinema pela Comissão Estadual de Cinema de São Paulo pelo trabalho. Ainda em 1963, seu amigo [[Chico de Assis]] o convidou para participar do [[CPC-UNE]] (Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes). Lá, ele compõe a trilha sonora para uma peça de [[Carlos Estevão]], atua nos ''shows'' habituais e se integra ao movimento, atuando em universidades, favelas e portas de fábricas, usando a música como meio de conscientização.
 
Em 1964, lançou o filme "Esse Mundo é Meu", com atuação do próprio Sérgio em paralelo a [[Antonio Pitanga]], e com montagem de [[Ruy Guerra]]. O filme foi considerado como um dos mais importantes do ano pelo crítico Luc Moullet, da revista francesa especializada ''[[Cahiers du Cinéma]]''. Novamente o Itamaraty o convidou para representar o Brasil nos festivais de cinema do [[Líbano]] e de [[Gênova]]. Durante o primeiro, Sérgio foi convidado pelo governo libanês para dirigir o filme “O"O Pássaro da Aldeia”Aldeia", o qual ficou retido pela censura daquele país, porque abordava o tema da emigração. Em 1965, de volta a [[São Paulo]], ganhou o prêmio de melhor filme no festival de [[Marília]] e transformou seu filme numa peça de teatro, dirigida por [[Chico de Assis]] no [[Teatro de Arena]], onde o cantor e compositor [[Toquinho]] foi revelado. Em 1966, de volta ao Rio, compõe sobre piano a trilha de "[[Terra em Transe]]", outro marco na filmografia de Glauber Rocha, o qual passou a estimular Sérgio a escrever para orquestra.
 
Em 1967, lançou o disco "A Grande Música de Sérgio Ricardo" ([[Philips]]), contendo composições inéditas e trilhas que fizera para [[Glauber Rocha]], [[Chico de Assis]] e [[Joaquim Cardozo]]. Este último é autor da peça "O Coronel de Macambira", encenada por [[Amir Haddad]] no [[Teatro Universitário Carioca]] (TUCA), onde se tocou originalmente a música "Bichos da Noite", que aparece no filme "Bacurau" ([[Kleber Mendonça Filho]] e [[Juliano Dornelles]], 2019).
 
Entre os [[Festivais de Música Brasileira]], Sérgio ganhou o segundo lugar com “Romana”, no Festival Fluminense. Na TV Record, no [[III Festival da Canção de 1967]], com a canção "Beto Bom de Bola" ele protagonizou o célebre episódio em que quebrou seu violão e o lançou sobre a plateia, motivado pelo som das vaias que o impedia de executar a canção no palco, sendo eliminado da final após o incidente. O fato é que a bela melodia tinha uma assimilação difícil e fez com que o público preferisse músicas mais fáceis como “Maria"Maria, Carnaval e Cinzas”Cinzas", de [[Roberto Carlos]]. Seu grito desesperado “Vocês"Vocês não estão entendendo nada” dá a entender que ele estava tentando apontar para a importância das letras, nas quais se expressava uma sutil e consciente mensagem: Beto Bom de Bola era um jogador de futebol fictício que alcançou a glória vencendo a Copa pelo Brasil em um jogo difícil, mas logo se tornou esquecido, solitário e quebrado. A segunda parte da canção, em que se fala da nostalgia do jogador através de versos terminados em -ura, rimando e chegando ao final da letra, em que se diz que “O"O mal também tem cura”cura", remetem a uma posição crítica contra a ditadura. Outros festivais em que participou incluem a [[Bienal do Samba]], com “Luandaluar”; Festival da [[TV Excelsior]] de São Paulo, com “Girassol”; [[Festival Internacional da Canção]], com “Canto do Amor Armado”, no qual ficou entre os dez finalistas; e o [[IV Festival da Música Popular Brasileira]], no qual ganhou o quinto lugar com “Dia da Graça”.
 
Em 1968, estreou a peça "Sérgio Ricardo na Praça do Povo", dirigida por [[Augusto Boal]]. Em seguida, passou a apresentar um programa dirigido por Chico de Assis no horário nobre da [[TV Globo]], às quartas-feiras, chamado "Sérgio Ricardo em tempo de avanço", mas não dura muito tempo e pede demissão após àsas recomendações insistentes de Boni para baixar o nível do programa. Ganhou outro programa para apresentar na TV Excelsior, com direção de [[Roberto Palmari]], chamado "Pernas". Já em 1969, Sérgio trabalhou na trilha do filme “O"O Auto da Compadecida”Compadecida" ([[George Jonas]]), baseado na peça de [[Ariano Suassuna]], e no ano seguinte, lançou o EP "Terra dos Brasis" com músicas criadas para o filme homônimo de [[Maurice Capovilla]]. No mesmo ano, ele iniciou os trabalhos para o seu segundo longa-metragem, “Juliana"Juliana do Amor Perdido”Perdido", montado por [[Sylvio Renoldi]] e produzido por [[Jorge Ileli]], que contratou [[Roberto Santos]] como co-roteiristacorroteirista. O filme venceu duas Corujas de Ouro por melhor música e melhor fotografia. concedidas pelo [[Instituto Nacional do Cinema]], em 1970.
 
Em 1971, Sérgio lançou o LP “Arrebentação”"Arrebentação" pelo selo Equipe, com arranjos de Theo de Barros. Criou e lançou em sociedade com o jornal [[O Pasquim]] um disco como encarte de jornal, batizado de "Disco de Bolso". Saíram duas edições: na primeira, havia Tom Jobim cantando a composição até então inédita, "Águas de Março", e do outro lado do disco havia o desconhecido João Bosco, interpretando "Agnus Sei", dele e de [[Aldir Blanc]]. Na segunda edição do Disco de Bolso, havia Caetano Veloso] com "A Volta da Asa Branca", e o novato [[Raimundo Fagner]], com "Mucuripe". Com o fechamento do Pasquim, o projeto ficou inviável e a censura estava cada vez pior. Em 1972, a partir da apreensão de seu compacto "Aleluia", retirado das lojas de São Paulo por exaltar [[Che Guevara]], e pelos cortes feitos em seu filme e em sua letra "Dia da Graça", além de frequentes intimações de esclarecimento, Sérgio percebeu que estaria na mira da censura em seus trabalhos futuros. Seu nome já embaraçava a auto-censuraautocensura das gravadoras, rádios e Tvstevês, que viam a imagem de Sérgio sendo frequentemente citada em declarações ousadas contra o sistema, tanto de arrecadação de direito autoral quanto político, transformando o artista em um dos arautos da resistência, até chegar ao ponto em que suas músicas foram proibidas definitivamente pela censura, no rádio e na TV. Assim entrou para o rol dos "malditos". Seu álbum de 1973, “Sérgio"Sérgio Ricardo”Ricardo" (Continental), criado nos fundos de sua casa na Urca em conjunto com os amigos Piri Reis, [[Cassio Tucunduva]], [[Fred Martins]], [[Franklin da Flauta]] e [[Paulinho Camafeu]], trouxe a famosa canção "Calabouço". A capa do disco, feita por [[Caulos]], mostrava uma tarja branca tampando a boca de Sérgio, motivo pelo qual foi intimado pelo DOPS a prestar esclarecimentos. Embora o disco continuasse circulando, sua execução pública foi proibida. Outra canção do disco, “Canto"Canto Americano”Americano", teve a letra premiada em primeiro lugar no Athens Festival, na [[Grécia]].
 
Em 1974, Sérgio empreendeu seu terceiro longa-metragem, "[[A Noite do Espantalho]]", no qual atuam os pernambucanos [[Alceu Valença]] e [[Geraldo Azevedo]]. Com produção de [[Otto Engels]] e co-poduçãocoprodução de [[Plínio Pacheco]], o filme foi montado por [[Sylvio Renoldi]] e fotografado por [[Dib Lutfi]], irmão de Sérgio e fiel diretor de fotografia de seus filmes. O drama musical foi premiado pelo Instituto Nacional do Cinema, ganhando duas estatuetas da Coruja de Ouro, uma pela melhor fotografia e outra pela melhor trilha sonora, que saiu em LP pela Continental, apresentando os cordéis criados por ele mesmo, Sérgio Ricardo. Foi premiado também como melhor filme, melhor fotografia, melhor direção e melhor ator no [[I Festival de Cinema Brasileiro de Belém]] (1974). A censura tentou proibir o filme na época, mas voltou atrás diante do convite para a exibição ''hors concours'' na Quinzena dos Realizadores do [[Festival de Cannes]]. Sérgio acompanhou o filme na [[Europa]] e seguiu para os [[Estados Unidos]], onde ocorreu a exibição no Festival de Nova Iorque. A crítica internacional considerou o filme como um dos 15 melhores do ano.
 
Ainda em 1974, ao lado de vários músicos como [[Aldir Blanc]], [[Jards Macalé]] e [[Maurício Tapajós]], Sérgio participou da fundação da SOMBRÁS, sociedade criada para representar os interesses dos músicos em relação aos direitos autorais. Em 1975, Sérgio foi convidado por [[Aloysio de Oliveira]] para participar da série de gravações da RCA, Música Popular Brasileira Espetacular. No mesmo ano, percorreu o circuito universitário do país com a peça "Ponto de Partida", dirigida por [[Gianfrancesco Guarnieri]], lançando um compacto duplo com a trilha do espetáculo pela gravadora de [[Marcus Pereira]]. Em 1976, embora atrapalhados pela censura, Sérgio e o poeta [[Thiago de Mello]] (recém chegado do exílio) produziram o show "Faz Escuro Mas Eu Canto", dirigidos por [[Flávio Rangel]] com grande repercussão no [[Teatro Opinião]]. No mesmo ano, motivado a filmar a história de "Zelão", Sérgio comprou um barraco e um apartamento no [[Morro do Vidigal]], onde montou seu ateliê. Passou a conviver com os moradores da favela e se engajou na luta contra a tentativa de remoção, conquistando a causa com a ajuda gratuita do prestigiado advogado [[Sobral Pinto]]. Neste meio tempo chamou seus amigos Chico Buarque, [[Gonzaguinha]], [[Carlinhos Vergueiro]] e [[MPB4]] para a realização do ''show'' "Tijolo por Tijolo", na concha acústica da [[UERJ]], para angariar fundos para reerguer casas de moradores do Vidigal. Em 1977, ele concluiu a peça "Bandeira de Retalhos", que conta essa história. Em 1979, lançou o disco "Do Lago à Cachoeira", dirigido por [[Maurício Tapajós]] e foi se apresentar no Festival de [[Varadero]], em [[Cuba]], tocando também em [[Havana]], a convite de [[Chico Buarque]]. Eles encerravam os shows cantando "Corisco" ao lado de [[Carlinhos Vergueiro]], Nara Leão, [[MPB4]] e João Bosco.
 
Em 1980, de volta ao Brasil, lançou o disco "Flicts" com músicas para a obra de seu amigo [[Ziraldo]]. No mesmo ano sai a coletânea "Juntos", em parceria com Geraldo Vandré. Em 1982, lançou seu primeiro livro de poemas, "Elo : Ela", com prefácio de [[Antonio Houaiss]]. Em 1983, foi lançado o LP "Estória de João Joana", com as músicas que compôs para o cordel de [[Carlos Drummond de Andrade]], gravadas pela [[Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro]], com orquestração de [[Radamés Gnattali]] e produção de [[Homero Ferreira]]. Em 1984, recebeu o incentivo do pintor [[Aberlardo Zaluar]] para frequentar seu ateliê em [[Niterói]]. Após o falecimento do amigo, em 1987, Sérgio foi morar na casa dele, em ItaipúItaipu, para dedicar-se à pintura.
 
Em 1990, o [[CCBB]] do Rio de Janeiro organizou uma semana dedicada à obra de Sérgio Ricardo em suas múltiplas linguagens, sendo o evento repetido em São Paulo pelo [[Museu da Imagem e do Som]]. Em 1991, ele lançou o livro “Quem Quebrou Meu Violão” ([[Editora Record]]). Em 1994, sai para uma turnê em países de língua portuguesa ([[Lisboa]], [[Angola]] e [[Guiné Bissau]]), a convite do então embaixador em [[Portugal]], [[José Aparecido de Oliveira]]. Em 1995, foi contratado pela TVE como diretor artístico do programa "Arte no Campus", dirigido por [[Demerval Netto]], viajando por quatro regiões do país. Em 1996, ele compôs a trilha para as séries de TV “Zumbi"Zumbi dos Palmares”Palmares" e "Homem Natureza", e para a novela Mandacaru, em 1997. Suas trilhas para o filme “O"O Lado Certo da Vida Errada”Errada" ([[Octávio Bezerra]]) ganharam o Prêmio Candango no [[Festival de Brasília]] (DF) e Sérgio foi com o diretor para [[Havana]] acompanhar o filme no festival de cinema local. Em 1998, começou a produzir o disco independente “Quando"Quando Menos se Espera”Espera", com 6 composições novas e 4 releituras. Em 1999, comemorando 50 anos de carreira, estimulado por [[Ricardo Cravo Albin]] fez a segunda apresentação de "Estória de João Joana" no Theatro Municipal, produzida por [[Adonis Karan]], com participações de Chico Buarque, [[Elba Ramalho]], [[Alceu Valença]], [[Zélia Duncan]], [[Telma Tavares]] e sua filha Marina Lutfi.<ref>{{citar web|URL = http://www.sergioricardo.com/?area=biografia&id=8|título = Biografia do ''Site'' oficial de Sérgio Ricardo|data = |acessadoem = |autor = |publicado = }}</ref>
 
Já no século XXI, esquecido pela mídia e vivendo com o pouco que rendiarendiam pelosos direitos autorais, Sérgio Ricardo reiniciou o movimento pela reforma do [[ECADEscritório Central de Arrecadação e Distribuição]] através da internet, em 2011, conquistando a causa com grande adesão da classe. Anos depois, foi agraciado pela [[Cinemateca Brasileira]] com a restauração das cópias em 35 mmmilímetros de seus filmes, os quais foram lançados em DVD pela Lume Filmes em 2014. A digitalização dos filmes permitiu a concepção de um novo ''show'' audiovisual dirigido por sua filha, [[Marina Lutfi]], chamado “Cinema"Cinema na Música de Sérgio Ricardo”Ricardo", no qual uma banda ao vivo executava as trilhas sonoras do seu repertório junto à projeção das cenas sobre o palco. O DVD desse ''show'' teve lançamento em 2019, produzido por Cacumbu, [[Canal Brasil]] e [[Biscoito Fino]]. Em 2014, depois de 40 anos sem filmar, Sérgio voltou a dirigir o curta-metragem ''Pé Sem Chão'', junto a jovens realizadores ligados ao [[Nós do Morro]]. Em 2017, rodou o longa-metragem "Bandeira de Retalhos", o qual foi lançado na internet.<ref>{{citar web|URL = https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/01/1952245-sergio-ricardo-quebra-hiato-de-44-anos-e-lanca-bandeira-de-retalhos.shtml |título = Sérgio Ricardo quebra hiato de 44 anos e lança 'Bandeira de Retalhos'}}</ref> Em 2018, foi premiado pelo Festival Musimagem com o troféu [[Remo Usai]] pelo legado deixado aos compositores de trilhas sonoras. Em 2019, lançou o livro de poemas "Canção Calada", contendo 139 poemas escritos desde a década de 1980, e mais alguns desenhos pessoais.<ref>{{citar web|URL = https://istoe.com.br/sergio-ricardo-lanca-livro-de-poemas-cancao-calada-em-sp/ |título = Sérgio Ricardo lança livro de poemas ‘Canção Calada’ em SP}}</ref> Em 2020, com apoio da [[FAPERJFundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro]] e do [[Instituto Itaú Cultural]], teve início o projeto "Sérgio Ricardo Memória Viva", que consiste na manutenção do acervo e divulgação de sua obra artística.
 
Sérgio morreu no dia 23 de julho de 2020 no [[Rio de Janeiro]], aos 88 anos, por decorrência de uma [[insuficiência cardíaca]].<ref>{{citar jornal|data=23 de julho de 2020|título=Músico Sérgio Ricardo morre no Rio aos 88 anos|url=https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/07/musico-sergio-ricardo-morre-no-rio-aos-88-anos.shtml|jornal=Folha de S. Paulo|acessodata=23 de julho de 2020}}</ref>