Diferenças entre edições de "Miguel I de Portugal"

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D. Miguel nasceu em 26 de outubro de 1802, no [[Palácio Real de Queluz]], na [[Queluz (Sintra)|vila homónima]], e foi o sétimo filho de [[João VI de Portugal|D. João VI]], [[Lista de monarcas de Portugal|rei]] do [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]] com a sua consorte, [[Carlota Joaquina de Bourbon]],<ref name="Marcus Cheke 1969, p.22"/> filha de [[Carlos IV de Espanha]] e sua consorte [[Maria Luísa de Parma]], filha de [[Filipe I de Parma]] e de [[Luísa Isabel de França|Maria Luísa Isabel de França]].
 
Era irmão mais novo de [[Maria Teresa de Bragança, infanta de Portugal|D. Maria Teresa de Bragança]]; [[Francisco António, Príncipe da Beira|D. Francisco António, Príncipe da Beira]]; [[Maria Isabel de Bragança, Rainha de Espanha|D. Maria Isabel de Bragança]]; [[Pedro I do Brasil|D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal]]; [[Maria Francisca de Assis de Bragança|D. Maria Francisca de Assis de Bragança]]; e [[Isabel Maria de Bragança, regente de Portugal|D. Isabel Maria de Bragança]]. Era ainda irmão mais velho de [[Maria da Assunção de Bragança|D. Maria da Assunção de Bragança]] e de [[Ana de Jesus Maria de Bragança|D. Ana de Jesus Maria de Bragança]]. Por parte do reconhecimento paterno foi membro da [[Dinastia de Bragança|casa dinástica de Bragança]], assim como todos os seus irmãos e irmãs.<ref>Neill Macaulay (1986), p.9</ref><ref name="Marcus Cheke 1969, p.22">Marcus Cheke (1969), p.22</ref>
Por parte do reconhecimento paterno foi membro da [[Dinastia de Bragança|casa dinástica de Bragança]], assim como todos os seus irmãos e irmãs.<ref>Neill Macaulay (1986), p.9</ref><ref name="Marcus Cheke 1969, p.22">Marcus Cheke (1969), p.22</ref>
 
== Rei de Portugal ==
Em 23 de junho de 1828, fruto da decisão desse encontro foi estabelecida a sua [[aclamação]] como rei<ref>[https://archive.org/stream/naacclamaodo00cost Na acclamação do magnanimo, e augustissimo senhor Dom Miguel I. Rei de Portugal, por José Daniel Rodrigues da Costa, Lisboa, 1826]</ref> pelas [[Cortes Gerais do Reino]],<ref>{{Citar web |url=http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |titulo=Regresso às Cortes tradicionais (1828), por José Adelino Maltês, Centro de Estudos do Pensamento Político, ISCSP-UTL |acessodata=16 de novembro de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20161116101427/http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |arquivodata=16 de novembro de 2016 |urlmorta=yes }}</ref> que anularam a vigência da Carta Constitucional (a qual ele mesmo havia jurado cumprir) e repuseram as [[Leis constitucionais tradicionais]]. Foi reconhecido pelo [[Papa]], por [[Espanha]] e pelos [[Estados Unidos]], cujo [[Presidente]], [[Andrew Jackson]], seguia o princípio de reconhecer oficialmente todos os soberanos e governantes de facto, ficando as restantes potências na expectativa, mas aceitando porém tratar com o seu governo enquanto entidade que "de facto" exercia o poder político sobre a quase totalidade do território nacional.
 
Ainda em Março de 1832 era lançado para propaganda do seu exercício reinante.<ref>[https://books.google.pt/books?id=HGtMAAAAcAAJ&dq=Manifesto+de+Sua+Majestade+Fidelissima,+el-rei+nosso+rei+D.+Miguel Manifesto de Sua Majestade Fidelíssima , El Rei Nosso Senhor, o Senhor Dom Miguel Primeiro, Lisboa: na Impressão Régia, 28 de Março de 1832]</ref>
 
Reinou, deste modo, entre 1828 e 1832. Entre outras iniciativas, fundou em 1828 a Real Casa de Asilo dos Náufragos, em São João da [[Foz do Douro]], destinada a casa abrigo para [[salva-vidas]], predecessora do [[Instituto de Socorros a Náufragos]]. Esta instituição constituiu o primeiro embrião de um serviço de salvamento na costa portuguesa. A Real Escola de Veterinária, predecessora da [[Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa]], foi criada pelo Decreto de El-Rei D. Miguel I, publicado a 7 de Abril de 1830 na "[[Gazeta de Lisboa]]".
{{Quadrocitação|Mas o indubitável é que D. Miguel não é filho de D. João VI.(...) O erário público pagava a um apontador para apontar as datas do acasalamento real, mas ele tinha pouco trabalho. Isso não impedia D. Carlota Joaquina de ter filhos com regularidade e, ao mesmo tempo advogar inocência e dizer que era fiel a D. João VI, gerando assim filhos da [[Imaculada Conceição]]. No caso de D. Miguel, havia cerca de 2 anos que D. João VI não [[acasalamento|acasalava]] com a sua mãe. Mas uma coisa é saber-se que não era o pai, outra é dizer quem era o pai, porque D. Carlota Joaquina, não era fiel nem ao marido nem aos amantes.|Declarações de [[Laure de St. Martin Permon|Laura Permon]], a mulher do embaixador [[Junot]] em Portugal, citada por PEREIRA, Sara Marques (1999), ''D. Carlota Joaquina e os Espelhos de Clio - Actuação Política e Figurações Historiográficas'', Livros Horizonte, Lisboa, 1999, p. 53.}}
 
Algumas fontesesfontes bibliográficas e testemunhos da época sugerem que D. Miguel teria sido fruto de alegadas ligações adúlteras de sua mãe, [[Carlota Joaquina de Bourbon|D. Carlota Joaquina de Bourbon]]. Segundo estas, o próprio rei D. João VI teria confirmado não ter tido relações sexuais com a sua esposa durante mais de dois anos e meio antes do [[nascimento]] de D. Miguel,<ref>Ver EDMUNDO, Luiz, ''A corte de D. João no Rio de Janeiro (1808-1821)'', volume 1 (de 3), página 239.</ref><ref>Ver página 211 de DOMINGUES, Mário; ''Junot em Portugal''. Lisboa : Romano Torres, 1972. Declarações de Laura Permon, a mulher do embaixador Junot em Portugal: ''"Mas o indubitável é que D. Miguel não é filho de D. João VI"''. ''"O erário público pagava a um apontador para apontar as datas do acasalamento real, mas ele tinha pouco trabalho. Isso não impedia D. Carlota Joaquina de ter filhos com regularidade e, ao mesmo tempo advogar inocência e dizer que era fiel a D. João VI, gerando assim filhos da Imaculada Conceição. No caso de D. Miguel, havia cerca de 2 anos que D. João VI não acasalava com a sua mãe. Mas uma coisa é saber-se que não era o pai, outra é dizer quem era o pai, porque D. Carlota Joaquina, não era fiel nem ao marido nem aos amantes"''.</ref> tempo durante o qual o rei e a rainha terão vivido em ''guerrilha conjugal'', permanente conspiração, e só se encontravam em raras ocasiões oficiais.<ref>.</ref>
 
Segundo esta teoria, D. Miguel poderia ter sido filho do [[Pedro José Joaquim Vito de Meneses Coutinho|Marquês de Marialva]] (com quem se assemelhava fisicamente), ou do jardineiro do [[palácio]] da [[rainha]], ou ainda de um outro serviçal do Ramalhão (o palácio localizado perto de [[Sintra]], onde D.ª Carlota Joaquina vivia separada do seu real esposo).<ref>Ver WILCKEN, Patrick, ''Empire Adrift'', páginas 61 e 62.</ref><ref>''Ver ''Dom Miguel, ses aventures scandaleuses, ses crimes, et son usurpation...''. HardPress Publishing (reedição de 2013).</ref> Em 1912, o romancista republicano [[Raul Brandão]] escreveu que João dos Santos, o cocheiro e jardineiro da Quinta do Ramalhão, seria o pai de [[Maria da Assunção de Bragança|D. Maria da Assunção]] e de [[Ana de Jesus Maria de Bragança|D. Ana de Jesus Maria]], enquanto D. Miguel seria filho do marquês de Marialva.<ref>BRANDÃO, Raul; ''El-Rei Junot''. Lisboa: Livraria Brasileira, 1912. pp 66.</ref> Por seu lado, o escritor [[Alberto Pimentel]] assegura numa obra publicada em 1893 que ''...passa como certo que dos nove filhos que D. Carlota Joaquina dera à luz, apenas os primeiros quatro tiveram por pai D. João VI''.<ref>PIMENTEL, Alberto; ''A Última Corte do Absolutismo''. Lisboa: Livraria Férin, 1893. Pág. 143</ref>
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