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=== Ideologia ===
D. Miguel era um homem de aparentes [[Doutrina da Igreja Católica|ideais católicos]] e tradicionalistas, os quais defendia com frontalidade. EraGozava poucode populargrande popularidade entre todas as classes sociais e sobretudo entre o povo que possuíam fortes razões para se oporem a [[burguesia]],seu maisirmão abertaD. Pedro de Alcântara e à influênciasua doCarta ideário liberalConstitucional, massendo gozavaos seus opositores uma pequena minoria de grandeburgueses popularidadee entremilitares. oA povo,isto acrescia que, caído na miséria após as guerras contra [[Espanha]] e [[Restauração francesa|França]], Portugal procurava num rei a figura forte de um salvador. A istoinimizade acresceface que era aà [[Igreja Católica]] quem,por àparte época,dos muitassectores vezesliberais matavatambém acontribuiu fome do elevadíssimo número de mendigos e deserdados de mais de 30 anos de guerras, pelo quepara a aparenteforte inimizadeoposição dospopular liberais facecontra a estaCarta instituiçãoe terá levado a quecontra o povoregime seconstitucional. colocasse<ref>{{citar aindalivro|título=Portugal mais do lado miguelista.Contemporâneo|ultimo=Martins|primeiro=Oliveira|editora=|ano=|local=|página=|páginas=}}</ref>
 
D. Miguel era também um admirador do chanceler [[Metternich]] da [[Áustria]], embora afirmasse não ser adepto de uma [[absolutismo|monarquia absoluta]], mas apenas pretender libertar Portugal das influências estrangeiras ― principalmente das ideias da [[Maçonaria]], as quais considerava nefastas.
 
=== Início da actividade pública ===
Em Maio de [[1823]], no seguimento da instituição do regime parlamentar em Portugal, D. Miguel liderou um movimento militar contra aso forçasregime parlamentaresvintista liberal ― a insurreição de [[Vilafrancada]] ― que resultou na dissolução das Cortes e no restabelecimento do poder régio absoluto de seu pai, D. João VI. Este nomeou então o filho [[Generalíssimo e Chefe do Exército]].
 
A reacção dos parlamentaristasvintistas, no entanto, organizou-se e projectou destronar o rei e restabelecer a [[Constituição de 1822]]. A isto D. Miguel respondeu com a revolta política que veio a ficar conhecida pela [[Abrilada]]. Em 30 de Abril de 1824, D. Miguel tentou travar a conspiração, convocando as tropas de todos os quartéis de Lisboa. O corpo diplomático estrangeiro, contudo, interveio, levando [[João VI de Portugal|D. João VI]] para bordo do navio de guerra inglês ''[[HMS Windsor Castle]]'', onde pressionou o rei a demitir D. Miguel do comando do Exército e a ordenar o seu exílio.<ref>Maria Alexandre Lousada e Maria de Fátima Sá e Melo Ferreira, ''D. Miguel'', Lisboa, Círculo de Leitores, 2006, p. 65</ref>
 
Dois anos depois, quando o rei D. [[João VI de Portugal|João VI]] morreu, D. Miguel estava ainda exilado na corte de [[Viena de Áustria]]. Morto o rei, a regência da sua irmã [[Isabel Maria de Bragança, regente de Portugal|D. Isabel Maria]], em Lisboa, considerou que o imperador do Brasil, [[Pedro I do Brasil|D. Pedro I]], deveria herdar o trono de Portugal (contrariando as leis do reino até à data). No Brasil, o imperador D. Pedro I foi chamado a assumir o trono português; no entanto, este preferiu abdicar em favor de sua filha mais nova, D. Maria da Glória (depois rainha [[Maria II de Portugal|D. Maria II de Portugal]]) e outorgou uma carta constitucional ao [[reino de Portugal]].
 
=== Reinado ===
Para poder voltar a Portugal, D. Miguel aceitou as condições impostas pelo irmão, entãoisto é, ficartornar-se noivo da sua sobrinha, D. Maria da Glória, e, para poder ser nomeado [[regente do reino]] na menoridade desta, jurou ainda, perante a corte austríaca, a [[Carta Constitucional de 1826]] com "reserva de todos os seus direitos" e a expressa determinação de esta ser previamente aceite pelos [[três estados do reino]], conforme seu decreto de outorga.<ref>Francisco Pina Manique,'' A Causa de D. Miguel'', Lisboa, Caleidoscópio, 2007, p. 20</ref> À sua chegada a Lisboa, D. Miguel supostamente repetiu (a cerimónia ficou marcada por uma certa ambiguidade e ainda não há certeza quando ao que de facto aconteceu), nos mesmos termos, o [[juramento de fidelidade]] à constituição e à rainha, sua prometida mulher.<ref>[http://dpedroiv.pt/cronologia/1826/outubro/4/d--miguel-jura-a-carta-constitucional-em-viena--on/85 A notícia do juramento de D. Miguel é dada pelo Suplemento ao nº 255 da Gazeta de Lisboa, 30 de Outubro de 1825, edição de 2ª feira, dpedroiv.pt]</ref> Pouco depois, convocou a reunião dos referidos três estados do reino em cortesCortes, apesar do desagrado do grupo absolutista (facção apostólica do partidoa absolutistapedido da suanobreza, mãeque elhe dosolicitara [[Joséque Antónioreunisse deas OliveiraCortes Leiteà demaneira Barros|Condetradicional de Basto]]<ref>{{Citar webcitar livro|urltítulo=http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm#Portugal Contemporâneo|tituloultimo=Regresso às Cortes tradicionais (1828), por José Adelino Maltês, Centro de Estudos do Pensamento Político, ISCSP-UTL Martins|acessodataprimeiro=16 de novembro de 2018 Oliveira|arquivourleditora=https://web.archive.org/web/20161116101427/http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |arquivodataano=|local=|página=16 de novembro de 2016 |urlmortapáginas=yes }}</ref>), para decidir a sucessão no trono de Portugal.
 
[[File:Miguel of Portugal.jpg|thumb|left|upright=0.7|175px|Retrato de D. Miguel]]
Em 23 de junho de 1828, fruto da decisão desse encontro foi estabelecida a sua [[aclamação]] como reiRei<ref>[https://archive.org/stream/naacclamaodo00cost Na acclamação do magnanimo, e augustissimo senhor Dom Miguel I. Rei de Portugal, por José Daniel Rodrigues da Costa, Lisboa, 1826]</ref> pelaspelos três estados, reunidos nas [[Cortes Gerais do Reino]],<ref>{{Citar web |url=http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |titulo=Regresso às Cortes tradicionais (1828), por José Adelino Maltês, Centro de Estudos do Pensamento Político, ISCSP-UTL |acessodata=16 de novembro de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20161116101427/http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |arquivodata=16 de novembro de 2016 |urlmorta=yes }}</ref> que anularam a vigência da Carta Constitucional (a qual ele mesmo havia jurado cumprir) e repuseram as [[Leis constitucionaisFundamentais tradicionais]]do Reino, declarando D. Miguel como legitimo sucessor de seu pai e D. Pedro como um usurpador. Foi reconhecido pelo [[Papa]], porpela [[Espanha]] e pelos [[Estados Unidos]], cujo [[Presidente]], [[Andrew Jackson]], seguia o princípio de reconhecer oficialmente todos os soberanos e governantes de facto, ficando as restantes potências na expectativa, mas aceitando porém tratar com o seu governo enquanto entidade que "de facto" exercia o poder político sobre a quase totalidade do território nacional.
 
Ainda em Março de 1832 era lançado para propaganda do seu exercício reinante.<ref>[https://books.google.pt/books?id=HGtMAAAAcAAJ&dq=Manifesto+de+Sua+Majestade+Fidelissima,+el-rei+nosso+rei+D.+Miguel Manifesto de Sua Majestade Fidelíssima , El Rei Nosso Senhor, o Senhor Dom Miguel Primeiro, Lisboa: na Impressão Régia, 28 de Março de 1832]</ref>
 
Reinou, deste modo, entre 1828 e 1832. Entre outras iniciativas, fundou em 1828 a Real Casa de Asilo dos Náufragos, em São João da [[Foz do Douro]], destinada a casa abrigo para [[salva-vidas]], predecessora do [[Instituto de Socorros a Náufragos]]. Esta instituição constituiu o primeiro embrião de um serviço de salvamento na costa portuguesa. A Real Escola de Veterinária, predecessora da [[Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa]], foi criada pelo Decreto de El-Rei D. Miguel I, publicado a 7 de Abril de 1830 na "[[Gazeta de Lisboa]]".
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