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  '''[[Gonçalo Viegas]],''' o mais novo dos filhos de Egas Fafias <ref name="ReferenceA"/>, torne-se um homem de confiança de D. Afonso Henriques e será, em 1171 alcaide de Lisboa (comandante militar da praça de Lisboa), depois em 1173 Fronteiro (governador militar) da Estremadura<ref>. Miracula de S. Vicentii de Mestre Estêvão, chantre da catedral de Lisboa, Legendário alcobacense (Lisboa, B . N . , Ale. 420) publicado por Fr. António Brandão, em Monarquia Lusitana, 3.º parte, Lisboa, 1632, fls. 296-300 ou Portugaliae Monumenta Histórica, Scriptores, vol. I, fase. I, Lisboa, 1856, p p . 96-101.</ref> e mordomo da infanta [[Teresa de Portugal, Condessa da Flandres|D. Teresa]]<ref>José Mattoso, Ricos-Homens Infanções e Cavaleiros, pp. 232-235.</ref> em Março 1175. Enfim entre 1175-1176, ele é nomeado '''primeiro grão mestre da [[Ordem de São Bento de Avis]]''',<ref>Miguel Gomes Martins: em, A arte da Guerra em Portugal 1245 a 1367  p.175 ou Maria Cristina Almeida e Cunha, em Estudos sobre a Ordem de Avis (Séc. XII-XV) 2009, Faculdade de Letras Porto p.40.</ref> inicialmente chamada milícia de Évora, com o objetivo de defender Évora dos Mouros. Ele morre em combate em 18 de Julho de 1195 <ref>Anais, Crónicas e Memórias Avulsas de Santa Cruz de Coimbra, Porto, Biblioteca Pública Municipal, 1968 p. 72</ref> na [[batalha de Alarcos]] (Espanha) contra esses mesmos Mouros. No entanto apesar da sua morte, a quinta do Lameiro de Egas Fafias, '''honrada por D. Afonso I,''' ficou ainda durante alguns séculos ligada intimamente a ordem de Avis, porque de pelo menos de 1187 (citada na bula papal, Quo­ties a nobis petítur, de Gregório VIII <ref>Bula Papal de gregorio VIII de 1187, confirmada pela bula de 1201, Maio 17, Latrão – Bula Religiosam vitam, de Inocêncio III:” Specialiter autem possessiones quas habetis in Elbora, Culuchi, Benevente, Sanctaren, Ulixbona, Mafara, Alcanede, Alpedriz, Hooriz...”
E pela bula de 1214, Maio 20, Roma – também de Inocêncio III, Quotiens a nobis: “Innocentius episcopus servus servorum Dei. Dilectis magistro et fratribus de Calatrava tam presentibus quam futuris secundum Ordinem Cisterciensium fratrum viventibus, in perpetuum. Quotiens a nobis petitur ............................................................ ......................................... In Portugal in civitate quae vocatur Elbore duos alcazares vetus et novum cum omni haereditate regia et hospitale quod in eadem civitate cum capella Sancti Michaelis ad suscipiendos pauperes, peregrinos, orphanos et captivos evadentes servitutem sarracenicam construxistis cum omnibus pertinentiis suis. Castellum de Culuchio cum pertinentiis suis. Domus de Sanctaren cum hereditate regia de Ortalaguna cum pertinentiis suis. Benamisi cum pertinentiis suis. Juromenia, Albofeira, Cazorobotom, Oriz cum pertinentiis suis...” PORTUGALIAE MONUMENTA MISERICORDIARUM vol. 2 do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, União das Misericórdias Portuguesas, 2003 p.28
BULARIO de la Ordem Militar de Calatrava. Reprodução fac-similada da ed. de Madrid (1761). Barcelona: [s.n.], 1981, p. 36 e p. 42.</ref>) até 1631a <ref>Regraincorporação dados Cavallariabens edas Ordemordens Militarmilitares deaos S.bens Bento dedo Avisestado, Lisboaem 1834, dee D.a Carlosextinção dedas Noronharespetivas comendas<ref>A venda dos bens nacionais(1834-43): uma primeira abordagem, comendadorem deAnálise MarvãoSocial, navol.XVI(61-62), Ordem1980-lº-2º,p 88 de Avis eLuis PresidenteEspinha da MesaSilveira, daFaculdade Consciênciade eCiências Ordens,Sociais publicadoe porHumanas Yorgeda Royz,Universidade 1631Nova titde Lisboa.</ref><ref>[https://digigov.cepese.pt/pt/pesquisa/listbyyearmonthday?ano=1852&mes=3&tipo=a-diario&filename=1852/03/16/D_0064_1852-03-16&pag=1&txt=Oriz IDiário cap.do XIIGoverno Dasnº64 Comendasde da16 Ordemde fl.18março de 1852]</ref>, o lugar do Lameiro, será a sede da mais antiga comenda da Ordem Militar de Avis, morada dos Comendadores que geriram as terras doadas à Ordem no norte de Portugal (a norte do Douro). Embora essa comenda chamava-se [[Comenda de Oriz]] ela estava “hospedada” no Paço de Egas Fafias para depois ocupar umas construções novas anexas, hoje em ruína
 
Foi com ajuda dos Fafias que uma nova Igreja é construída por volta de 1150 dedicada sempre a S. Vicente, más também a Nossa Senhora da Conceição (daí essa velha ladainha "Entre São Pedro Fins e São Julião está a imagem da Nossa Sra da Conceição"), e é essa Igreja que fica com a propriedade duma parte da antiga quinta romana facto confirmado em 1220 pelas Inquirições de D. Afonso II que indiquem também que a freguesia de São Vicente de Coucieiro, faz parte do julgado de Bouro, terras dos Fafias.<ref>Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas.1e 2 1888 p. 222</ref> Em 1258 nas inquirições de Afonso III a freguesia chamada só de São Vicente já faz parte do julgado de Regalados, e o Senhor de Crasto (antiga paroquia se Santo Adriano) é Pelágio Aires.<ref>Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas. 3 1888 p. 428.</ref> Foi também nessa altura que foi construída a ponte de Rodas sobre o rio Homem, facto que deve ser ligado a importância da Comenda de Avis, a única a norte do país.
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