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O painel central e os arcos são decorados por cenas mitológicas copiadas dos afrescos pintados pelo renascentista italiano [[Rafael]] na [[Villa Farnesina|Villa Farnesiana]] em Roma. Os vitrais laterais são de fabricação alemã e retratam musas e outras figuras mitológicas ligadas à ciência e às artes. Em um nicho na parede ao centro há uma cópia em metal da escultura [[Afrodite]] de [[Cápua]], do Museu Nacional de Nápoles.
 
'''Salão Ministerial'''[[Ficheiro:Museu reublica salao ministerial.jpg|miniaturadaimagem|Mesa de reuniões do Salão Ministerial. Ao fundo, o quadro Compromisso Constitucional, de [[Aurélio de Figueiredo]] (1896).]]
===== Salão Ministerial =====
[[Ficheiro:Museu reublica salao ministerial.jpg|miniaturadaimagem|Mesa de reuniões do Salão Ministerial. Ao fundo, o quadro Compromisso Constitucional, de [[Aurélio de Figueiredo]] (1896).]]
Na época do Barão de Friburgo, esse salão era usado para pequenas recepções informais, que podiam se estender rumo ao jardim graças à varanda que se abre para o pátio interno. No teto, uma composição retrata os personagens da [[mitologia grega]] [[Dioniso|Dionísio]], deus do vinho e [[Ariadne]].
 
O segundo andar era destinado a recepções e cerimônias de gala, tanto na época do Barão quanto da Presidência da República. A riqueza e os esquemas decorativos dos salões mostram como certos setores da [[aristocracia]] do Segundo Império, cujos hábitos e negócios iam se tornando cada vez mais [[Burguesia|burgueses]], procuravam demonstrar seu sucesso diante da sociedade.
 
===== '''Capela ====='''
 
A forte influência política e ideológica da [[Igreja Católica no Brasil|Igreja Católica]] sobre o Estado imperial brasileiro explica o porquê do Barão de Nova Friburgo ter uma sala de orações e atividades litúrgicas no pavimento mais nobre de seu palácio. Sala de temática religiosa, apresenta o teto decorado por painéis reproduzindo a figura de apóstolos e cópias de duas telas: “A Transfiguração”, do italiano renascentista [[Rafael]], e “[[Imaculada Conceição dos Veneráveis|Imaculada Conceição]]”, do espanhol barroco [[Bartolomé Esteban Murillo|Bartolomé Murillo]].
 
Durante o período republicano, a decoração foi conservada, mas a capela virou sala de visitas. Somente foi usada com fins religiosos para o casamento da filha do presidente Rodrigues Alves em 1904 e no velório do presidente Afonso Pena em 1909.
 
===== '''Salão Francês ====='''
 
Também chamado de Salão Azul, este salão localizado entre a Capela e o Salão Nobre servia de apoio às recepções e festas oferecidas no Palácio, onde os convidados podiam sentar e descansar. Seu nome vem do predomínio da decoração em [[Estilo Luís XVI|estilo Luiz XVI]], presente nos ornatos do teto, nas molduras dos espelhos e nas sanefas, no mobiliário e no relógio de fabricação francesa.
 
Com a chegada da Presidência, as paredes da sala ganharam novas pinturas em estilo [[Art nouveau|art noveau]], sob supervisão do pintor [[Antônio Parreiras]]. Era no Salão Francês que os embaixadores estrangeiros aguardavam o momento de entregar suas credenciais ao Presidente da República, cerimônia que era realizada no Salão Nobre.
 
'''Salão Nobre'''[[Ficheiro:Palácio do Catete (cidade do Rio de Janeiro, Brasil) (abaixo o imperialismo linguístico) 35.jpg|miniaturadaimagem|O Salão Nobre do Palácio do Catete.]]
===== Salão Nobre =====
[[Ficheiro:Palácio do Catete (cidade do Rio de Janeiro, Brasil) (abaixo o imperialismo linguístico) 35.jpg|miniaturadaimagem|O Salão Nobre do Palácio do Catete.]]
O Salão Nobre ou Salão de Baile relembra a vida social e o luxo da corte. Nele eram realizadas as principais recepções do Palácio. As pinturas verticais representam cenas mitológicas associadas à música e às artes, e, na parte superior das paredes, pinturas em semicírculo referem-se à vida de [[Apolo]], deus da música e da poesia. A presença da música é notada, ainda, nas [[Lira (instrumento musical)|liras]] que aparecem no [[parquet]] do piso. O mobiliário e os espelhos biseautés foram adquiridos pelo Barão de Nova Friburgo na França.
 
Na época da Presidência, esse salão continuou sendo o espaço mais nobre, tendo recebido sobre as portas as Armas da República. Era da varanda deste salão que o Presidente se dirigia à multidão reunida do lado de fora do Palácio, em ocasiões especiais como a cerimônia de posse. Em 1938, o painel do teto foi refeito pelo pintor acadêmico brasileiro [[Armando Viana|Armando Vianna]].
 
'''Salão Pompeano'''[[Ficheiro:Palácio do Catete (cidade do Rio de Janeiro, Brasil) (abaixo o imperialismo linguístico) 28.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Detalhe do teto do Salão Pompeano, com a representação das datas históricas, incluída pela reforma da Presidência da República em 1896.]]
===== Salão Pompeano =====
[[Ficheiro:Palácio do Catete (cidade do Rio de Janeiro, Brasil) (abaixo o imperialismo linguístico) 28.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Detalhe do teto do Salão Pompeano, com a representação das datas históricas, incluída pela reforma da Presidência da República em 1896.]]
Estes salões eram usados como áreas de apoio no caminho que ligava os Salões Nobre e Veneziano. Seguindo um tema da moda em meados do século XIX, as paredes do Salão Pompeano foram pintadas com figuras e alegorias inspiradas nos vestígios encontrados nas ruínas da cidade romana de [[Pompeia|Pompéia]]; o vermelho intenso evoca o vulcão [[Vesúvio]] que a soterrou. O mobiliário também foi adquirido pelo Barão de Nova Friburgo na França
 
Nas obras de adaptação do prédio para a Presidência, apenas o teto sofreu alteração, com a colocação das Armas Nacionais e das datas históricas referentes ao [[Descobrimento do Brasil]], [[Independência do Brasil|Independência]], [[Lei Áurea|Abolição da Escravatura]] e Proclamação da República. Era utilizado, nas festas, como área de descanso para as mulheres.
[[Ficheiro:Palácio do Catete - 11.JPG|miniaturadaimagem|Detalhe da parte superior da parede do Salão Mourisco, com os relevos em estilo árabe e o afresco retratando um habitante do norte da África.]]'''Salão Mourisco'''
 
===== Salão Mourisco =====
O Salão Mourisco é assim chamado pela decoração de cunho [[Orientalismo|orientalista]], inspirada na [[arte islâmica]], sobretudo a dos países do norte da África como [[Marrocos]] e [[Tunísia]]. Era um espaço destinado ao lazer dos homens, para jogar e fumar. Apresenta um lustre de bronze dourado e cristal rubi, mobiliário em marfim e palhinha e é decorado por esculturas e pinturas que representam povos norte-africanos. Os relevos coloridos nas paredes são inspirados na ornamentação do palácio fortaleza de [[Alhambra]] em [[Sevilha]], na [[Espanha]].
 
A escultura de bronze “A Africana”, representando uma mulher em trajes norte-africanos encostada sobre um jarro, foi um presente recebido pelo presidente marechal Deodoro da Fonseca em 1890, por ocasião das comemorações da Abolição da Escravatura. No Palácio Rio Negro, em Petrópolis, há um outro exemplar dessa mesma escultura.
 
'''Salão Veneziano'''[[Ficheiro:Palácio do Catete (cidade do Rio de Janeiro, Brasil) (abaixo o imperialismo linguístico) 25.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|O Salão Veneziano do Palácio do Catete.]]
===== Salão Veneziano =====
[[Ficheiro:Palácio do Catete (cidade do Rio de Janeiro, Brasil) (abaixo o imperialismo linguístico) 25.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|O Salão Veneziano do Palácio do Catete.]]
O Salão Veneziano (também chamado de Salão Amarelo) era usado como sala de visitas. Seu nome decorre do estilo do mobiliário, com móveis pesados e ricamente decorados. Nele há um lustre central em bronze e cristal, candelabros e grandes espelhos.
 
Nele, em 1913, realizou-se o sarau promovido por [[Nair de Tefé|Nair de Teffé]], segunda esposa do presidente Hermes da Fonseca, no qual ela tocou ao violão a música “Corta-jaca”, [[maxixe]] composto pela maestrina [[Chiquinha Gonzaga]]. O episódio escandalizou a sociedade da época, que desprezava este tipo de música por causa de sua origem popular.
 
===== '''Salão de Banquetes ====='''
 
O Salão de Banquetes tem sua função original definida pela própria decoração. No teto do salão veem-se estuques com frutos e pinturas de [[Natureza-morta|naturezas mortas]] nos arcos. O painel central é uma cópia adaptada da obra [[Diana (mitologia)|"Diana, a caçadora]]", do italiano [[Domenico Zampieri|Domenichino]]. Durante o último mandato de Getúlio Vargas no Catete, foi usado também como espaço para reuniões ministeriais.
 
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