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O '''Museu da República''' é um [[museu]] histórico cuja sede é o '''Palácio do Catete''', situado no bairro do [[Catete (bairro)|Catete]], zona sul da cidade do [[Rio de Janeiro]]. O Palácio do Catete é um importante exemplar da arquitetura neoclássica brasileira do final do século XIX. A missão do Museu da República é preservar, investigar e comunicar os objetos e documentos que testemunham a memória e a história da forma de governo republicana no Brasil. Integra a estrutura do [[Instituto Brasileiro de Museus]], autarquia federal vinculada à Secretaria Especial de Cultura do [[Ministério do Turismo (Brasil)|Ministério do Turismo]].
 
A transformação do Palácio do Catete em Museu da República remonta ao período que antecedeu a mudança da capital federal para Brasília. Último presidente a ocupar o palácio, [[Juscelino Kubitschek]] foi convencido da necessidade de integrá-lo ao patrimônio histórico nacional, reconhecendo sua importância na vida política e social do país. Assim, por meio do [httpDecreto nº 47.883, de 8 de março de 1960 <ref>{{Citar web |url=https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto-47883-8-marco-1960-379205-publicacaooriginal-1-pe.html Decreto|titulo=Portal da 47.883,Câmara dedos 8Deputados de|acessodata=2020-09-21 março de 1960]|website=www2.camara.leg.br}}</ref>, o Palácio do Catete se tornou sede da Divisão de História da República (DHR), novo órgão da estrutura do [[Museu Histórico Nacional|Museu Histórico Naciona]]<nowiki/>l, que seria responsável pela sua gestão.
 
De acordo com o decreto, a DHR seria responsável por “receber, classificar, catalogar, pesquisar, expor e conservar objetos adquiridos, doados ou transferidos, ligados, direta ou indiretamente, à História da República Brasileira”. A adaptação do palácio para sua nova função coube à equipe do Museu Histórico Nacional, então dirigido pelo jornalista e escritor [[Josué Montello]]. A maior parte do acervo da nova instituição também veio transferida daquele museu.
O Museu da República foi fundado em 1960, no dia 15 de novembro, data na qual também se comemora oficialmente a [[Proclamação da República do Brasil|Proclamação da República]] no Brasil. Com o museu em funcionamento, o jardim do palácio também passou a ser aberto ao público.
 
Em julho de 1983, o Museu da República separou-se administrativamente do Museu Histórico Nacional, passando a ser uma estrutura de gestão autônoma. Entre 1984 e 1989 o Museu da República esteve fechado para realização de obras de restauração dos elementos decorativos e arquitetônicos do Palácio e dos edifícios anexos <ref>{{citar livro|título=O Museu da República|ultimo=|primeiro=|editora=Banco Safra|ano=2011|local=Rio de Janeiro|página=|páginas=}}</ref>. A reabertura ao público aconteceu em 15 de novembro de 1989, ocasião do centenário da proclamação da República no Brasil<ref>{{Citar livro|url=http://worldcat.org/oclc/793385445|título=O Museu da República|ultimo=Cabral, Magaly. Mangas, Vera.|data=[2011?]|editora=Banco Safra|oclc=793385445}}</ref>.
 
Em 2005, o Museu da República passou a ser responsável pela gestão do [[Palácio Rio Negro]], antiga residência de verão dos Presidentes da República em [[Petrópolis]].
A região que abrange o atual bairro do Catete começou a ser ocupada ainda no século XVI, quando o “Caminho do Catete” ligava o centro político-administrativo da cidade colonial aos engenhos e fortalezas dos subúrbios mais ao sul. No século XIX, abrigava diversas chácaras de nobres, cafeicultores e comerciantes do [[Império do Brasil|Império Brasileiro]].
 
Entre 1858 e 1860, o português [[António Clemente Pinto|Antônio Clemente Pinto]], Barão de Nova Friburgo, adquiriu as casas de número 159, 161 e 163 do Caminho do Catete e seus respectivos terrenos de fundos, que se estendiam até a Praia do Flamengo, entre a Rua do Príncipe (atual Rua Silveira Martins) e a Rua Ferreira Viana<ref name=":0">{{Citar livro|url=http://worldcat.org/oclc/685250897|título=Catete : memórias de um Palácio|ultimo=Almeida, ALMEIDA|primeiro=Cícero Antonio F.|data=1994|editora=Museu da República|ano=|local=|página=|páginas=|oclc=685250897}}</ref>. Fazendeiro e comerciante de café, banqueiro e industrial, o barão chegou a ser o homem mais rico do Brasil durante o [[Segundo reinado|Segundo Império]].
 
Em 1858, a demolição da casa número 159 marcou o início da construção do Palácio Nova Friburgo, que seria a residência do barão e de sua família, projetado pelo arquiteto alemão [[Carl Friedrich Gustav Waehneldt]]. O jardim foi organizado de acordo com o projeto atribuído ao paisagista francês [[Auguste François Marie Glaziou]].
Por volta de 1900, no lugar das águias de ferro originalmente existentes no topo da fachada do prédio, foram colocadas sete esculturas [[Alegoria|alegóricas]] de bronze, das quais cinco ficavam na fachada externa, representando a República, a Agricultura, a Primavera, a Justiça e o Outono; e duas na parte interna, voltada para o jardim, simbolizando o Inverno e o Verão.
 
Em 1910, essas esculturas foram substituídas pelas sete [[Harpia harpyja|harpias]] de bronze (cinco na frente e duas nos fundos), de autoria de [[Rodolfo Bernardelli]] <ref name=":0" />, que renderam ao prédio o apelido, ainda que incorreto, de “Palácio das Águias”.
 
Apesar de ter sido local de trabalho comum a todos os presidentes, poucos usaram o Palácio do Catete como moradia. A maioria preferia residir nos outros imóveis oficiais da Presidência da República na cidade, como o [[Palácio Guanabara]] e o [[Palácio Laranjeiras]].
 
=== Palácio do Catete ===
O Palácio do Catete é uma construção de [[Estilo arquitetónico|estilo]] predominantemente [[Arquitetura neoclássica|neoclássico]], inspirada nos palácios [[Renascimento|renascentistas]] de [[Veneza]] e [[Florença]], na [[Itália]] que, por sua vez, eram releituras das construções da [[Antiguidade Clássica|Antiguidade]] romana<ref name=":1">RodriguesRODRIGUES, Marcus Vinícius Macri (2017). Um palácio quase romano. Rio de Janeiro: Museu da República,</ref>. O emprego de elementos de outros estilos arquitetônicos de cunho [[Arquitetura historicista|historicista]] o torna também um exemplar do [[Arquitetura eclética|ecletismo]], que se reflete também na temática variada dos elementos decorativos da área interna.
 
==== 1º andar (térreo) ====
Chegando ao segundo andar pela escadaria principal, o visitante se depara com quatro painéis murais representando as alegorias das artes que se integraram na construção do Palácio: Pintura, Desenho, Arquitetura e Escultura. Retratado da forma como era na época de sua construção, o Palácio aparece aqui, sustentado por um dos dois anjos que ladeiam a figura feminina que representa a Arquitetura.
 
O segundo andar era destinado a recepções e cerimônias de gala, tanto na época do Barão quanto da Presidência da República. A riqueza e os esquemas decorativos dos salões mostram como certos setores da [[aristocracia]] do Segundo Império, cujos hábitos e negócios iam se tornando cada vez mais [[Burguesia|burgueses]], procuravam demonstrar seu sucesso diante da sociedade.<ref name=":1" />
 
'''Capela'''
Estes salões eram usados como áreas de apoio no caminho que ligava os Salões Nobre e Veneziano. Seguindo um tema da moda em meados do século XIX, as paredes do Salão Pompeano foram pintadas com figuras e alegorias inspiradas nos vestígios encontrados nas ruínas da cidade romana de [[Pompeia|Pompéia]]; o vermelho intenso evoca o vulcão [[Vesúvio]] que a soterrou. O mobiliário também foi adquirido pelo Barão de Nova Friburgo na França
 
Nas obras de adaptação do prédio para a Presidência, apenas o teto sofreu alteração, com a colocação das Armas Nacionais e das datas históricas referentes ao [[Descobrimento do Brasil]], [[Independência do Brasil|Independência]], [[Lei Áurea|Abolição da Escravatura]] e Proclamação da República. Era utilizado, nas festas, como área de descanso para as mulheres <ref name=":2">{{citar web |ultimo=FRANÇA |primeiro=Renata Reinhoefer Ferreira |url=http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/ad_palacio_friburgo.htm#_edn1 |titulo=Arquitetura, imaginário e poder no Palácio do Barão de Nova Friburgo |data=janeiro de 2008 |acessodata=21 de setembro de 2020 |publicado=}}</ref>.
[[Ficheiro:Palácio do Catete - 11.JPG|miniaturadaimagem|Detalhe da parte superior da parede do Salão Mourisco, com os relevos em estilo árabe e o afresco retratando um habitante do norte da África.]]'''Salão Mourisco'''
 
O Salão Mourisco é assim chamado pela decoração de cunho [[Orientalismo|orientalista]], inspirada na [[arte islâmica]], sobretudo a dos países do norte da África como [[Marrocos]] e [[Tunísia]]. Era um espaço destinado ao lazer dos homens, para jogar e fumar <ref name=":2" />. Apresenta um lustre de bronze dourado e cristal rubi, mobiliário em marfim e palhinha e é decorado por esculturas e pinturas que representam povos norte-africanos. Os relevos coloridos nas paredes são inspirados na ornamentação do palácio fortaleza de [[Alhambra]] em [[Sevilha]], na [[Espanha]].
 
A escultura de bronze “A Africana”, representando uma mulher em trajes norte-africanos encostada sobre um jarro, foi um presente recebido pelo presidente marechal Deodoro da Fonseca em 1890, por ocasião das comemorações da Abolição da Escravatura. No Palácio Rio Negro, em Petrópolis, há um outro exemplar dessa mesma escultura.
O [[Jardim histórico|Jardim Histórico]] do Museu da República ocupa uma área de 24.000 m2, ligando a Rua do Catete à Praia do Flamengo, paralelamente à Rua Silveira Martins. Seu formato original, cujo projeto é atribuído ao paisagista francês Antoine Glaziou, apresentava árvores de grande altura, um pomar e a aléia de palmeiras, já existente no terreno desde antes de sua aquisição pelo Barão de Nova Friburgo.
[[Ficheiro:Parque - Palácio do Catete.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista geral do lago artificial e da vegetação do jardim do Palácio do Catete.]]
O segundo proprietário do Palácio, o Conselheiro Mayrink, fez construir um embarcadouro para seu iate nos fundos do jardim, que terminava diretamente na Baía de Guanabara (o primeiro aterramento dessa região aconteceu em 1905, para abertura da Avenida Beira-Mar). Quando o Palácio se tornou sede do Governo Federal, este cais passou a ser de uso exclusivo da Presidência da República. Na década de 1960, quando foi construído o [[Aterro do Flamengo]], o que restava do embarcadouro foi demolido<ref name=":0" />.
[[Ficheiro:Jardim do Palácio do Catete - chafariz com escultura.jpg|alt=|miniaturadaimagem|Foto de Marc Ferrez (1897) retratando o chafariz da aléia central do jardim que, no século XIX, situava-se no antigo Largo do Valdetaro, em frente ao palácio. Foi transferido para sua atual localização durante as reformas para a Presidência da República, em 1896, quando também recebeu a escultura em bronze no topo do chafariz, representando o [[O Nascimento de Vênus|Nascimento de Vênus]]. (Acervo Instituto Moreira Salles)]]
O projeto de [[Paul Villon]], de 1896, feito para a Presidência da República, adicionou ao jardim canteiros altos, três pontes rústicas, bancos sobre rochas artificiais e a gruta artificial com cascata, de onde sai um rio artificial que alimenta dois lagos. Um antigo [[pavilhão]] do parque foi transformado em [[coreto]] para apresentações musicais. Foram construídas dependências para os mordomos e criados da presidência. Ainda no parque, seriam adaptados um piquete de cavalaria e cocheiras, próximos à entrada da Praia do Flamengo, no local onde hoje é o prédio da [[Reserva técnica|Reserva Técnica]] do Museu.
O Setor de Museologia do Museu da República, que inclui a Reserva Técnica, é a área que se dedica à preservação do acervo museológico através de medidas de [[Conservação e restauro|conservação]] e documentação como forma de salvaguardar o [[Património cultural|patrimônio cultural]] presente sob a guarda do Museu. Suas principais funções são a perpetuação do patrimônio com intuito de promover e difundir o acervo, contribuindo para a comunicação entre este e a sociedade, bem como, mediar pesquisas internas e externas.
 
O acervo museológico do Museu da República reúne cerca de 9.400 itens, produzidos desde fins do século XVIII até os dias atuais. Cerca de dois terços do acervo são oriundos de transferências feitas pelo Museu Histórico Nacional. Os itens estão agrupados em 74 coleções museológicas, batizadas com os nomes das personalidades da história republicana aos quais os objetos se relacionam, ou a partir de referências temáticas. Ao todo, são 63 coleções de titulares e 11 coleções temáticas, o que denota o padrão biográfico da organização do acervo, isto é, objetos que dizem respeito às vidas privadas e públicas desses personagens da história republicana. Por causa do passado do Palácio do Catete como sede da Presidência da República, 29 das coleções de titulares se referem a ex-presidentes, mesmo aqueles que ocuparam o cargo por um curto período, como o vice-presidente Delfim Moreira e os interinos José Linhares e Carlos Luz, por exemplo.<ref name=":3">{{citar livro|título=Criar, ver e pensar. Um acervo para o Museu da República|ultimo=VersianiVERSIANI|primeiro=Maria Helena|editora=Garamond Universitária|ano=2018|local=Rio de Janeiro|página=|páginas=|acessodata=}}</ref>
[[Ficheiro:Pedro Bruno - A Pátria.jpg|miniaturadaimagem|Quadro "Pátria", de Pedro Bruno (1919). (Acervo Museu da República).]]
As duas coleções de titulares mais volumosas são a Coleção Pereira Passos, formada por objetos doados pela família do ex-prefeito do Rio de Janeiro, [[Francisco Pereira Passos]] (1.457 itens); e a Coleção Getúlio Vargas (1.082 itens), formada tanto pelas doações do próprio Vargas e de seus familiares, como pelos objetos doados por cidadãos sem vínculo familiar com o ex-presidente. Nesta última, destacam-se o revólver e o pijama usados por Getúlio Vargas na noite de seu suicídio, em 24 de agosto de 1954, além de variados itens de homenagem ao presidente, como pinturas, esculturas, desenhos, medalhas, flâmulas, objetos pessoais, presentes recebidos em viagens oficiais, dentre outros.
 
Das coleções temáticas, a mais volumosa é a Coleção Museu da República (2.643 itens), que reúne objetos variados, sem um perfil temático específico que lhes desse lugar nas demais coleções <ref name=":3" />; é o caso, por exemplo, do material de propaganda política e sociocultural, como bottons, bandeiras, camisetas, faixas, dentre outros; e das diversas figurações e [[Símbolos do Brasil|símbolos oficiais da República]], como a Bandeira Nacional Republicana bordada pelas filhas de [[Benjamin Constant (militar)|Benjamin Constant]] e o quadro Pátria, de [[Pedro Bruno]].
 
A segunda coleção temática em volume é a Coleção Presidência da República (1.232 itens), que reúne objetos relacionados ao período em que o Palácio do Catete foi sede da Presidência da República e, em menor parte, ao período em que o palácio pertencia à família do Barão de Nova Friburgo. São objetos de uso interior, como cortinas, louças de porcelana, cristais, prataria, vasos decorativos, candelabros, castiçais, móveis diversos, pinturas e esculturas.
O acervo do Arquivo Histórico é predominantemente em suporte papel (há apenas alguns itens em suporte tecido ou couro), composto de documentos textuais (manuscritos e impressos), fotografias, plantas e mapas. A maioria das coleções é formada por [[Arquivo pessoal|arquivos de tipo pessoal]].
[[Ficheiro:Canudos rebels.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|"400 jagunços prisioneiros", título original da foto de Flávio de Barros, da Coleção Canudos, que retrata as mulheres, velhos e crianças feitos prisioneiros pelo Exército ao fim da Guerra de Canudos. (Acervo Museu da República).]]
Atualmente, o Arquivo Histórico reúne, preserva e disponibiliza ao público cerca de 90.000 documentos, divididos em 29 coleções. Entre elas, está a [http://brasilianafotografica.bn.br/?p=3002 Coleção Canudos], com as fotos de Flávio de Barros que são as únicas imagens remanescentes da [[Guerra de Canudos]]<ref>{{citar web |ultimo=BURGI |primeiro=Sérgio |url=http://brasilianafotografica.bn.br/?p=3002 |titulo=Guerra de Canudos pelo fotógrafo Flavio de Barros |data=Outubro de 2015 |acessodata=21 de setembro de 2020 |publicado=Portal Brasiliana Fotográfica}}</ref>; em 2009, esta coleção recebeu o reconhecimento do [[Programa memória do mundo|Programa Memória do Mundo]], da [[Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura|Unesco]]. Destaca-se ainda a Coleção [[Nilo Peçanha]], arquivo pessoal de uma das mais importantes lideranças políticas fluminenses da [[Primeira República Brasileira|Primeira República]], composto por mais de 20.000 documentos.
 
Já a Coleção Família Passos reúne registros textuais e fotográficos da trajetória pública e familiar do ex-prefeito [[Francisco Pereira Passos]], incluindo documentos relacionados à grande reforma urbana empreendida por ele no Rio de Janeiro entre os anos de 1902 e 1906. Em 2017, esta coleção também foi reconhecida pelo Programa Memória do Mundo da Unesco <ref>{{citar web |ultimo=CABRAL |primeiro=Magaly |url=http://brasilianafotografica.bn.br/?p=8414 |titulo=A Reforma Urbana do Rio de Janeiro na Coleção Família Passos |data=15 de setembro de 2017 |acessodata=21 de setembro de 2020 |publicado=Portal Brasiliana Fotográfica}}</ref>. Outro acervo importante é a Coleção Memória da Constituinte <ref>{{citar web |ultimo=SUSSEKIND |primeiro=Elizabeth |url=http://museudarepublica.museus.gov.br/o-programa-pro-memoria-da-constituinte |titulo=O Programa Pró-Memória da Constituinte |data=junho de 2017 |acessodata=21 de setembro de 2020 |publicado=}}</ref>, que reúne mais de 20.000 registros dos debates políticos e das mobilizações populares que antecederam e acompanharam a [[Assembleia Nacional Constituinte de 1987|Assembleia Nacional Constituinte]], que elaborou a [[Constituição brasileira de 1988|Constituição Federal de 1988]].
 
O Arquivo Institucional foi inaugurado em 2010, com a entrada de uma equipe específica e tendo como objetivo recuperar e criar registros da trajetória do Museu da República. Suas primeiras ações foram a inauguração do Programa de Memória Institucional e o início da organização do fundo Museu da República, criado  a partir de documentos acumulados pela extinta Didop (Divisão de Documentação e Pesquisa), que funcionou durante a década de 1980. Atualmente, o volume do acervo está estimado em 156.000 documentos.
O primeiro registro do livro de tombo da Biblioteca data de 11 de agosto de 1964. Nessa época, o acervo da Biblioteca do Museu da República começou a ser formado por obras transferidas do acervo do Museu Histórico Nacional, acrescido por doações de nomes expressivos da história republicana brasileira ao longo dos anos.
 
Em 1983, após a desvinculação do Museu da República do MHN, a Biblioteca passou a fazer parte da Divisão de Documentação e Pesquisa. Entre 1986 e 1988, como parte de uma reestruturação administrativa, teve o seu acervo atualizado com a aquisição de obras de referência, por meio de um convênio com o [[Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico|CNPq]]. Atualmente, a Biblioteca do museu possui em seu acervo livros, folhetos, revistas, jornais, CDs e DVDs. Especializada na história do Brasil republicano, possui também obras de [[Ciências sociais|Ciências Sociais]], [[Biblioteconomia]], [[Arquivologia]], [[Museologia]], [[Educação]], [[Arte]] e [[Arquitetura]], assim como informação sobre a memória institucional do Museu da República.
Atualmente, a Biblioteca do museu possui em seu acervo livros, folhetos, revistas, jornais, CDs e DVDs. Especializada na história do Brasil republicano, possui também obras de [[Ciências sociais|Ciências Sociais]], [[Biblioteconomia]], [[Arquivologia]], [[Museologia]], [[Educação]], [[Arte]] e [[Arquitetura]], assim como informação sobre a memória institucional do Museu da República.
 
== Referências Bibliográficas ==
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