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Em 06 de abril de 1938, o Palácio do Catete e seu Jardim foram tombados pelo recém-criado Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), hoje [[Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional|Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)]]. O [[tombamento]] do jardim do Palácio é um instrumento de proteção e preservação de seus traços paisagísticos, que não podem ser alterados sem autorização prévia do IPHAN.
 
Da inauguração em 1897 até a mudança da capital federal em 1960, dezenove pessoas ocuparam o Palácio do Catete como Presidentes da República: Manuel Vitorino (vice, 1897) Prudente de Moraes (1897-1898; seu mandato começou em 1894), [[Campos Sales]] (1898-1902), [[Rodrigues Alves]] (1902-1906), [[Afonso Pena]] (1906-1909), [[Nilo Peçanha]] (vice, 1909-1910), [[Hermes da Fonseca]] (1910-1914), [[Venceslau Brás|Venceslau Braz]] (1914-1918), [[Delfim Moreira]] (vice, 1918-1919), [[Epitácio Pessoa]] (1919-1922), [[Artur Bernardes|Arthur Bernardes]] (1922-1926), [[Washington Luís]] (1926-1930), [[Getúlio Vargas]] (1930-1945 e 1954), [[José Linhares]] (interino, 1945-1946) [[Eurico Gaspar Dutra]] (1946-1950), [[Café Filho]] (vice, 1954-1955), [[Carlos Luz]] (interino, 1955), [[Nereu Ramos]] (interino, 1955-1956) e Juscelino Kubitschek (1956-1961). <ref name=":5" />
 
== Espaço físico e instalações ==
A entrada no Palácio é feita por um portão de ferro fundido na [[Alemanha]]. No saguão, seis colunas de mármore levam à escada principal. Na reforma para a chegada da Presidência, o espaço recebeu [[Candeeiro|luminárias]] novas e [[Estuque|estuques]] no teto com as Armas da República. O saguão é decorado por quatro pares de esculturas alegóricas: "O Pudor" e "A Glória", "Caçada ao Leão" e "Caçada ao Jaguar", "Ubirajara" e "Perseu", "Leitura" e "Escrita".
 
A escada principal foi construída na Alemanha em módulos pré-fabricados de ferro fundido, uma das primeiras deste tipo a serem utilizadas no Brasil. <ref name=":0" /> O saguão da escada era iluminado naturalmente pela [[Claraboia|clarabóia]] de vidro colorido no teto, à qual se somaram, nos tempos da Presidência, as luzes das lâmpadas elétricas.  
 
O painel central e os arcos são decorados por cenas mitológicas copiadas dos afrescos pintados pelo renascentista italiano [[Rafael]] na [[Villa Farnesina|Villa Farnesiana]] em Roma <ref name=":1" />. Os vitrais laterais são de fabricação alemã e retratam musas e outras figuras mitológicas ligadas à ciência e às artes. Em um nicho na parede ao centro há uma cópia em metal da escultura [[Afrodite]] de [[Cápua]], do Museu Nacional de Nápoles.
'''Capela'''
 
A forte influência política e ideológica da [[Igreja Católica no Brasil|Igreja Católica]] sobre o Estado imperial brasileiro explica o porquê do Barão de Nova Friburgo ter uma sala de orações e atividades litúrgicas no pavimento mais nobre de seu palácio. Sala de temática religiosa, apresenta o teto decorado por painéis reproduzindo a figura de apóstolos e cópias de duas telas: “A“[[Transfiguração Transfiguração”(Rafael)|Transfiguração]]”, do italiano renascentista [[Rafael]], cujo original encontra-se nos [[Museus Vaticanos]]; e “[[Imaculada Conceição dos Veneráveis|Imaculada Conceição]]”, do espanhol barroco [[Bartolomé Esteban Murillo|Bartolomé Murillo]], cujo original integra o acervo do [[Museu do Prado]].
 
Durante o período republicano, a decoração foi conservada, mas a capela virou sala de visitas. Somente foi usada com fins religiosos para o casamento da filha do presidente Rodrigues Alves em 1904 e no velório do presidente Afonso Pena em 1909 <ref name=":5">{{citar livro|título=Guia de Visitação|ultimo=Museu da República|primeiro=|editora=|ano=1987|local=Rio de Janeiro|página=|páginas=}}</ref>.
'''Salão de Banquetes'''
 
O Salão de Banquetes tem sua função original definida pela própria decoração. No teto do salão veem-se estuques com frutos e pinturas de [[Natureza-morta|naturezas mortas]] nos arcos. O painel central é uma cópia adaptada da obra [[Diana (mitologia)|"Diana, a caçadora]]", do italiano [[Domenico Zampieri|Domenichino]], cujo original está na [[Galleria Borghese|Galeria Borghese]]. Durante o último mandato de Getúlio Vargas no Catete, foi usado também como espaço para reuniões ministeriais.
 
Por este salão se tem acesso à varanda, com piso de mármore branco e [[guarda-corpo]] em ferro fundido. É sustentada por seis [[Coluna|colunas]] coríntias, com saia decorada com [[Cartela (arquitetura)|cartelas]] e [[Palmeta|palmetas]]. Na época da Presidência da República, foi palco de várias reuniões e solenidades.
O último andar era destinado aos aposentos privados da família do barão de Nova Friburgo e, mais tarde, das famílias dos presidentes quando estes decidiam habitar o Palácio. Para a instalação da Presidência, novos móveis e objetos funcionais e decorativos foram encomendados. Com o passar do tempo, o mobiliário e a decoração foram sendo alterados de acordo com as necessidades e gostos de cada morador. <ref name=":5" /> A galeria circunda todo o centro do prédio e possibilita uma visão mais aproximada da claraboia composta por 266 peças e decorada por um vitral.
 
Ficava neste andar o quarto onde Getúlio Vargas suicidou-se, em 24 de agosto de 1954. Logo após a morte do ex-presidente, a mobília foi transferida do Palácio do Catete para uma sala do Museu Histórico Nacional, na qual se buscou recriar o cenário onde ocorreu o fatídicoo episódio. Com a inauguração do Museu da República, o quarto foi novamente montado no Palácio do Catete. Nele são expostos o pijama usado por Getúlio naquela madrugada, bem como a pistola e a bala com as quais ele atirou noutilizadas própriona peitoocasião.
 
===Jardim Histórico===
 
A segunda coleção temática em volume é a Coleção Presidência da República (1.232 itens), que reúne objetos relacionados ao período em que o Palácio do Catete foi sede da Presidência da República e, em menor parte, ao período em que o palácio pertencia à família do Barão de Nova Friburgo. São objetos de uso interior, como cortinas, louças de porcelana, cristais, prataria, vasos decorativos, candelabros, castiçais, móveis diversos, pinturas e esculturas.
 
Em 2020, o museu recebeu uma coleção de 523 peças relacionadas às religiões da [[umbanda]] e do [[candomblé]], que se encontravam até então no [[Museu da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro|Museu da Polícia Civil]].<ref>https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2020/09/5992964-museu-da-republica-recebe-pecas-historicas-de-religioes-afro-brasileiras-apreendidas-pela-policia.html</ref> Essas peças foram apreendidas pela polícia entre 1890 e 1945, em ações de repressão aos cultos de matriz africana baseadas no enviesado artigo nº 157 do Código Penal de 1890 que considerava como "crime contra a saúde pública" "praticar o espiritismo, a magia e seus sortilégios" <ref>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1851-1899/d847.htm</ref>.
 
=== Arquivo Histórico e Institucional ===
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