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==História==
Vila Verde é um [[Município#Portugal|concelho]] com pouco mais de 150 anos de existência e um dos maiores do baixo [[Minho (província)|Minho]]. Foi fundado em 24 de Outubro de 1855, com a extinção dos concelhos de [[Vila de Prado|Prado]], [[Penela do Minho|Penela]] e [[Pico de Regalados]].<br>
Já em 1836, por decreto de 6 de novembro<ref>Decreto de 1836 em: http://gisaweb.cm-porto.pt/units-of-description/documents/594204/fullscreen </ref>, foram extintos os concelhos de [[Aboim da Nóbrega]], [[Vila Chã e Larim]], e os coutos de Gomide, Sabariz, e Valdreu passando a fazer parte do concelho de [[Pico de Regalados]], os coutos de Cervães e freiriz passando a fazer parte do concelho de [[Vila de Prado|Prado]] e o couto de Moure incluido no novo concelho de [[Penela do Minho|Penela]] (em vez de Portela de Penela), cujas origens remontam aos tempos da Idade Média.<br>
Durante a pré-historia, a presença humana no concelho de Vila Verde é mais evidente na zona Norte do concelho, mais montanhosa, com numerosos vestígios, gravuras, monumentos funerários (mamoas, menires<ref>Menire de Pedrogo (Prado São Miguel) e menire dos Penedos (Portela das Cabras) em Menire dos Penedos em Portela das Cabras, Vila Verde Noroeste de Portugal de Luciano Vilas Boas, Maria João Amorim, Lucínia Oliveira e Ana M.S. Bettencourt, 2019</ref>), com em particular o conjunto de mamoas do monte do Borrelho e do Moinho Velho, a [[Citânia de São Julião de Caldelas|citânia de São Julião]], e o castro de Barbudo.<br>
A presença romana é mais discreta, com alguns tesouros encontrados em Barbudo e Gondiães (2000 moedas em bronze), vestígios de pedreiras e minas de ouro<ref>Amorim Maria João, Levantamento arqueológico do concelho de Vila Verde, Relatório de estágio. Câmara Municipal de Vila Verde 2007</ref> e obviamente vestígios da via romana XIX que ligava Braga a Lugo, passando pelo concelho, da Vila de Prado (Milha IV) até Rio Mau (15,4 Km)<ref>Miliarios e outras inscricións viarias romanas do Noroeste Hispánico,Antonio Rodríguez Colmenero, Santiago Ferrer Sierra, Rubén D. Álvarez Asorey, Consello da Cultura Galega, 2004</ref>. Na falta de vestígios materiais, podemos adivinhar que durante esse período de aproximadamente 400 anos, a ocupação do território foi profundamente alterada, com a presença de núcleos habitacionais a volta de quintas (Villae romana) nos vales e na zona Sul do concelho.<br>
*[[Vila de Prado|Prado]]<ref name=nota4 group=nota/>, recebeu foral de D. Afonso III, concedido em [[1260]]. D. Manuel I confirmá-lo-ia no primeiro dia de julho de 1510. Teve a sua sede na freguesia do mesmo nome.
*[[Aboim da Nóbrega]]<ref name=nota5 group=nota/> D. Manuel deu foral a Aboim em 24 de Outubro de 1513. Em 1836 foi integrado no concelho do Pico de Regalados.
*[[Penela do Minho|Penela]] (ou Portela de Penela até 1836)<ref name=nota6 group=nota/> era constituído pelas freguesias de Portela (de Penela), Arcozelo, Goães, Godinhaços, Marrancos, Pedregais, Rio Mau, Vilar das Almas e Escariz São Mamede e São Martinho. Após as reformas administrativas do início do liberalismo foram-lhe anexadas as freguesias de Azões, Anais (uma parte) e Duas Igrejas (uma parte), do extinto concelho de Albergaria de Penela, Nevogilde, Carreiras São Miguel e São Tiago, Dossãos do extinto concelho de Vila Chã e o couto de Moure, perdendo em 1836, Escariz São Mamede e São Martinho par o concelho de Prado. Tinha, em 1849, 7 950 habitantes e 60 km². Teve foral concedido por D. Manuel I a 6 de Outubro de 1514 e tinha sede na freguesia de Portela das Cabras.
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A primeira notícia sobre Vila Verde remonta ao [[século X]] e constitui, talvez, a mais antiga documentação do topónimo Vila Verde, ou um dos raríssimos casos em que este topónimo surge antes da nacionalidade, pois quase na totalidade dos casos revela-se posterior ao [[século XI]].
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