Diferenças entre edições de "Itália"

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Civilizações importantes que desapareceram há milhares de anos nasceram na Itália, como a civilização de [[Nurago]], da [[Sardenha]]. Durante a [[Idade do Ferro]] existiram várias culturas que podem ser diferenciadas em três grandes núcleos geográficos, a do [[Lácio]] Antigo, a da [[Magna Grécia]] e a da [[Etrúria]]. Uma dessas culturas, os [[lígures]], foram um enigmático povo que habitava o norte da Itália, [[Suíça]] e sul de [[França]].<ref>La piccola Treccani vol. XII, p.&nbsp;703</ref>
 
Entre os diversos [[Povos itálicos|povos da Antiguidade]] destacam-se os lígures, os [[vênetos]] e os [[celtas]] no norte, os [[latinos]], [[etruscos]] e [[samnitas]] no centro, enquanto no sul prosperaram colônias gregas ([[Magna Grécia]]), e na Sardenha desde o {{AC|segundo milênio|x}} floresceu a antiga civilização dos [[Cultura Nuráguica|sardos]].<ref name="britannica.com"/>
 
==== Roma antiga ====
{{Artigo principal|Renascença italiana|Renascimento|Guerras Italianas|Reino da Itália (1805-1814)}}
 
Nos séculos XIV e XV, a o centro-norte da Itália foi dividida em várias [[cidades-Estados]] em guerra, sendo o restante da península ocupada pelos [[Estados Papais]] e pelo [[Reino da Sicília]], até então designado [[Reino de Nápoles]]. Embora muitas dessas cidades tenham sido muitas vezes subordinadas formalmente a governantes estrangeiros, como no caso do [[Ducado de Milão]], que era oficialmente um Estado constituinte do [[Sacro Império Romano-Germânico]], elas geralmente conseguiram manter a independência que haviam conquistado em terras italianas após o colapso do Império Romano do Ocidente. As cidades-Estados mais poderosas absorveram gradualmente os territórios que as cirdcundavam circundavam, dando origem às ''signorie'' (singular: ''[[signoria]]''), estados regionais frequentemente liderados por famílias mercantes que fundaram [[dinastia]]s locais. A guerra entre as cidades-Estados era endêmica e principalmente lutada por exércitos de [[mercenário]]s conhecidos como ''[[condottieri]]'', grupos de soldados provenientes de toda a Europa, especialmente da [[Alemanha]] e da [[Suíça]], liderados em grande parte por capitães italianos.<ref>Jensen 1992, p. 64.</ref>
 
Após décadas de luta, [[Florença]], [[Milão]] e [[Veneza]] emergiram como as potências dominantes que assinaram o [[Tratado de Lodi]] em 1454, que trouxe calma relativa para a região pela primeira vez em séculos. Esta paz vigoraria nos quarenta anos seguintes.<ref name="Renascença"/>
[[Imagem:Mussolini_truppe_Etiopia.jpg|thumb|esquerda|[[Benito Mussolini]], líder do [[Partido Nacional Fascista]], cumprimenta suas tropas na [[Etiópia]].]]
 
A turbulência que se seguiu à devastação da [[Primeira Guerra Mundial]], inspirada pela [[Revolução Russa de 1917]], levou à turbulência e anarquia. O governo liberal, temendo uma revolução [[Socialismo|socialista]], começou a apoiar o pequeno [[Partido Nacional Fascista]], liderado por [[Benito Mussolini]]. Em outubro de 1922, as [[milícia]]s [[Fascismo|fascistas]] [[camisas negras]] tentaram um [[golpe de Estado]] (a "[[Marcha sobre Roma]]"), que apesar de ter falhado, levou o rei {{lknb|Vítor Emanuel|III|da Itália}} a nomear Mussolini como primeiro-minsitroministro. Nos anos seguintes, Mussolini proibiu todos os partidos políticos e liberdades pessoais, instituindo assim uma [[ditadura]].<ref name="britannica.com"/>
 
Em 1935, Mussolini [[Segunda Guerra Ítalo-Etíope|invadiu a Etiópia]], resultando em um isolamento internacional e levando à retirada da Itália da [[Liga das Nações]]. Subsequentemente, a Itália deu forte apoio a [[Francisco Franco|Franco]] na [[Guerra Civil Espanhola]] e mais tarde [[Pacto de Aço|aliou-se com a Alemanha nazista]] e com o [[Pacto Tripartite|Império do Japão]]. Em 1939, a Itália [[Invasão italiana da Albânia|ocupou a Albânia]], um [[protetorado]] italiano ''[[de facto]]'' durante décadas e entrou na [[Segunda Guerra Mundial]] em junho de 1940 ao lado das [[potências do Eixo]].<ref name="britannica.com"/><ref name="Fascismo na Itália">Smith, vol. III, p. 581.</ref>
Os anos de chumbo culminaram com o assassinato do líder democrata-cristão [[Aldo Moro]] em 1978, um evento que afetou profundamente todo o país. Na década de 1980, pela primeira vez desde 1945, dois governos foram conduzidos por primeiros-ministros que não eram democratas-cristãos: um liberal ([[Giovanni Spadolini]]) e um socialista ([[Bettino Craxi]]), o Partido Democrata Cristão permaneceu, no entanto, como o principal partido do governo. Durante o governo Craxi, a economia recuperou e a Itália se tornou a quinta maior nação industrial do mundo, ganhando ingresso no [[G7]]. No entanto, como resultado de suas políticas de gastos, a [[dívida nacional]] italiana disparou durante a era Craxi, passando de 100% do [[produto interno bruto]] (PIB) pouco depois.<ref>{{citar web |url=https://www.economist.com/node/15212067 |titulo=Shameful honour |editor=[[The Economist]] |acessodata=12/6/2018 |data=7/1/2010}}</ref>
 
No início de 1990, a Itália enfrentou desafios significativos, devido aos eleitores — desencantados com a paralisia política, a dívida pública enorme e extensa [[Corrupção política|corrupção]] do sistema (conhecida como ''Tangentopoli'') descoberto pela "[[Operação Mãos Limpas]]" — exigirem reformas radicais. Os escândalos envolveram todos os principais partidos, mas especialmente os da [[coalizão]] de governo: o [[Democracia Cristã (Itália)|partido democrata-cristão]], que governou durante quase 50 anos, sofreu uma grave crise e acabou por ser dissolvido em 1994, divididindodividindo-se em várias facções. Os [[Partido Comunista Italiano|comunistas]] reorganizaram-se como uma força [[social-democrata]]. Durante os anos 1990 e 2000, o centro-direita (dominada pelo magnata da mídia [[Silvio Berlusconi]]) e coalizões de centro-esquerda governaram alternadamente o país, que entrou em um período prolongado de [[estagnação econômica]].<ref>Berlusconismo, in Treccani.it – Enciclopedie on line, Istituto dell'Enciclopedia Italiana, 2011.</ref>
 
== Geografia ==
| caption3 = Soldados do [[Exército Italiano]].
}}
O [[Exército da Itália|exército]], [[Marinha Italiana|marinha]], [[Força Aérea Italiana|força aérea]], [[Arma dos Carabineiros]] (''Carabinieri'') e a [[Guarda de Finanças]] coletivamente formam as forças armadas italianas, sob o comando do Conselho Supremo de Defesa, presidido pelo Presidente da República Italiana. Desde 1999, o serviço militar é voluntário.<ref>{{Citar web|url=http://www.difesa.it/Difesa-cittadino/Riforma+del+Servizio+Militare.htm |título=Lei n°6433 of&nbsp;3 de setembro de 1999 |publicado=Difesa.it|acessodata=30/10/2010|ligação inativa=maio de 2011}}</ref> Em 2010, o exército italiano tinha 293. 202 soldados ativos,<ref name="IISS">"The Military Balance 2010", pp. 141–145. [[International Institute for Strategic Studies]], 3/2/2010.</ref> dos quais 114. 778 na guarda nacional.<ref>{{Citar web|língua=Italian |url=http://www.difesa.it/NR/rdonlyres/5EF11493-59DD-4FB7-8485-F4258D9F5891/0/Nota_Aggiuntiva_2009.pdf |título=Nota aggiuntiva allo stato di previsione per la Difesa per l'anno 2009|autor=Ministério da Defesa da Itália|acessodata=27/4/2009|ligação inativa=maio de 2011}}</ref>
 
Os gastos militares italianos totais em 2010 foram os décimos maiores do mundo, situando-se em {{Tooltip num|35.8|1 000 000 000|bilhões|9|35800000000}} de dólares, equivalente a 1,7% do PIB nacional. A Itália faz parte da [[Organização do Tratado do Atlântico Norte]] (OTAN), uma aliança militar entre países da [[América do Norte]] e da [[Europa]]; fazendo parte do [[Quinteto da OTAN]], um diretório informal das [[grande potência|grandes potências]] que compõem a organização.<ref>{{citar web|url=https://www.academia.edu/3801512/The_Quint_Acknowledging_the_Existence_of_a_Big-Four_US_Directoire_at_the_Heart_of_the_European_Union_s_Foreign_Policy_Decision-Making_Process|título=The Quint: Acknowledging the Existence of a Big-Four – US Directoire at the Heart of the European Union’s Foreign Policy Decision-Making Process|obra=Academia.edu|acessodata=5/9/2016}}</ref><ref>{{citar web|url=https://books.google.it/books?id=-HlbZgdaa94C&pg=PA323&lpg=PA323&dq=NATO%20Quint&source=bl&ots=V9HnRBeW13&sig=1BIk6u6-d9H0pu8YQUbIg2vdWLA&hl=it&sa=X&ved=0CDIQ6AEwBzgKahUKEwil3pD2mZDHAhVHHh4KHUd7AGs|título=Global Engagement: Cooperation and Security in the 21st Century|primeiro =Janne|último =Nolan|data=1/12/2010|publicado=Brookings Institution Press|acessodata=5/9/2016|via=Google Books}}</ref>
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