Cosmografia: diferenças entre revisões

7 676 bytes adicionados ,  2 de outubro de 2020
m
Revisão Geral
m (Foram revertidas as edições de 189.122.122.58 (usando Huggle) (3.1.22))
m (Revisão Geral)
Etiquetas: Editor Visual Inserção do elemento "nowiki", possivelmente errônea
'''Cosmografia''' é a parte da [[astronomia]] que se preocupa com o estudo e descrição do [[universo]]. A palavra ''cosmografia'' foi utilizada pela primeira vez por [[Ptolemeu|Ptolomeu]] no [[século]] [[Século IV a.C.|IV a.C.]], para referir-se aos estudos do [[cosmo]]s e corpos celestes. No [[Reino de Portugal]] havia o cargo de [[cosmógrafo-mor]].
{{Sem-fontes|data=fevereiro de 2015}}
'''Cosmografia''' é a parte da [[astronomia]] que se preocupa com o estudo e descrição do [[universo]].
 
Uma ciência que mapeia as características gerais do cosmos ou universo, descrevendo o céu e a Terra (mas sem invadir a geografia ou astronomia). A obra do século 14 ''<nowiki/>'Aja'ib al-makhluqat wa-ghara'ib al-mawjudat,'' do médico persa Zakariya al-Qazwini, é considerada uma das primeiras obras da cosmografia.
A palavra ''cosmografia'' foi utilizada pela primeira vez por [[Ptolemeu|Ptolomeu]] no [[século]] [[Século IV a.C.|IV a.C.]], para referir-se aos estudos do [[cosmo]]s e corpos celestes.
 
A cosmografia tradicional [[Hinduísmo|hindu]], [[Budismo|budista]] e [[Jainismo|jainista]] esquematiza um universo centrado no [[Monte Meru]], rodeado por rios, continentes e [[Mar|mares]]. Essas cosmografias postulam um universo sendo repetidamente criado e destruído ao longo de ciclos de tempo de imensos comprimentos.
 
Em 1551, Martín Cortés de Albacar, de Zaragoza, Espanha, publicou ''Breve compendio de la esfera y del arte de navegar''. Traduzido para o inglês e reimpresso várias vezes, o trabalho foi de grande influência na Grã-Bretanha por muitos anos. Ele propôs cartas esféricas e mencionou o desvio magnético e a existência de [[pólos magnéticos]].
 
O livro ''Cosmographie de'' Peter Heylin, em 1652 (ampliado de seu ''Microcosmos'' de 1621), foi uma das primeiras tentativas de descrever o mundo inteiro em inglês, sendo a primeira descrição conhecida da Austrália e uma das primeiras da Califórnia. O livro tem 4 seções, examinando a geografia, política e culturas da Europa, Ásia, África e América, com um adendo em ''Terra Incognita'', incluindo [[Austrália]] e estendendo-se a Utopia, Fairyland e "Land of Chivalrie".
 
Em 1659, Thomas Porter publicou um ''Compendious Description of the Whole World'', menor, mas extenso, que também incluía uma cronologia dos eventos mundiais desde a Criação . Tudo isso fazia parte de uma tendência importante do Renascimento europeu para explorar (e talvez compreender) o mundo conhecido.
 
== Uso moderno ==
A palavra também era comumente usada por [[Buckminster Fuller]] em suas palestras.
 
Na astrofísica, o termo "cosmografia" está começando a ser usado para descrever tentativas de determinar a distribuição da [[matéria]] em grande escala e a cinemática do [[universo observável]], dependente da métrica de Friedmann-[[Lemaître]]-Robertson-Walker, mas independente da dependência temporal do fator de escala na composição matéria / energia do Universo.<ref>{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/329615|título=Gravitation and cosmology : principles and applications of the general theory of relativity|ultimo=Weinberg, Steven, 1933-|local=New York|oclc=329615}}</ref><ref>{{Citar periódico |titulo=Cosmography: Cosmology without the Einstein equations |url=http://link.springer.com/10.1007/s10714-005-0134-8 |jornal=General Relativity and Gravitation |data=2005-09 |issn=0001-7701 |paginas=1541–1548 |numero=9 |acessodata=2020-10-02 |doi=10.1007/s10714-005-0134-8 |lingua=en |primeiro=Matt |ultimo=Visser}}</ref>
 
Nas últimas décadas, a expansão em aceleração cósmica é um marco cosmológico descoberto. Não se sabia até então como uma série de mecanismos dinâmicos são propostos para dar explicação a um fenômeno misterioso na cosmografia. Embora a essência dela ainda não seja conhecida, existem tentativas teóricas que tentam dar explicação por meio da [[gravidade]] modificada e da energia escura.<ref>{{Citar periódico |titulo=What do we know about cosmography |url=http://dx.doi.org/10.1140/epjc/s10052-017-5005-4 |jornal=The European Physical Journal C |data=2017-06-29 |issn=1434-6044 |numero=7 |acessodata=2020-10-02 |doi=10.1140/epjc/s10052-017-5005-4 |primeiro=Ming-Jian |ultimo=Zhang |primeiro2=Hong |ultimo2=Li |primeiro3=Jun-Qing |ultimo3=Xia}}</ref> Um dos primeiros paradigmas é baseado na crença de que existe um oponente cósmico chamado energia escura. Muitas observações focam na região de alto redshift ([[desvio para o vermelho]]). Por exemplo, a [[supernova]] em uma compilação de análise de curva de luz conjunta (JLA) pode abranger a região do desvio para o vermelho até 1,3; o fundo cósmico de micro-ondas (CMB) pode até mesmo fazer uma retrospectiva do universo inicial em z ∼ {{Fmtn|1100}}. Para legitimar a expansão em alto redshift, eles introduziram uma parametrização redshift aprimorada y = z / (1 + z)<ref>{{Citar periódico |titulo=The Hubble series: convergence properties and redshift variables |url=http://dx.doi.org/10.1088/0264-9381/24/23/018 |jornal=Classical and Quantum Gravity |data=2007-11-21 |issn=0264-9381 |paginas=5985–5997 |numero=23 |acessodata=2020-10-02 |doi=10.1088/0264-9381/24/23/018 |primeiro=Céline |ultimo=Cattoën |primeiro2=Matt |ultimo2=Visser}}</ref> cosmografia no A expansão baseada em dados é matematicamente segura e útil, por causa de 0 <y <1, mesmo para o redshift alto. Mais tarde, alguns outros métodos de [[redshift]] também foram propostos.<ref>{{Citar periódico |titulo=Cosmography and constraints on the equation of state of the Universe in various parametrizations |url=http://dx.doi.org/10.1103/physrevd.86.123516 |jornal=Physical Review D |data=2012-12-14 |issn=1550-7998 |numero=12 |acessodata=2020-10-02 |doi=10.1103/physrevd.86.123516 |primeiro=Alejandro |ultimo=Aviles |primeiro2=Christine |ultimo2=Gruber |primeiro3=Orlando |ultimo3=Luongo |primeiro4=Hernando |ultimo4=Quevedo}}</ref>
 
== 'Cosmografia urbana' ==
Existem também outras formas de cosmografia recentemente descobertas, como a 'cosmografia urbana', que são ilustrações de cenas urbanas que descrevem as características físicas dos locais representados nas ilustrações. A representação das características físicas das cenas urbanas expressa uma ampla gama de crenças de forma implícita. Essas crenças representam o mundo que os cerca e os laços entre eles e os sistemas, instituições e ações humanas locais que enfrentam. Portanto, a ilustração de uma cidade representa uma forma de cosmografia que veio dos primeiros artesãos modernos na tentativa de compreender e representar os contornos do mundo, que eram conhecidos e desconhecidos. Mapas, a 'cosmografia urbana' usa a perspectiva para documentar a posição da cidade dentro de um universo que evolui continuamente em torno dela.<ref name=":0">{{Citar periódico |titulo=One city's ‘urban cosmography’ |url=http://dx.doi.org/10.1080/02665433.2013.860880 |jornal=Planning Perspectives |data=2014-01-02 |issn=0266-5433 |paginas=103–120 |numero=1 |acessodata=2020-10-02 |doi=10.1080/02665433.2013.860880 |primeiro=Jeremy |ultimo=Kargon}}</ref>
 
Um exemplo dessa "cosmografia urbana" é ''A cidade ideal,'' que se acredita ter sido pintada por Fra Carnevale por volta de 1480. ''A cidade ideal'' é uma pintura em painel que fez parte de três pinturas semelhantes que pertenceram ao [[duque de Urbino]]. A imagem apresentada nesta pintura representa um mundo que está para além do enquadramento da realidade urbana da época. No entanto, as formas arquitetônicas encontradas na pintura e a localização na cidade pintada eram uma representação precisa do que era a ordem das coisas na época. A ordem percebida das coisas na época tinha uma sensação aperfeiçoada, mas esta representação ainda conseguiu ilustrar e manter sua compreensão da realização futura e da ilustração.<ref name=":0" /> Essa é a 'cosmografia urbana' de Fra Carnevale afirmando a definição de 'cosmografia urbana' na qual é usada como uma ferramenta para a perspectiva documentar a posição da cidade dentro de um universo que evolui continuamente em torno dela. Existem muitas outras referências visuais ao longo da história e da arte que também são representações da 'cosmografia urbana'. Eles ofereceram uma visão ampla das cidades ao longo do tempo e a perspectiva das pessoas que vivem nelas.
 
== Referências ==
 
No [[Reino de Portugal]] havia o cargo de [[cosmógrafo-mor]].
 
{{esboço-astronomia}}
{{Portal3|Astronomia}}