Diferenças entre edições de "João Rodrigues Pereira de Almeida"

9 bytes removidos ,  21h48min de 17 de outubro de 2020
sem resumo de edição
Era filho de José Pereira de Almeida, um dos maiores negociantes de grosso de Lisboa nas últimas décadas do século XVIII, e foi enviado ao Rio de Janeiro ainda jovem para trabalhar na casa comercial Avelar & Santos de seu tio materno [[Antonio Ribeiro de Avelar]]. Após a morte do tio em 1794 assumiu muitos de seus negócios no comércio de [[charque]] e couro gaúchos e nos contratos de dízimos reais. Conforme o negócio foi crescendo passou a operar também no tráfico de escravos africanos. Representava no Rio de Janeiro a firma portuguesa Joaquim Pereira de Almeida & Companhia, de propriedade de seus irmãos mais velhos, e participava através dela nas trocas comerciais entre Portugal, Brasil, África e Índia.<ref>{{citar periódico |url=http://pphist.propesp.ufpa.br/ARQUIVOS/anais/Vol.%205%20-%20Poderes,%20Neg%C3%B3cios%20e%20Saberes.pdf |titulo=“Comércio de carne humana” e outros negócios no Rio de Janeiro: a atuação do homem de negócio João Rodrigues Pereira de Almeida e da firma Joaquim Pereira de Almeida & Co., 1794-1830 |data=2014 |acessodata=16 de outubro de 2020 |publicado=Anais do IV Encontro Internacional de História Colonial. Poderes, Negócios e Saberes: elites plurais num império multifacetado |ultimo=Guimarães |primeiro=Carlos Gabriel}}</ref>
 
Solicitou em 1802 uma sesmaria às margens do [[rio Paraíba do Sul]], posteriormente anexada à fazenda Ubá comprada de seu tio [[capitão José Rodrigues da Cruz]] em 1 de março de 1806. Ubá funcionou por muitos anos como um engenho de açúcar mas foi convertida mais tarde em uma das primeiras [[Produção de café no Brasil|fazendas de café]] do vale do Paraíba. O título do baronato faz referência ao local, hoje parcialmente ocupado pela sede do distrito de Andrade Pinto no município de [[Vassouras|Vassouras-RJ]].<ref>{{citar web |ultimo=Secretaria de Estado da Cultura - RJ |primeiro=Instituto Estadual do Patrimônio Cultural |url=http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/19_faz-uba.pdf |titulo=Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense |data=2009 |acessodata=16 de outubro de 2020 |publicado=Instituto Cidade Viva}}</ref> A fazenda Ubá foi visitada e descrita pelo botânico francês [[Auguste de Saint-Hilaire]], amigo pessoal de João Rodrigues, que passou uma temporada ali em sua primeira viagem ao interior fluminense.<ref>{{citar livro|título=Voyage dans les provinces de Rio de Janeiro et de Minas Geraes|ultimo=Saint-Hilaire|primeiro=Auguste|editora=Grimbert et Dorez|ano=1830|local=Paris|página=|páginas=}}</ref>
 
Foi o construtor e primeiro proprietário do imóvel no [[Campo de Santana (Rio de Janeiro)|Campo de Santana]] vendido à Coroa em 16 de setembro de 1818 para instalação do Museu Real, antecessor do [[Museu Nacional (Rio de Janeiro)|Museu Nacional]]. O prédio é atualmente ocupado pelo [[Museu Casa da Moeda do Brasil]].
79

edições