Diferenças entre edições de "Vicente Celestino"

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|fundo =cantor_solo
|imagem_legenda=Vicente Celestino, 1935
|Nome Completo =Antônio Vicente FilippeFilipe Celestino
|origem =[[Rio de Janeiro]], [[Rio de Janeiro (estado)|RJ]]
|nacionalidade ={{BRAn|o}}
|tipo vocal =[[tenor]]
}}
'''Antônio Vicente FilippeFilipe Celestino''' ([[Rio de Janeiro]], 12 de setembro de 1894 — [[São Paulo]], 23 de agosto de 1968) foi um [[canto (música)|cantor]] [[Ítalo-brasileirobrasil]]eiro famoso na primeira metade do [[século XX]].<ref>{{CravoAlbin|vicente-celestino|Vicente Celestino}}</ref>
 
== Biografia ==
Celestino nasceu na rua do Paraíso no bairro de [[Santa Teresa (Rio de Janeiro)|Santa Teresa]] em 12 de setembro de 1894, embora tenha sido registrado como nascido no dia 22 do mesmo mês e ano. Outra divergência encontra-se na ordem de seus prenomes, pois foi registrado como "FilippeFilipe Antônio Vicente", mas durante sua vida assinou "AntonioAntônio Vicente FilippeFilipe"<ref>{{citar web|URL=https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-6X9Q-BTJ?i=17&cc=1582573|título=Assento de nascimento de Vicente Celestino|autor=Registro civil da 3ª. circunscrição do Rio de Janeiro|data=1894-09-22|publicado=|acessodata=2019-03-04}}</ref>. Primeiro filho de JoséGiuseppe Celestino e Serafina GammeraGammaro, [[imigração italiana no Brasil|imigrantes italianos]] originários da [[Calábria]], Celestino teve onze irmãos, dos quais cinco eram mulheres e seis eram homens. Cinco De seus irmãos homens dedicaram-se ao [[Canto (música)|canto]] e um ao [[teatro]] um exemplo foi seu irmão [[Amadeu Celestino]]<ref>{{Citation | URL = http://www.terra.com.br/istoegente/45/testemunha/ | work = Testemunhas do Século | title = Amadeu Celestino, 90 anos | publisher = Terra}}.</ref>). Desde os oito anos, por sua origem humilde, Celestino teve de trabalhar como sapateiro, vendedor de peixe, jornaleiro e, já rapaz, chefe de seção numa indústria de calçados.
 
Começou cantando para conhecidos e era fã de [[Enrico Caruso]]. Antes do teatro cantava em festas, [[serenata]]s e [[sarau|chopes-cantantes]]. Estreou profissionalmente cantando a [[valsa]] ''Flor do Mal'' no [[teatro São José]] e fez muito sucesso e, também, entrou no seu primeiro disco vendendo milhares de cópias em 1915 na [[Odeon Records|Odeon]] (Casa Edison).
 
Foi o primeiro cantor a gravar o [[hino nacional brasileiro]].<ref>http://www.revistafenix.pro.br/PDF27/ARTIGO_06_RAFAEL_ROSA_HAGEMEYER_FENIX_SET_DEZ_2011.pdf</ref>.
 
Com 10026 anos, emde 1920 aos 26 anos,idade Vicente montou uma companhia de operetas, mas sem nunca deixar o [[carnaval]]esco de lado, emplacando sucessos como ''Urubu Subiu''. Rapidamente, depois de oportunidade no teatro, alcançou renome. Formou companhias de revistas e operetas com atrizes-cantoras, primeiro com Laís Areda e depois com Carmen Dora. As excursões pelo [[Brasil]] renderam-lhe muito dinheiro e só fizeram aumentar sua popularidade. Nos anos 20, reinava absoluto como ídolo da canção. Vicente Celestino teve uma das mais longas carreiras entre os cantores brasileiros. Quando morreu, às vésperas dos 74 anos, no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na famosa gafieira "Pérola Negra", que seria gravado para um programa de televisão.
[[Ficheiro:Vicente Celestino e Gilda Abreu, 1933.tif|esquerda|miniaturadaimagem|Vicente Celestino e [[Gilda Abreu]], 1933.]]
Na fase mecânica de gravação, fez cerca de 28 discos com 52 canções. Com a gravação elétrica, em 1927, sentiu uma certa inaptaçãodificuldade quanto ao rendimento técnico, logo superada. Aí recomeçaria os sucessos cantados em todo o Brasil. Em 1935 a RCA Victor contratou-o, sendo praticamente sua única gravadora até morrer. No total, gravou em 78 RPM cerca de 137 discos com 265 canções, mais dez compactos e 31 LPs, nestes também incluídas reedições dos 78 RPM.
 
Vicente Celestino, que tocava violão e piano, foi o compositor inspirado de muitas das suas criações. Duas delas dariam o tema, mais tarde, para dois filmes de enorme público: ''[[O Ébrio (filme)|O Ébrio]]'' (1946), que foi transformada em filme por sua esposa, e ''[[Coração Materno]]'' (1951). Neles Vicente foi dirigido por sua mulher [[Gilda Abreu]] (1904-1979), cantora, escritora, atriz e cineasta.
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