Diferenças entre edições de "Karl Lueger"

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A primeira gazeta do partido, claramente demagógica, o ''Illustrierte Wiener Volkszeitung'', tinha como sub-título "Órgão dos antissemitas". Embora cedo moderasse o seu ódio, dizia sempre que ele "determinava quem é judeu ou não", prelúdio para terríveis consequências a partir de 1933.<ref>J. Riedl, ''Viena infame e genial'', Anaya-Mario Muchnik, 1995, p. 139.</ref> Em vão o cardeal de Praga, [[Franziskus von Paula Schönborn]], pediu ao [[Papa Leão XIII]] que suspendesse o apoio papal ao partido de Lueger (cuja foto figurava no escritório do Papa).<ref>J. Riedl, ''Viena infame y genial'', 1995, p. 140.</ref>
 
Foi eleito presidente da câmara de Viena em 1895, mas só pode tomar posse em 1897 devido ao veto imperial, causado pelos seus ódios, e esteve no posto até 1910, quando morreu. Desde então, dominou a vida pública vienense e converteu-se em figura célebre, quase tão conhecida como o Imperador. As suas ações estenderam-se desde a suspensão vigorosa do poder da igreja católica, por exemplo tentando "reconquistar as universidades fundadas pelas nossas igrejas" (universidades a que tinham acesso livre os austro-judeus), até ações renovadoras, parciais mas eficazes: municipalizar o gás, eletrificar transportes públicos, estender a iluminação pública, regular o Danúbio. Tudo isto foi realizado com apoio da banca alemã (Deutsche Bank). Estas tarefas sociais, por certo, foram desenvolvidas com amplitude e com uma perspectiva social muito distinta, desde 1920, pelos social-democratas, que transformaram definitivamente a cidade em mais de uma década. <ref>W. Johnston, ''L'esprit viennois'', pp. 69-72</ref>
 
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