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== Reprodução ==
Entre os vertebrados, os anfíbios são caracterizados por uma grande diversidade de modos reprodutivos e tipos de cuidados parentais.<ref name=":0" /> Na ordem Gymnophiona, há oviparidade com desenvolvimento direto ou indireto, bem como viviparidade.<ref>Gower, D. J.;  Wilkinson, M. 2009. Gymnophiona. pp. 369-372. In: S. B. Hedges and S. Kumar (Eds.), The Timetree of Life. Oxford University Press, New York</ref> Embora este grupo possa apresentarapresente diversos habitats ecológicos, com variações morfológicas, fisiológicas e comportamentais associadas,<ref>Jared, C.; Navas, C. A.; Toledo, R. C. 1999. An appreciation of the physiology and morphology of the Caecilians (Amphibian: Gymnophiona). Comparative Biochemistry and Physiology, 123:313-328.</ref> sua diversidade reprodutiva ainda é pouco investigada.<ref name=":0">Gomes, A. D., Moreira, R. G., Navas, C. A., Antoniazzi, M. M., & Jared, C. 2012. Review of the reproductive biology of caecilians (Amphibia, Gymnophiona). South American Journal of Herpetology, 191-202.</ref> Entre os vertebrados, os anfíbios são caracterizados por uma grande diversidade de modos reprodutivos e tipos de cuidados parentais<ref name=":0" /> Na ordem Gymnophiona, há oviparidade com desenvolvimento direto ou indireto, bem como viviparidade.<ref>Gower, D. J.;  Wilkinson, M. 2009. Gymnophiona. pp. 369-372. In: S. B. Hedges and S. Kumar (Eds.), The Timetree of Life. Oxford University Press, New York</ref>
 
=== Dimorfismo sexual ===
O dimorfismo sexual em cecílias tem sidoé pouco estudado., Algunsmas alguns  padrões morfológicos têm sido usados ​​para a identificação do gênero, como a presença de glândulas anais, formato da [[cloaca]] e número de vértebras e correspondentes anéis tegumentares.<ref name=":0" /> Para algumas espécies, o tamanho da cabeça tem sido utilizado como um bom indicador de gênero, pois esse caráter parece estar relacionado à defesa territorial. Os machos de ''[[Schistometopum thomense]]'' usam suas cabeças largas para segurar as fêmeas durante o acasalamento, <ref>Delêtre, M.; Measey, G. J. 2004. Sexual selection vs ecological causation in a sexually dimorphic caecilian, Schistometopum thomense (Amphibia: Gymnophiona: Caecilidae). Ethology Ecology & Evolution, 16(3):243-253.</ref>uma característica que nunca foi observada em outras espécies. Em ''Boulengerula taitanus'', em média, os machos são em média mais longos do que as fêmeas.<ref>Malonza, P. K.; Measey, G. J. 2005. Life history of an African caecilian: Boulengerula taitanus Loveridge 1935 (Amphibia Gymnophiona Caecilidae). Tropical Zoology, 18:9-66.</ref> Em ''[[Ichthyophis]]'' cf. ''kohtaoensis'', emas médiafêmeas e segundoseus descrições,discos ascloacais fêmeassão, assimem comomédia seuse discossegundo cloacaisdescrições, são maiores do que os machos.<ref>Kupfer, A. 2009. Sexual size dimorphism in caecilian amphibians: analysis, review and directions for future research. Zoology, 112:362-369. </ref> Em relação ao ''[[Siphonops annulatus]]'' há completa ausência de caracteres externos que possibilitem o  diferenciação entre os sexos.<ref name=":0" />
 
=== Sistema reprodutor ===
 
===== Ovários =====
O sistema genital feminino é composto por um par de [[Ovário|ovários]] alongados que são caracterizados pela presença de [[Folículo ovariano|folículos]] e [[Ovócito|ovócitos]] em diferentes estágios de desenvolvimento, um par de [[Oviduto|ovidutos]] e uma cloaca, particularmente adaptada à fertilização interna.<ref name=":11">Tonutti, E. 1931. Beitrag zur Kenntnis der Gymnophionen. XV. Das Genital-system. Morphologisches Jahrbuch, 68:151-292.</ref><ref>Spengel, J. W. 1876. Das Urogenital system der amphibien. I. Theil, Der anatomishe ban des urogenital system. Arbeiten aus dem Zoologisch-Zootomischen Institut in Würzburg, 3:51-114.</ref><ref>Exbrayat, J. M. 1996. Croissance et cycle du cloaque chez ''Typhlonectes comressicaudus'' (Duméril et Bibron, 1841), Amphibien Gymnophione. Bulletin de la Société Zoologique de France, 64:37-50.</ref> Ao redor das [[gônadas]], os corpos adiposos estão presentes e variam em volume dependendo do estágio do ciclo sexual e da manutenção dos embriões no interior dos ovidutos (em espécies vivíparas).<ref name=":11" /><ref>Smita, M.; Oommen, O. V.; George, J. M.;  Akbarsha, M. A.. 2005. Sertoli cells in the testis of caecilians Ichthyophis tricolor e Uraeotyphlus narayani (Amphibia: Gymnophiona): light and electron microscopic perspective. Journal of Morphology, 258:317-326.</ref><ref>Smita, M.; Jancy, M. G.; Akbarsha, M. A.; Oommen, O. V. 2003. Ameboid cells in spermatogenic cysts of caecilian testis. Journal of Morphology, 263:340-355</ref><ref>Smita, M., Oommen, O. V.; Jancy, M. G.; Akbarsha, M. A. 2004. Stages in spermatogenesis of two species of caecilians, ''Ichthyophis'' ''tricolor'' and ''Uraeotyphlus'' cf. ''narayani'' (Amphibia: Gymnophiona): light and electron microscopic study. Journal of Morphology, 261:2-104.</ref><ref>Exbrayat, J. M.; Delsol, M. 1988. Oviparité et développement intrauterine chez les Gymnophiones. Bulletin de la Société Herpétologique de France, 45:27-36.</ref> Os ovários são estruturas pareadas dentro da cavidade corporal, localizadas paralelamente aos rins e ao trato digestivo. Cada ovário está conectado ao respectivo rim por uma folha de tecido conjuntivo (mesovário) e à gordura corporal por outra folha de tecido conjuntivo. Assim, como em outros vertebrados, os ovários das cecílias não estão diretamente conectados aos ovidutos.<ref name=":7">Exbrayat, J. M.; Estabel, J. 2006. Anatomy with particular reference to the reproductive system. pp. 275-290. In: J. M. Exbrayat (Ed.), Reproductive Biology and Phylogeny of Gymnophiona (caecilians). Science Publishers, New Hampshire.</ref>
 
===== Oogênese =====
Comparado a espermatogênese,<ref name=":1">Tonutti, E. 1931. Beitrag zur Kenntnis der Gymnophionen. XV. Das Genital-system. Morphologisches Jahrbuch, 68:151-292.</ref><ref name=":2">Exbrayat, J. M. 2006b. Oogenesis and Folliculogenesis. pp. 275-290. In: J. M. Exbrayat (Ed.), Reproductive Biology and Phylogeny of Gymnophiona (caecilians). Science Publishers, New Hampshire.</ref> não há um estudo igualmente preciso sobre os estágios da [[oogênese]].<ref name=":0" /> Segundo descrições gerais de oócitos e folículos em ''[[Chthonerpeton indistinctum]]'', ''[[Typhlonectes compressicauda]]'', ''[[Ichthyophis beddomei]]'' e ''[[Siphonops annulatus]]'', foram feitas diferentes divisões em relação aos estágios de desenvolvimento<ref name=":8">Wake, M. H. 1968. Evolutionary morphology of the Caecilian urogenital system. Part I: the gonads and fat bodies. Journal of Morphology, 126:291-332.</ref><ref name=":3">Masood-Parveez, U. and V. B. Nadkarni. 1993. The ovarian cycle in an oviparous gymnophione amphibian, Ichthyophis beddomei (Peters). Journal of Herpetology, 27:59-63.</ref><ref>Masood-Parveez, U. 1987. Some aspects of reproduction in the female Apodan Amphibian Ichthyophis. PhD., Karnatak University, Dharwad, India. </ref><ref name=":9">Gomes, A. D. 2010. Caracterização endócrina e metabólica do ciclo reprodutivo de cecílias dermatófagas Siphonops annulatus (Caecilian, Gymnophiona, Amphibian) ao longo do ciclo reprodutivo. Dissertação de mestrado. Universidade de São Paulo, São Paulo, 120 pp.</ref><ref name=":10">Exbrayat, J. M. 1986. Le testicule de Typhlonectes compressicaudus; structure, ultrastructure, croissance et cycle de reproduction. Mémoire de la Societe Zoologique de France, 43:121-132.</ref><ref>Exbrayat. J. M.; Collenot, G. 1983. Quelques aspects de l’évolution de l’ovaire de Typhlonectes compressicaudus (Duméril et Bibron, 1841), Batracien Apode vivipare. Etude quantitative et histochimique des corps jaunes. Reproduction Nutrition Developmental, 23:889-898.</ref><ref name=":4">Exbrayat, J. M. 1983. Premières observations sur le cycle annuel de l’ovaire de Typhlonectes compressicaudus (Duméril et Bibron, 1841), Batracien Apode vivipare. Comptes Rendus de l’Académie des Sciences, Sciences de La Vie, 296:493-498.</ref><ref name=":5">Berois, N.; Sá, R. 1988. Histology of the ovaries and fat bodies of Chthonerpeton indistinctum. Journal of Herpetology, 22:146-151.</ref> e uma delas conseguiconseguiu resumir a [[oogênese]] em seis estágios:<ref name=":2" /> [[Oogónias|oogônias]] agrupadas em ninhos germinativos (A), presença de ninhos germinativos com [[oócitos]] primários circundados por células foliculares achatadas (B), oócitos pré-vitelogênicos redondos com núcleos centrais arredondados coMcom nucléolos e cromatina granular (C), citoplasma do oócito contendo grânulos de vitelo que pressionam o núcleo contra a parede do oócito que é circundado pela zona pelúcida e células foliculares prismáticas (D), predominância de folículos atréticos (E) e presença de [[corpo lúteo]].<ref name=":2" /><ref name=":1" />[[Ficheiro:Oócito_de_Siphonops_annulatus_em_estágio_D.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|338x338px|Oócito de ''[[Siphonops annulatus]]'' em estágio D, com citoplasma do oócito contendo grânulos (região escura com pontos) de vitelo (Cy - Citoplasma; FL - camada folicular; Nu - núcleo; OoIII - oócito tipo III). Adaptado de Gomes (2012). ]]
Em geral, os ninhos germinativos são encontrados durante o ciclo sexual com diversas variações de acordo com a espécie.<ref name=":0" /> Em ''[[Chthonerpeton indistinctum]]'', os ninhos germinativos foram observados junto com o corpo lúteo.<ref name=":5" /> Em [[Typhlonectes compressicauda]], os ninhos são particularmente bem desenvolvidos durante o ciclo sexual em fêmeas grávidas e não grávidas''.''<ref name=":4" /> Já em ''[[Ichthyophis beddomei]]'', [[Oogónias|oogônias]] são observadas apenas durante o período reprodutivo.<ref name=":3" /> Isso indicamindica que a oogênese é contínua ao longo do ciclo sexual, com aumento no início do período reprodutivo. Em espécies ovíparas e vivíparas, vários oócitos degeneram antes oviposição, principalmente durante o período não reprodutivo.<ref name=":0" /> Então, quando os [[Ovócito|oócitos]] atingem um estágio crítico, podem ser depositados se o período for propício ou, podem degenerar se não for, podem degenerar, demonstrando que a [[oogênese]] em cobras-cegas parece ser contínua ao longo do ano.<ref name=":2" />
 
===== Estrutura e função do oviduto =====
Os [[Oviduto|ovidutos]], essenciais para a condução dos ovos ao longo do trato reprodutivo, são derivados dos [[Ductos de Müller|dutos de Müller.]]<ref name=":0" /> Durante a [[Embriogénese|embriogênese]], os dutos de Müller estão inicialmente presentes em ambos os sexos, porém, no sexo feminino, eles se diferenciam formando os ovidutos que, ao final do desenvolvimento embrionário, se conectam à cloaca.<ref name=":6">Wake, M. H. 1970. Evolutionary morphology of the caecilian urogenital system. Part II. The kidneys and urogenital ducts. Acta Anatomica, 75:321-358.</ref>
[[Ficheiro:Um monte de ovos recém postos de Ichthyophis glutinosa.jpg|miniaturadaimagem|256x256px|Um monte de ovos recém postos de ''[[Ichthyophis glutinosus|Ichthyophis glutinosa]]''. Adaptado de Gadow (1909).]]
Nos [[anfíbios]], à medida que os ovos passam ao longo dos ovidutos, eles são revestidos por muitas substâncias secretadas por regiões do epitélio ovidutal, formando uma cápsula gelatinosa composta por várias camadas.<ref name=":0" /> Essas camadas variam interespecificamenteentre as espécies em número e composição, embora sua constituição seja principalmente de mucopolissacarídeos e mucoproteínas.<ref>Salthe, N. S. Mecham, J. S. 1974. Reproductive and courtship patterns. pp. 309-521. In: B. Lofts (Eds.), Physiology of Amphibia, Vol. 2. Academic Press, NewYork.</ref> As cápsulas gelatinosas têm muitas funções diferentes, como ação fungicidas, ligação dos ovos, ancoragem do substrato, regulação da temperatura e osmolaridade.<ref>Wake, M. H. Dickied, R. 1998. Oviduct structure and function and reproductive modes in Amphibians. The Journal of Experimental Zoology, 282:477-506</ref>
 
Os ovidutos de cecílias vivíparas são muito mais conhecidos do que os das ovíparas. Isso possivelmente se deve à descoberta do leite uterino, substância nutritiva secretada pela parede do oviduto de cecílias vivíparas.<ref name=":0" /> Segundo descrição da morfologia do oviduto em algumas espécies, foi possível notar que o oviduto das fêmeas não grávidas é caracterizado por um epitélio fino e não secretor que é semelhante ao das fêmeas ovíparas. No início da gestação, porém, o oviduto apresenta epitélio proliferativo, mas ainda apresenta projeções de tecido conjuntivo pouco desenvolvidas. Testes histoquímicos desse epitélio determinaram a presença de aminoácidos e carboidratos, precursores do leite uterino. Na próxima fase, os dutos já apresentam considerável proliferação de projeções de tecido conjuntivo e epitélio. No final da gravidez, o oviduto secreta o leite uterino, que contém quantidades crescentes de lipídios.<ref name=":6" /> Finalmente, após o nascimento, o epitélio recrudesce<ref>Welsch, U.; Müller, M.; Schubert, C. 1977. Elektronenmikroskopische und histochemische Beobachtungen zur Fortpflanzungsbiologie viviparer Gymnophionen (Chthonerpeton indistinctum). Zoolische Jahrbücher. Abteilung für Anatomie und Ontogenie der Tiere,97:532-549.</ref> e as células epiteliais degeneram.<ref>Hraoui-Bloquet, S., Scudie, G.; Exbrayat, J. M. 1994. Aspects ultrastructuraux de l’evolution de la muqueuse uterine au cours de la gestation chez Typhlonectes compressicaudus.Amphibien Gymnophione vivipara.</ref>
===== Testículos =====
[[Ficheiro:Testículos de Siphonops annulatus.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|327x327px|Testículos de ''[[Siphonops annulatus|Siphonops annulatus.]]'' Eles são geralmente emparelhados, alongados e compostos por uma série de lobos ovais. Os corpos gordurosos ligados por tecido conjuntivo correm paralelamente aos testículos (FB - Corpo adiposo; TE - testículos). Adaptado de Gomes (2012). ]]
Os [[Testículo|testículos]] das cecílias são geralmente emparelhados, alongados e compostos por uma série de lóbulos ovais. Estes lóbulos são interligados por um duto central e por muitos dutos transversais que transportam os espermatozoides para a cloaca.<ref>Noble, G. K. 1931. The Biology of the Amphibia. McGraw-Hill, New York.</ref> A região posterior da cloaca, chamada de falodeu, ése evertidaeverte para formarformando um falo que é, utilizado para fertilização interna.<ref>Gower, D. J.; Wilkinson, M. 2002. Phallus morphology in caecilians (Amphibia, Gymnophiona) and its systematics utility. Bulletin of the Natural History Museum. Zoology, 68:143-154.</ref>
[[Ficheiro:Geotrypetes seraphini (Gymnophiona Caeciliidae), lateral (left), dorsal (central) and ventral (right) view of the everted phallus.jpg|miniaturadaimagem|351x351px|Falo evertido de ''[[Geotrypetes seraphini]]'' (Gymnophiona: Caeciliidae) em vista lateral (esquerda), dorsal (central) e ventral (direita). Adapatdo de Kupfer (2010).]]
Corpos gordurosos ligados por tecido conjuntivo correm paralelos aos testículos.<ref name=":7" /> Os dutos de Müller são mantidos em machos adultos e são diferenciados em glândulas funcionais que secretam fluido liberado na cloaca.<ref>George, J. M. M.; Smita, B.; Kadalmani, R.; Girija, O. V. Oommen, and A. Akbarsha. 2005. Contribution of the secretory material of Caecilian (Amphibia:Gymnophiona) male Mullerian gland to motility of sperm: a study in Uraeotyphlus narayani. Journal of Morphology, 263:227-237.</ref><ref>Exbrayat, J. M. 1985. Cycle des canaux de Müller chez le mâle adulte de Typhlonectes compressicaudus (Duméril et Bibron, 1841), Amphibien Apode. Comptes Rendus de l’Académie des Sciences, Sciences de La Vie, 301:507-512.</ref><ref>George, J. M., Smita, M.; Kadalmani, B.; Girija, R.; Oommen, O. V.; Akbarsha, A. 2004. Secretory and basal cells of the epithelium of the tubular glands in the male Mullerian gland of the Caecilian Uraeotyophlus narayani (Amphibia:Gymnophiona). Journal of Morphology, 262:760-769.</ref><ref>Wake, M. H. 1981. Structure and function of the male Mullerian gland in Caecilians (Amphibia: Gymnophiona), with comments on its evolutionary significance. Journal of Herpetology, 15:17-22.</ref>
 
O número e tamanho dos lóbulos testiculares pode variar intraespecificamente ou não, como ocorre em ''[[Rhinatrema]]'' sp..<ref name=":8" /> Em ''[[Uraeotyphlus oxyurus]]'', os lobos centrais são maiores, enquanto que em ''[[Geotrypetes seraphini|Geotrypetes seraphinii]]'', ''Lutkenotyplus brasiliensis'', ''[[Chthonerpeton viviparum]]'', ''[[Typhlonectes compressicauda]]''<ref name=":10" /> e ''[[Siphonops annulatus|S. annulatus]]''<ref name=":9" />, os lobos anteriores ou posteriores são os maiores.<ref name=":0" /> Em geral, esta variação parece não estar relacionada com o tamanho ou idade dos animais.<ref>Smita, M., Oommen, O. V.; Jancy, M. G.; Akbarsha, M. A. 2004. Stages in spermatogenesis of two species of caecilians, Ichthyophis tricolor and Uraeotyphlus cf. narayani (Amphibia: Gymnophiona): light and electron microscopic study. Journal of Morphology, 261:2-104.</ref><ref>Smita, M.; Jancy, M. G.; Akbarsha, M. A.; Oommen, O. V. 2003. Ameboid cells in spermatogenic cysts of caecilian testis. Journal of Morphology, 263:340-355.</ref><ref name=":12">Smita, M.; Oommen, O. V.; George, J. M.;  Akbarsha, M. A.. 2005. Sertoli cells in the testis of caecilians Ichthyophis tricolor e Uraeotyphlus narayani (Amphibia: Gymnophiona): light and electron microscopic perspective. Journal of Morphology, 258:317-326.</ref>
 
===== Espermatogênese =====
[[Ficheiro:Duto espermático de Siphonops annulatus.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|294x294px|Duto espermático de ''[[Siphonops annulatus]]'' contendo células de esperma compostas de cabeça, peça intermediária e flagelo (DE -Epitélio do duto; Fl - flagelo; H - cabeça; Mp - peça média; SD - duto espermático; SM - esperma). Adaptado de Gomes (2012).]]
Na [[espermatogênese]], os lobos testiculares são formados por células germinativas em diferentes fases de desenvolvimento e maturação. Portanto, existem diferentes gerações de células espermatogênicas no mesmo lóbulo, variando desde as espermatogônias primárias até os espermatozoides completamente desenvolvidos e maduros.<ref name=":0" /> Segundo descrições da espermatogênese em algumas espécies, podempode-se identificadasidentificar seis,<ref name=":13">Seshachar, B. R. 1937. The spermatogenesis of Ichthyophis glutinosus (Linn). II The meiotic divisions. Zeitschrift für Zellforschung und Mikroskopische Anatomie, 26:133-158.</ref> sete, <ref name=":11" /><ref>Exbrayat, J. M. 1996. Croissance et cycle du cloaque chez Typhlonectes comressicaudus (Duméril et Bibron, 1841), Amphibien Gymnophione. Bulletin de la Société Zoologique de France, 64:37-50.</ref><ref>Spengel, J. W. 1876. Das Urogenital system der amphibien. I. Theil, Der anatomishe ban des urogenital system. Arbeiten aus dem Zoologisch-Zootomischen Institut in Würzburg, 3:51-114.</ref> ou até oito<ref>Exbrayat, J. M.; Sentis, P. 1982. Homogeneite du testicule etcycle annual chez Typhlonectes compressicuadus. Academic Science Paris, 292:417-420.</ref> fases de diferenciação entre as células germinativas.
 
Durante a espermatogênese, as células germinativas dos testículos estão estreitamente associadas às [[Célula de Sertoli|células de Sertoli]]. Existem células amebóides nos dutos espermáticos, juntamente com o esperma,. A abundância e o tamanho Asdas células [[Ameboide|ameboides]] e sua abundância aumentaaumentam com o avanço da fase de maturação. A origem e a função destas células ameboides são pouco conhecidas, mas estudos indicam função fagocitária.<ref name=":12" />
 
Ademais, as cecílias apresentam uma matriz gordurosa dentro dos lóbulos testiculares que não está presente em outros grupos anfíbios. Esta matriz é composta essencialmente de gordura, um produto nutricional que suporta e mantém as células germinativas no lóbulo.<ref name=":13" />
=== '''Fertilização''' ===
Todas apresentam fertilização interna. Os machos têminserem um órgão chamadoo falodeu*, que lembra a estrutura de um pênis, mas que na verdade é uma região modificada de sua cloaca. Esse órgão é inserido na cloaca da fêmea para a transferência de espermatozoides. A fêmea secreta uma substância glicoproteica que facilita a penetração e que mantém os espermatozóides vivos até a fertilização, que ocorre no oviduto.<ref name=":0" />
 
=== '''Desenvolvimento''' ===
As cecílias podem ser ovíparas, ou vivíparas<ref name=":0" />, sendo majoritariamente vivíparas<ref name=":14" />. Nas ovíparas, há um intervalo de tempo entre a fertilização e a oviposição, que pode variar entre as espécies. Além disso, oO estágio de desenvolvimento dos embriões dentro dos ovos já postos também pode variar entre as diferentes espécies também. AsAlém disso, as cecílias parecem conseguir também retardar a postura dos ovos até acharem um local adequado<ref name=":0" />. SeuGrande desenvolvimentoquantidade podede servitelo diretopermanece ouaté indireto.o Nestefinal últimodo casodesenvolvimento, ocorrepossivelmente apois eclosãoo devitelo umadeve larvadurar aquáticaaté dea vida livreeclosão<ref name=":140" />. GrandeO quantidadedesenvolvimento depode viteloser permanecedireto atéou oindireto, finalno doqual desenvolvimento,ocorre possivelmentea poiseclosão ode vitelouma develarva duraraquática atéde avida eclosãolivre<ref name=":014" />.
 
Nas espécies vivíparas, os embriões se desenvolvem no oviduto, nascendo já metamorfoseados. A princípio, sua nutrição é obtida pelo vitelo<ref name=":14" />, maso logo elequal é totalmenterapidamente consumido pelo embrião<ref name=":0" />. Após issoDepois, os filhotes se nutrem do<ref name=":14" /> leite uterino<ref name=":0" />, que é uma secreção rica em lipídio. Para que ele seja liberado, os filhotes raspam a parede do oviduto da mãe com sua dentição fetal especializada, caracterizando um caso de matrotrofia.
 
O tamanho dos ovos das espécies ovíparas de desenvolvimento larval varia entre 8 e 10 mm. Já os das espécies vivíparas variam entre 3 e 6 mm<ref name=":14" />. Em geral, as fases da embriogênese, como desenvolvimento de órgãos sensoriais, brânquias e dentes fetais, são mais longas nos ovíparos que nos vivíparos. Nos ovíparos, o tempo da oviposição até a eclosão é de cerca de três meses, com estágios larvais de até um ano (gênero ''Ichthyophis''). Nas vivíparas, a embriogênese termina dentro do oviduto, comsendo a larva sendo mantida nele de 7 a 9 meses.
 
=== '''Composição do vitelo''' ===
A quantidade de vitelo do ovo varia de acordo com o padrão de desenvolvimento embrionário e com a quantidade de nutrientes que o embrião precisa. Os ovos dos anfíbios são em sua maioria telolécitos, ou seja, grandes e com bastante vitelo. Nesse grupo, o vitelo é constituído principalmente de fosvitina e lipovitelina, além de várias proteínas, carboidratos e lipídios. No entanto, poucoainda sabe-se sabe aindapouco sobre a composição do vitelo em cecílias. Em geral, os lipídios e proteínas são abundantes, no vitelo. Sendosendo os lipídios a principal fonte de energia durante a embriogênese. Eles devem devem estar presentes no vitelo na quantidade necessária no caso de ovíparos, mas podem ser fornecidos através do leite uterino no caso de vivíparos<ref name=":0" />.
 
=== Cuidado Parental ===
Cuidado parental é um termo que designa qualquer comportamento apresentado por um dos pais após a postura dos ovos e que aumenta a sobrevivência da prole.<ref name=":14">Vitt, J. l., And JP CAldWell. 2014. Herpetology: An Introductory Biology of Amphibians and Reptiles.</ref> Entretanto, esse hábito apresenta algum custo na sobrevivência dos próprios pais, por exemplo, diminuição dediminuindo sua condição física.<ref name=":14" /><ref name=":15">Kupfer, A., Nabhitabhata, J., & Himstedt, W. 2004. Reproductive ecology of female caecilian amphibians (genus ''Ichthyophis''): a baseline study. Biological Journal of the Linnean Society, 83(2), 207-217.</ref> Tal comportamento é raro em Gymnophiona, ocorrendo em apenas cerca de 5% das espécies do grupo.,<ref name=":14" /><ref name=":16">Crump, M. L. 1996. Parental care among the amphibia. In Advances in the Study of Behavior (Vol. 25, pp. 109-144). Academic Press.</ref> Ee ésendo observado apenas sob a forma de cuidado parentalnas maternofêmeas.<ref name=":14" /><ref name=":16" />
 
==== Casos em Gymnophiona ====
 
===== Acompanhamento dos ovos =====
Acompanhamento dos ovos é um comportamento, no qual o progenitor fica junto dos ovos.,<ref name=":14" /> Porémporém não seos observadefende defesa ativa destes por parte do progenitorativamente.<ref name=":14" /> No caso das cobras-cegas, as fêmeas se enrolam em volta dos ovos.<ref name=":16" /><ref name=":17">Kentwood, D. W. 2007. The ecology and behavior of amphibians.</ref>
[[Ficheiro:Caecilian guarding its eggs.jpg|miniaturadaimagem|Cecília guardando seus ovos (foto de Davidvraju).|311x311px]]
Há casos desse hábito em fêmeas da família Caeciliidae: nas espécies ''[[Idiocranium russeli]]'' e ''Afrocaecilia taitana'', que são africanas; ''[[Siphonops paulensis]]'', que é sul-americana, e nos gêneros ''Grandisonia'', ''Hypogeophis'' e ''Praslinia'' das ilhas Seychelles.<ref name=":17" />
Fêmeas de algumas espécies do gênero ''Ichthyophis'' (família Ichthyophiidae) também apresentam esse comportamento.<ref name=":15" /> Nelas, observou-se a deterioração de condição física pela perda de massa em fêmeas que estavam guardando os ovos há mais tempo. Este é um exemplo de custo aos pais causado pelo cuidado parental.  Após a saída do ovo, as larvas não recebem mais cuidado.<ref name=":15" />
 
O estudo e observação das cecílias, em geral, é dificultado por seu comportamento discreto e hábito subterrâneo.<ref name=":17" /> No entanto, supõe-se que todas as espécies ovíparas guardem seus ovos, já que todos os ovos que foram encontrados estavam acompanhados de uma fêmea.<ref name=":16" />
 
===== Dermatofagia maternal =====
A dermatofagia é o comportamento de se alimentar de pele descolada do corpo.<ref name=":18">Weldon, P. J., Demeter, B. J., & Rosscoe, R. 1993. A survey of shed skin-eating (dermatophagy) in amphibians and reptiles. Journal of Herpetology, 27(2), 219-228.</ref> Há registros dessa prática em uma variedade de répteis e anfíbios, ocorrendo inclusive em cobras-cegas.<ref name=":18" /><ref name=":19">Kupfer, A., Müller, H., Antoniazzi, M. M., Jared, C., Greven, H., Nussbaum, R. A., & Wilkinson, M. 2006. Parental investment by skin feeding in a caecilian amphibian. Nature, 440(7086), 926-929.</ref> Tal hábito pode ser interpretado como forma de reciclagem de nutrientes.<ref name=":19" /> Quando a pele ingerida é do própria animal, chama-se essa prática de autodermatofagia.
 
No entanto, aA dermatofagia maternal consiste emé uma forma de cuidado parental, bastante incomum, que é encontrada em algumas espécies de cecílias, como ''Siphonops annulatus'' e ''Boulengerula taitanus''.<ref name=":19" /><ref name=":20">Wilkinson, M., Kupfer, A., Marques-Porto, R., Jeffkins, H., Antoniazzi, M. M., & Jared, C. 2008. One hundred million years of skin feeding? Extended parental care in a Neotropical caecilian (Amphibia: Gymnophiona). Biology Letters, 4(4), 358-361.</ref>
 
Nela, os filhotes ativamente removem e comem a camada mais externa da pele da  mãe.<ref name=":20" /> Para tal, eles são providos de uma dentição diferenciada, que é multicúspide, ou seja, cada dente têm muitas pontas, enquanto que a do adulto é unicúspide.<ref name=":19" /><ref name=":20" />
 
A pele, ao que parece, é a única fonte de alimento dos filhotes durante esse período de cuidado materno.<ref name=":19" /> Observa-se que a pele da mãe se modifica, de forma quetornando a última camada de células da epiderme se torna mais espessa, em ''B. taitanus'' podepor chegarexemplo apode dobrar de espessura, além  de surgirem inclusões de lipídios.<ref name=":19" /><ref name=":20" /> Dessa forma, ela se torna uma fonte nutricional rica em lipídios e proteína, sendo que a proteína já existe naturalmente na pele.<ref name=":19" />
 
Como custo para mãe, observa-se que a quantidade de massa por elamaterna perdida corresponde à massa de pele que lhe foi removida.<ref name=":19" /> Nota-se também que as fêmeas cuidando de filhotes são mais pálidas.<ref name=":19" /><ref name=":20" />
 
Interpreta-se como vantajoso esse comportamento dado que, após a eclosão do ovo, os filhotes ainda são altriciais, ou seja, incapazes de se locomover sozinhos, e ainda apresentam estruturas que não estão plenamente desenvolvidas, como esqueleto e musculatura.<ref name=":19" /><ref name=":21">Kupfer, A., Maxwell, E., Reinhard, S., & Kuehnel, S. 2016. The evolution of parental investment in caecilian amphibians: a comparative approach. Biological Journal of the Linnean Society, 119(1), 4-14.</ref>
 
Apesar de haver descrições desse tipo de cuidado parental apenas ''B. taitanus'' e ''S. annulatus'', acredita-se ele exista em mais espécies.<ref name=":20" /> PorEm ''Herpele squalostoma,'' por exemplo, há registro de dermatofagia em Herpele squalostoma, com boas evidências de que seja cuidado parental, como por exemplo dentição multcúspide.<ref>Kouete, M. T., Wilkinson, M., & Gower, D. J. 2012. First reproductive observations for Herpele Peters, 1880 (Amphibia: Gymnophiona: Herpelidae): evidence of extended parental care and maternal dermatophagy in ''H. squalostoma'' (Stutchbury, 1836). International Scholarly Research Notices, 2012.</ref> Especula-se também que recém-nascidos do gênero ''Geotrypetes'', que são altriciais, talvez possam ser alimentar de pele materna, mas isso não foi observado.<ref name=":19" />
 
===== Ingestão de fluidos maternos =====
Supõe-se que todas espécies ovíparas cuidem de seus ovos e acredita-se que este seja seu principal cuidado parental nas ovíparas com desenvolvimento indireto.<ref name=":16" /><ref name=":0" /> Este comportamento aparenta ser basal em relação à dermatofagia.<ref name=":21" />
 
===== Dermatofagia =====
A evolução da dermatofagia como cuidado parental parece estar associada a diminuição do tamanho do ovo, reduzindo seu tempo de produção.<ref name=":21" /> Além de que haver o aumento quantitativo e qualitativo da ninhada.<ref name=":21" /> Uma vantagem desse comportamento é auxiliar na sobrevivência dos filhotes, que ainda estão terminando de se desenvolver.<ref name=":21" />
 
Outra questão é que a pele materna na dermatofagia é uma fonte adicional de nutrientes, cujo investimento é dado posteriormente ao nascimento dos filhotes, em vez de investir na gema.<ref name=":19" /> Sua seleção deve ter sido favorecida por aumentar a aptidão da prole e compensar reduções correspondentes na fecundidade associadas ao menor investimento no ovo.<ref name=":19" />
 
Estima-se que essa forma de cuidado parental exista há pelo menos 100 milhões de anos.<ref name=":20" /> Isso foi inferido estudando-se duas espécies com tal comportamento: ''S. annulatus'', americana, e ''B. taitanus'', africana.,<ref name=":20" /> Elasas quais divergiram por volta de 156-162 milhões atrás.<ref name=":20" /> Esse período corresponde a um momento antes da separação entre África e América do Sul, cuja separação estima-se que ocorreu em por voltacerca de 100-140 milhões de anos atrás.<ref name=":20" />
 
=== Ecologia reprodutiva ===
O reprodução em anfíbios está geralmente associada à estação chuvosa.<ref>Wells, K. D. 2007. The ecology and behavior of amphibians. The University of Chicago Press, Chicago, 1148 pp.</ref> Em Gymnophiona, entretanto, pouco se sabe sobre a influência da sazonalidade na  reprodução. Estudos sugerem que as atividades reprodutivas e a eclosão das larvas estão altamente correlacionadas com as monções,: os ovos no estágio inicial de desenvolvimento são encontrados no início da estação chuvosa, enquanto  os embriões desenvolvidos no pico da monção.<ref>Kupfer, A., J. Nabhitabhata, and W. Himsted. 2005. Life history of amphibians in the seasonal tropics: habitat, community and population ecology of a caecilian (genus Ichthyophis). Journal of Zoology London, 266:37-247.</ref> <ref name=":15" />
 
A escolha da melhor localidade para oviposição é um fator importante para o sucesso na reprodução. Estudos observaram que fêmeas de ''Ichthyophis cf. kohtaoensis'' depositam seus ovos em pequenas câmaras, construídas em solo macio próximo a superfícies úmidas e a uma distância moderada da água. Após a eclosão, as larvas não recebem nenhum cuidado dos pais e migram para habitats úmidos e pantanosos. O volume dos corpos d'água próximos aos locais dos ninhos deve ser suficiente para permitir o desenvolvimento larval.<ref name=":15" />
Muitas análises filogenéticas baseadas em dados morfológicos e moleculares sugerem que a viviparidade é uma condição derivada, que provavelmente surgiu muitas vezes entre os vertebrados. No caso de Gymnophiona, essas análises confirmam a oviparidade como o modo reprodutivo ancestral, com os ovos eclodindo como larvas livres. <ref name=":22">Wilkinson, M. and R. A. Nussbaum. 1998. Caecilian viviparity and amniote origins. Journal of Natural History, 32:1403-1409.</ref>
 
Autores afirmam que cecílias ovíparas são caracterizadas por acompanhamento dos ovos até a eclosão e não fornecem nenhum cuidado parental posteriormenteposterior. O investimento nutricional na prole exclusivamente através do vitelo é observado em todas as cobras-cegas “primitivas”, o que indica a condição ancestral da oviparidade, enquanto a viviparidade, com nutrição fetal dentro do oviduto materno, parece ser a condição derivada. Nesse contexto, a alimentação cutânea observada em algumas cecílias pode representar um estágio intermediário entre a oviparidade e viviparidade. <ref name=":23">Kupfer, A., A. Kramer, W. Himstedt, and H. Greven. 2006. Copulation and egg retention in an oviparous caecilian. Zoologie Anzeiger, 244:23-228.</ref>
 
A filogenia de cecílias indica que a viviparidade deve ter evoluído independentemente pelo menos quatro vezes dentro do grupo,<ref>Gower, D. J., V. Giri, M. S. Dharne, and Y. S. Shouche. 2008. Frequency of independent origins of viviparity among caecilians (Gymnophiona): evidence from first ‘live-bearing’ Asian Amphibian. Journal of Evolutive Biology, 21:1220-1226.</ref> implicando na evolução convergente da nutrição fetal no oviduto.<ref name=":0" /> Porém, apesar da convergência da viviparidade, a dentição fetal pode não ser convergente, pois ocorre em espécies ovíparas dos gêneros ''Siphonops'', ''Caecilia''<ref name=":22" /> e ''[[Boulengerula]].''<ref name=":23" /> Com isso, a linhagem de cecílias vivíparas pode ter surgido de ancestrais já munidos com uma dentição fetal especializada que pode ter sido usada principalmente na dermatofagia e pré-adaptada a alimentação dentro dos ovidutos.<ref name=":23" />
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