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==Etimologia==
Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome '''fada''' "vem do [[latim]] ''fatum'', que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas."[[Ficheiro:FrancesGriffithsandElsieWright.jpg|thumb|right|200px|Frances Griffiths e Elsie Wright (Junho, 1917)]]
==As fadas de Cottingley==
{{Artigo principal|[[Fadas de Cottingley]]}}
Embora além da percepção das pessoas comuns, as fadas continuariam a existir em nosso mundo. Tal afirmação é feita à luz de diversos testemunhos de [[clarividência]], de fenômenos [[paranormal|paranormais]] e [[Parapsicologia|parapsicológicos]] que atestariam a realidade do "mundo invisível" onde supostamente vivem fadas e outros "espíritos mágicos da Natureza" (Coelho, 1987, pp. 36–7). Nas palavras de Schoereder (s/d., p. 21):
 
{{cquote|São numerosos os relatos de pessoas que dizem ter observado seres estranhos, supostamente vindos de planos paralelos de existência.}}
 
Um dos mais estranhos destes relatos citados por Schoereder em seu livro (e que ficou conhecido como ''as fadas de Cottingley''), é o que envolve duas primas, as adolescentes [[Inglaterra|inglesas]] Elsie Wright e Frances Griffiths, que em [[1917]], ao se fotografarem mutuamente num jardim, acabaram revelando também imagens de pequenas criaturas aladas, apontadas como fadas e duendes. O caso foi parar nos jornais e as fotos, publicadas no ''Strand Magazine'' em [[1920]], despertaram a atenção até mesmo de [[Sir]] [[Arthur Conan Doyle]], o criador de [[Sherlock Holmes]].
 
Doyle, que era um seguidor do [[espiritualismo]], acreditou na veracidade das fotos e chegou mesmo a escrever um livro onde defende suas convicções, ''The Coming of the Fairies'' ("A Vinda das Fadas"). Na época (ou posteriormente), não foi verificada nenhuma evidência de [[fraude|montagem fotográfica]] nas imagens, e a autenticidade das mesmas tornou-se assunto de discussão, com adversários e defensores das mesmas digladiando-se nos jornais.
 
Interrogadas, Elsie e Frances afirmaram que apenas elas podiam fotografar as fadas, e que mais ninguém poderia estar presente em tais momentos. Houve apenas uma testemunha independente das cenas visualizadas pelas adolescentes, o escritor [[teosofia|teosofista]] Geoffrey L. Hodson, que confirmou o relato das duas.
 
No início dos anos 1970, Elsie e Frances, agora senhoras idosas, foram entrevistadas pela [[BBC]] e insistiram na autenticidade das fotos. Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" (Schoereder, s/d., p. 27). Embora isso possa soar como uma confissão de fraude, Schoereder defendeu Elsie e Frances com um argumento retirado da [[parapsicologia]]: elas poderiam ter a capacidade de registrar numa película fotográfica, imagens vistas em seus pensamentos.
 
Mas finalmente em [[1982]], numa entrevista à Joe Cooper, Elsie e Frances admitiram que haviam forjado as quatro primeiras fotografias, sem precisar usar qualquer habilidade fotográfica: as fadas e duendes eram simplesmente recortes de papel, presos no matagal com alfinetes de chapéu. A evidência para isto fora encontrada anos antes, em [[1977]], por Fred Gettings. Ele havia descoberto num livro infantil, ''Princess Mary's Gift Book'', publicado por volta de [[1914]] e que as duas meninas podem ter visto, um poema de Alfred Noyes intitulado "A Spell for a Fairy" ("Um feitiço para uma fada") ilustrado por Claude Shepperson. As fadas que aparecem na ilustração, embora com vestidos diferentes, são obviamente a origem das poses de três das quatro fadas que surgem na primeira foto de Frances tirada por Elsie, em julho de 1917.
 
Conforme citado por Kronzek (2003, p. 131), "Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, sublinhou ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos — mas, ainda assim, ninguém os notou."
 
==A hierarquia do mundo invisível==
[[Ficheiro:Ängsälvor - Nils Blommér 1850.jpg|thumb|250px|Fadas do [[prado]] por Nils Blommér em [[1850]].]]
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