Diferenças entre edições de "Machado de Castro"

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== Biografia ==
[[Ficheiro:Joaquim Machado de Castro - 'Os Presépios de Barro', 2.ª série, vol. I, n.º 6, Lisboa, 1905.png|esquerda|miniaturadaimagem|303x303px|Joaquim Machado de Castro em [[litografia]] do séc. XVIII.]]
Filho de Manuel Machado Teixeira, [[organeiro]] e [[Escultura|escultor]] e de sua primeira mulher, D. Teresa Angélica Taborda. Começou por ser enviado por seu pai a estudar com os [[Jesuítas]], em [[Coimbra]], de quem recebeu uma [[Humanismo|cultura humanista]].
 
 
Entre essas encomendas, destacamos a estátua de [[Maria I de Portugal|D. Maria I]], oferecida à [[Biblioteca Nacional de Portugal|Biblioteca Nacional]]. Machado de Castro era escultor oficial desde [[1782]], sendo então convidado a fazer uma estátua de [[João VI de Portugal|D. João VI]] para o [[Rio de Janeiro]]. Em [[1802]], foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o [[Palácio da Ajuda]], sendo autor de três peças: ''Conselho'', ''Generosidade'' e ''Gratidão''. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a ''Descrição analítica da Estátua Equestre'', publicada em 1810 em [[Lisboa]], sendo ainda de nomear o ''Dicionário de Escultura'' (inédito até [[1937]]). A ''Descrição'' consiste no relato pormenorizado, feito ao estilo e à execução técnica, levada a cabo no que é considerado o seu melhor trabalho, a [[estátua equestre]] do Rei [[D. José I]] de Portugal datada de [[1775]], como parte da obra de reconstrução da cidade de [[Lisboa]], seguindo os planos de [[Marquês de Pombal]], logo após o [[Terramoto de 1755]]. As partes da construção estão detalhadas e ilustradas, incluindo variados planos e componentes utilizados para a sua execução.<ref>Pdf da obra, no site da Biblioteca Digital Nacional da Biblioteca Nacional de Portugal, [http://purl.pt/960/5/ba-861-p_PDF/ba-861-p_PDF_24-C-R0150/ba-861-p_0000_anterrosto-334_t24-C-R0150.pdf]</ref>
[[Ficheiro:Joaquim Machado de Castro - 'Os Presépios de Barro', 2.ª série, vol. I, n.º 6, Lisboa, 1905.png|esquerdadireita|miniaturadaimagem|303x303px|Joaquim Machado de Castro em [[litografia]] do séc. XVIII.]]
 
É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio [[barroco]] desenvolveu-se na época de [[João V de Portugal|D. João V]], com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes, também na [[Sé de Lisboa]] e no [[Museu Nacional de Arte Antiga]]. Na introdução da sua obra [[Machado de Castro]] comenta outras estátuas equestres situadas em diversas praças europeias.
== Família e posteridade ==
Joaquim Machado de Castro casou três vezes, tendo enviuvado das três esposas. A sua primeira esposa foi D. Isidora Teresa de Jesus, filha de Silvestre Jorge da Silva e Catarina Maria da Assunção, com quem casou a [[23 de fevereiro]] de [[1754]] na [[Igreja de Nossa Senhora de Jesus|Igreja de Nossa Sr.ª das Mercês]], em Lisboa. Isidora faleceu no [[Sismo de Lisboa de 1755]], em [[1 de novembro]]. Houve geração deste casamento.
[[File:Joseph Ier de Portugal - Lisbonne.jpg|thumb|right|Estátua do Rei [[José I de Portugal|D. José I]] na [[Praça do Comércio]], [[Lisboa]]]]
 
Casou, em segundas núpcias, a [[7 de fevereiro]] de [[1758]], na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, com D. Rosa Maria Joaquina, [[mafrense]], filha de Manuel Vieira da Silva. Houve geração deste casamento. Rosa faleceu a [[6 de abril]] de [[1776]], na [[rua da Madalena]], sendo sepultada no [[Convento de São Francisco da Cidade]], em Lisboa.
 
Joaquim Machado de Castro faleceu com 91 anos de idade, no ''Palácio do Tesouro Velho'', sendo sepultado na [[Basílica de Nossa Senhora dos Mártires]].
 
Para a sua biografia pode ver-se o artigo do director da [[Academia de Belas-artes de Lisboa|Academia de Belas Artes]] Francisco de Assis Rodrigues, que sob o título de C''omemoração'' saiu na ''Revista Universal Lisbonense'', de [[17 de novembro]] de [[1842]], e foi reproduzida no ''Diário do Governo'', de 24 do referido mês; neste artigo vêem apontamentos, em que se fala de Machado com muito louvor. Nas ''Memórias'' de [[Cyrillo Volkmar Machado]] também se encontram muitos dados biográficos.[[File:Joseph Ier de Portugal - Lisbonne.jpg|thumb|left|Estátua do Rei [[José I de Portugal|D. José I]] na [[Praça do Comércio]], [[Lisboa]]]]<br />
 
==Bibliografia passiva==
*[http://www.arqnet.pt/dicionario/machadocastro.html Machado de Castro (Joaquim), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume IV, págs. 659-662, Edição em papel de João Romano Torres - Editor, 1904-1915, Edição electrónica de Manuel Amaral, 2000-2010]
*[[Manuel Mendes (escritor)|MENDES, Manuel]]. ''Machado de Castro''. Lisboa : Cosmos, 1942. Coleção Biblioteca Cosmos, n.º 13.
 
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{{Referências}}
 
 
{{Portal3|Biografias|Arte|Portugal}}
 
 
{{controlo de autoria}}
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