Diferenças entre edições de "HMS Sheffield (D80)"

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Nas duas semanas que antecederam o ataque, os pilotos argentinos vinham praticando táticas contra seus próprios navios, incluindo destróieres Tipo 42 da mesma classe do ''Sheffield'' e, portanto, conheciam o horizonte do radar, distâncias de detecção e tempos de reação do radar do navio, bem como o procedimento ideal para programar o míssil Exocet para um perfil de ataque bem-sucedido.<ref> https://apps.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/a475901.pdf</ref>
 
Às 10h35, o Netuno subiu para {{Cvt|1170|m|ft}} e detectou um contato grande e dois contatos de tamanho médio. Poucos minutos depois, o Neptune atualizou o Super Étendards com as posições. Voando em altitude muito baixa, por volta das 10h50, os Super Étendards subiram a {{Cvt|160|m|ft}} para verificar esses contatos, mas não conseguiram localizá-los e voltou para baixa altitude. Mais tarde, eles escalaram novamente e, após alguns segundos de varredura, os alvos apareceram em suas telas de radar. <ref name="britains-smallwars">[http://www.britains-smallwars.com/Falklands/Exocet.html Argentine Account of the role of the Exocet during the War] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20090223051413/http://britains-smallwars.com/Falklands/Exocet.html|date=23 February /02/2009|title=}}</ref> <ref name="fuerzaaerea">[http://www.fuerzaaerea.mil.ar/conflicto/dias/may04b.html Argentine Air Force 4 May mission] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20070425070019/http://www.fuerzaaerea.mil.ar/conflicto/dias/may04b.html|date=25 April /04/2007|title=}}</ref>
 
Ambos os pilotos carregaram as coordenadas em seus sistemas de armas, voltaram ao nível baixo e, após verificações de última hora, cada um lançou um míssil Exocet AM39 às 11h04. O Super Étendards não precisou reabastecer e pousou em Río Grande às 12h04.
Em resposta à advertência, o ''Glasgow'' deu uma ordem para a tripulação ficar em alerta com suas armas 4,5 polegadas Sea Dart. As aeronaves foram detectadas no radar avançado, mas não no conjunto de popa. Os sensores do Sheffield foram bloqueados por uma transmissão não autorizada de sistemas de comunicações por satélite do navio (SCOT). Nenhuma informação foi recebida via link de dados do ''Glasgow''. Sete segundos depois, o primeiro míssil Exocet foi disparado, em resposta ao qual ''Glasgow'' disparou suas contramedidas. A bordo do ''Sheffield'', só quando a fumaça do míssil foi avistada pelos vigias é que a tripulação percebeu que estava sob ataque. Os oficiais da ponte não chamaram o capitão à ponte, não fizeram chamadas para a central de ações, não tomaram medidas evasivas e não fizeram nenhum esforço para preparar o canhão de 4,5 polegadas, os mísseis Sea Dart ou ordenar contramedidas. <ref name="Woodward">{{Citar livro|título=One Hundred Days: The Memoirs of the Falklands Battle Group Commander|ultimo=Woodward|primeiro=Sandy|ultimo2=Robinson|primeiro2=Patrick|ano=1992|páginas=10, 11|isbn=1 55750 651 5|publicação=Naval Institute Press}}</ref><ref name="Grdn2017">{{Citar jornal |ultimo=Cobain |primeiro=Ian |url=https://www.theguardian.com/uk-news/2017/oct/15/revealed-full-story-behind-sinking-of-falklands-warship-hms-sheffield |titulo=Revealed: catalogue of failings that sank Falklands warship HMS Sheffield |data=15 October 2017 |acessodata=16 October 2017 |website=The Guardian}}</ref> O oficial de guerra antiaéreo foi chamado à sala de operações pelo principal oficial de guerra, chegando pouco antes do primeiro míssil atingir o casco.
 
Dos Exocet lançados, um caiu no mar a {{Cvt|0.5|mi|nmi}} do Sheffield, fora de seu [[Boca (náutica)|feixe de bombordo]]. <ref>[http://www.mod.uk/NR/rdonlyres/D5E979F4-CD1D-4626-86B5-F432355861EA/0/phase2_part2_narrative_of_attach.pdf Narrative of the attack] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20071212000955/http://www.mod.uk/NR/rdonlyres/D5E979F4-CD1D-4626-86B5-F432355861EA/0/phase2_part2_narrative_of_attach.pdf|date=12 December /12/2007|title=}}, page 6</ref> Já o segundo míssil atingiu a embarcação no lado de estibordo, no nível 2 do convés, destruindo a sala de máquinas, criando um buraco de 1,2 metros no casco. Relatos contemporâneos sugeriram incorretamente que o míssil não explodiu, apesar de desativar os sistemas de distribuição elétrica do navio e romper o duto de água do mar pressurizado. Os danos ao sistema de incêndio prejudicaram gravemente qualquer resposta de combate ao fogo que se seguiu e, eventualmente, condenou o navio a ser consumido pelas chamas. <ref name="Board">[http://www.mod.uk/NR/rdonlyres/9D8947AC-D8DC-4BE7-8DCC-C9C623539BCF/0/boi_hms_sheffield.pdf Official MOD report into the sinking] {{Webarchive|url=https://web.archive.org/web/20120206212020/http://www.mod.uk/NR/rdonlyres/9D8947AC-D8DC-4BE7-8DCC-C9C623539BCF/0/boi_hms_sheffield.pdf|date=6 February /02/2012|title=}}</ref>
 
Na hora do ataque, o capitão estava de folga em sua cabine, depois de ter visitado anteriormente a sala de operações, enquanto o oficial de guerra conversava com ordenanças. O ''Sheffield'' e ''Coventry'' estavam se comunicando em UHF, quando houve silêncio no rádio até que uma mensagem não identificada declarou que o "Sheffield foi atingido". <ref name="hastings">''The Battle for the Falklands'', Max Hastings & Simon Jenkins, Pan Grand Strategy, 1983</ref><ref>{{Citar web |ultimo=Marimón |primeiro=Albert Caballé |url=https://velhogeneral.com.br/2019/12/03/o-afundamento-do-hms-sheffield/ |titulo=O Afundamento do HMS Sheffield |data=2019-12-03 |acessodata=2020-11-24 |website=Velho General |lingua=pt-BR}}</ref>
A tripulação do ''Sheffield'' lutou por quase quatro horas para salvar o navio antes que o Capitão Salt tomasse a decisão de abandonar o navio, devido ao risco de incêndios acendendo o carregador Sea Dart, a perda da capacidade de combate do destróier e a posição exposta ao ar ataque de ''Arrow'' e ''Yarmouth''. A maioria da tripulação do ''Sheffield'' foi transferida para o ''Arrow,'' alguns transferido para o ''Yarmouth,'' outros foram levados de helicóptero para o ''Hermes.''<ref>{{Citation|last=Ritchie|first1=Simon|title=How I survived Exocet attack|journal=The Press|date=03/05/2012|url=https://www.yorkpress.co.uk/news/9685778.how-i-survived-exocet-attack/|access-date=14/11/2019}}</ref> <ref>{{Citar web |url=http://www.icons.org.uk/nom/nominations/always-look-on-the-bright-side-of-life |titulo=Icons of England, "Always Look on the Bright Side of Life" |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110717050535/http://www.icons.org.uk/nom/nominations/always-look-on-the-bright-side-of-life |arquivodata=2011-07-17}}</ref>
 
Nos seis dias seguintes, a partir de 4 de maio de 1982, enquanto o navio derivava, cinco inspeções foram feitas para ver se valia a pena salvar algum equipamento. Ordens foram emitidas para que o ''Sheffield'' fosse rebocado para a [[Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul|Geórgia do Sul]]. <ref name="Woodward">{{Citar livro|título=One Hundred Days: The Memoirs of the Falklands Battle Group Commander|ultimo=Woodward|primeiro=Sandy|ultimo2=Robinson|primeiro2=Patrick|ano=1992|páginas=10, 11|isbn=1 55750 651 5|publicação=Naval Institute Press}}</ref> Porém, antes disso o casco já havia sido rebocado pelo ''Yarmouth'' . Em alto mar, o navio rebocado sofreu uma inundação lenta pelo buraco feito pelo míssil, causando uma inclinação para estibordo e que fez a embarcação adernar e afundar, na borda da Zona de Exclusão. Foi o primeiro navio britânico afundado em ação depois da [[Segunda Guerra Mundial]] . <ref name="Golowanow">{{Citar web |ultimo=Łukasz Golowanow |primeiro= |url=http://www.konflikty.pl/a,4141,Czasy_najnowsze,Rakieta_ktora_nie_wybuchla_.html |titulo=Rakieta, która nie wybuchła – czyli o zatopieniu HMS Sheffield |data= |acessodata=5 May /05/2012 |publicado= |lingua=Polish |titulotrad=The Missile that Did Not Detonate: On the Sinking of HMS Sheffield}}</ref>
 
==== Baixas ====
 
== Quadro de inquérito ==
Em resposta à perda do navio, um Conselho de Inquérito do [[Ministério da Defesa (Reino Unido)|Ministério da Defesa (MOD)]] foi convocado no HMS Nelson, em 7 de junho de 1982. Eles relataram suas descobertas em 28 de junho de 1982. O relatório do conselho criticou severamente o equipamento, o treinamento e os procedimentos de combate a incêndio do navio, identificando que os fatores críticos que levaram à perda de ''Sheffield'' foram: <ref>{{Citar jornal |ultimo= |primeiro= |url=http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/6111500.stm |titulo=Sunk Falklands ship safety 'poor' |data=2 November /11/2006 |acessodata=16 June /06/2015 |website=BBC News |publicado=}}</ref>
 
# A falta de resposta à detecção e comunicação de aproximação de dois Super Étendard;<ref>Report of HMS Nelson Board of Inquiry into the loss of HMS Sheffield, 1982. Released CIC Fleet Northwood Sept 82</ref>