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encerrando esse começo... acho que cobriu o essencial, mas ainda falta um monte de trequinho que eu nem sei onde achar...
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(encerrando esse começo... acho que cobriu o essencial, mas ainda falta um monte de trequinho que eu nem sei onde achar...)
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O mais antigo dos calendários em vigor no mundo é o chinês; tem por base tanto o ano lunar quanto o solar, de forma que a cada oito anos são adicionados noventa dias; os anos recebem os nomes de animais, num total de doze; este calendário possivelmente remonte a 2636 a. C., de forma que 2020 seria o ano 4718 para os chineses; embora o calendário gregoriano vigore na [[China]] desde 1912, a data mais comemorada naquele país é o [[Ano-Novo Chinês]] , que se dá na [[lua nova]] entre os dias 21 de janeiro e 20 de fevereiro.<ref name=calenda/>
 
==História e datação ==
==Marcação de tempo histórico ==
Para os gregos antigos o tempo tinha duas representações na [[Mitologia Grega|mitologia]]: o ''[[Chronos|Aion]]'', uma entidade eterna e pouco inteligível para as pessoas, e [[Cronos]] uma figura mais compreensível; coube à filosofia definir o tempo de modo a determinar sua importância para o registro dos fatos humanos; assim em [[Parmênides]] ele surge como "o fator que caracteriza a diferença entre o estado aparente da realidade e o estado ideal (...) constituído por formas geométricas, eternos e em perfeito estado de repouso absoluto"; [[Aristóteles]], entretanto, via a perfeição na forma geométrica do círculo, já que este estava determinado pelo estado cíclico dos movimentos que se dão no decorrer do tempo; esse filósofo também considerava que o tempo era decorrente da existência de seres pensantes, pois: "o tempo não uma mera sucessão, mas uma abstração que era numerada e encadeada através da contagem dos anos, e tal numeração não poderia ser feita sem que alguém a fizesse"; o tempo para os gregos, então, estava voltado ao passado, ao que já ocorreu.<ref name=filosofia/>
 
Em oposição à visão cíclica dos gregos, os judeus desenvolveram uma concepção linear do tempo; de um lado registravam o passado para a compreensão de seus infortúnios, enquanto projetavam para o futuro a vinda do [[Messias]]; apesar disto, não desenvolveram uma noção própria sobre o tempo, para cuja medição tiveram a influência das culturas [[Suméria|suméria]] e [[Babilônia|babilônica]], e um calendário baseado na lua.<ref name=filosofia/>
 
Coube ao filósofo romano [[Lucrécio]], no século I a.C., a definição linear do tempo e sua relação subjetiva humana: "o tempo em si não existe, mas sim a partir das coisas criadas e na percepção do que ocorreu, está ocorrendo e do que vem a seguir"; essa linearidade se adequou à marcação do tempo cristã, que por um lado se prendia ao passado com o advento do Cristo, também se prendia à promessa futura da sua [[Segunda vinda de Cristo|volta]]; [[Agostinho de Hipona|Santo Agostinho]] foi, desta forma, influenciado por essas ideias ao construir sua noção tripartite do tempo (passado, presente e futuro, com conceitos distintos), e separava o tempo (algo criado por Deus) da eternidade (um "sempre presente"); ao medir o tempo o pensador cristão tinha em mente que "o passado é visto como memórias que vêm à tona, e o futuro como uma expectativa ou previsão".<ref name=filosofia/>
 
Coube ao monge inglês [[Beda]] a adoção do sistema de datação ''[[Anno Domini|d.C.]]'' e que a partir de [[1084]] foi adotada em todo o continente europeu, muito embora no cotidiano as pessoas não tinham ciência do ano corrente, e documentos como as cartas não tinham uma datação - o que somente veio a acontecer a partir de [[1538]], novamente na Inglaterra, quando foi oficialmente implantada a datação oficial nos documentos; o período coincidiu com a [[Renascença]] em que o conhecimento humano sofreu grandes evoluções, especialmente na [[astronomia]] e as ideias de [[Giordano Bruno]] e [[Nicolau Copérnico]] (acabou com a visão [[geocentrismo|geocêntrica]] dominante) que culminaram nas descobertas de [[Galileu Galilei]] e, mais tarde, nas leis sobre o movimento dos astros de [[Johannes Kepler]] e da gravitação universal de [[Isaac Newton]], determinando uma mudança na percepção do tempo e sua percepção cíclica não mais voltada para o passado, como tinham os gregos, e sim para o futuro.<ref name=filosofia/>
 
Assim também evoluiu a historiografia que passou a tratar o tempo histórico como algo que serve para a compreensão entre o que se passa naturalmente e a percepção consciente, ou seja: "Com o tempo histórico o homem vê a si mesmo e as transformações que ocorrem ao seu redor. O historiador por sua vez, "manipula" o passado, trazendo para o presente, fatos que se encerraram." Isto então leva a crer que o registro de datas é a marcação do tempo, fixando a diferença entre o natural e o consciente; ao se registrar uma data determinada, o "ponto zero" deixa então de ser a astronomia mas sim um determinado evento.<ref name=filosofia>{{citar web|URL=http://ftp.editora.ufrn.br/bitstream/123456789/528/1/OS%20CONCEITOS%20DE%20TEMPO%20NA%20HISTORIOGRAFIA.pdf|título=Os conceitos de tempo na historiografia |autor=Daniel Maia Amaral |ano=2007 |publicado=Universidade Federal do Rio Grande do Norte |acessodata=24/10/2020 |arquivodata=9/8/2020 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20201124201301/http://ftp.editora.ufrn.br/bitstream/123456789/528/1/OS%20CONCEITOS%20DE%20TEMPO%20NA%20HISTORIOGRAFIA.pdf}}</ref>
 
===Marcação de tempo histórico ===
A [[historiografia]], conquanto se sirva do calendário cristão para a datação, divide o tempo tradicionalmente em dois grandes períodos, determinados pela invenção da escrita, o que é questionável: pré-histórico e histórico - o que leva a datações distintas: no Brasil, por exemplo, embora sua ocupação humana remonte a cinquenta milênios atrás, sua pré-história (ausência de escrita) data até [[1500]], ano da chegada dos europeus; por outro lado, divide-se o tempo em ''antes do presente'' (AP) e ''depois do presente'' (DP), havendo sido convencionado, em uso feito principalmente pelos pré-historiadores e [[arqueologia|arqueólogos]] que o ''presente'' tem início no ano de [[1950]]; além dos registros escritos, portanto, a datação é determinada por outras fontes, de forma que as datações podem ser "absolutas, relativas, ou pela interpretação" de elementos como a [[Estratigrafia (arqueologia)|estratigrafia do solo]] ou outros elementos presentes "onde o tipo de fonte para o estudo não é a escrita, caracterizadora do trabalho do historiador, e sim composta, essencialmente, por artefatos", de forma que o pré-historiador se afasta daquela divisão tradicional.<ref>{{citar web|URL=http://www.unicap.br/ojs/index.php/historia/article/view/593|título=“As Pedras na História”: O uso de fontes arqueológicas “pré-históricas” para a historiografia |autor=Luiz Carlos Medeiros da Rocha |ano=2015|publicado=História Unicap, v. 2 , n. 3, jan./jun.|acessodata=24/11/2020 |arquivourl=https://archive.vn/Uhy8N |arquivodata=24/11/2020 }}</ref>