Diferenças entre edições de "Jácome de Bruges"

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Terá saído muito cedo da Flandres, tendo-se inicialmente fixado em [[Ourense]], na [[Galiza]], de onde passou nos inícios do segundo quartel do [[século XV]] para a cidade do [[Porto]], onde viveu durante mais de 20 anos.<ref name="enciclo"/> Esteve ao serviço do [[Infante D. Henrique]], o qual por carta passada em [[Silves]] a 2 de março de 1450,<ref>[https://pt.wikisource.org/wiki/Variante_da_Carta_de_Doa%C3%A7%C3%A3o_da_capitania_da_ilha_Terceira_feita_a_J%C3%A1come_de_Bruges Texto da carta de doação da capitania da Terceira a Jácome de Bruges].</ref> declara «''que por alguns serviços, que do dito Jácome de Bruges tenho recebidos''» concedia a este seu servidor a doação da [[capitania]] da [[ilha Terceira]] (ao tempo designada na carta de doação por «''[[ilha de Jesus Cristo]], terceira das ditas ilhas''»). Foi assim o primeiro [[capitão do donatário]] naquela ilha, com a incumbência de a governar em nome do donatário seu senhor, dirigir localmente o povoamento e distribuir terras em [[Sesmaria|regime de sesmaria]] pelos primitivos povoadores.<ref name="enciclo"/>
 
Apesar de ter recebido a capitania da ilha Terceira em 1450, durante cerca de uma década não conseguiu quem se dispusesse a partir com ele para aquela ilha, limitando-se ao lançamento de gados e a algumas viagens de exploração. Apesar dos seus esforços, dez anos mais tarde a ilha continuava sem gente,<ref name="jgrl">[[José Guilherme Reis Leite]], «Uma Floresta de Enganos. A primeira tentativa de povoamento da ilha Terceira» in ''Os reinos ibéricos na Idade Média, livro de homenagem ao Prof. Doutor Humberto Baquero Moreno'', vol. II, pp. 671-676. Porto, Universidade do Porto, Livraria Civilização, 2003.</ref> pelo que infante D. Henrique, na disposição testamentária pela qual transferiu a tarefa de povoamento para o seu sobrinho, o [[Fernando de Portugal, Duque de Viseu|infante D. Fernando]], duque de Viseu, datada de 1460, afirmava que a ilha continuava por povoar.<ref>[https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/305/1/Joao_Silva_Sousa_p13-28.pdf João Silva de Sousa, «Os herdeiros do Infante e o governo dos Açores (1460-1485)»] in ''Aruipélago - História'', 2ª série, IV - n.º 2 (2000). Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 2000.</ref><ref>[https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4643609 Carta de doação das ilhas de Jesus Cristo e da Graciosa feita pelo Infante D. Henrique ao Infante D. Fernando, na condição que a espiritualidade ficasse com a Ordem de Cristo, mandando que os vigários que estiverem nas ditas ilhas digam para sempre uma missa cada sábado].</ref>
 
A partir de 1460 a orientação das operações de povoamento passou para a esfera do donatário, deixando de estar confiada a um privado, considerando que Jácome de Bruges não cumprira aquilo a que se obrigara ao receber a capitania. O infante D. Fernando dividiu a ilha em duas capitanias, encarregando homens da sua confiança da tarefa de a povoar. Jácome de Bruges ficou com o campo de acção reduzido, mas ainda assim manteve papel relevante no processo.<ref name="bio" />