Diferenças entre edições de "João Vaz Corte Real"

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'''João Vaz Corte-Real''' ([[Algarve]], c. [[1420]] &mdash; [[Angra do Heroísmo|Vila de Angra]], [[2 de julho]] de [[1496]]) foi um [[navegador]] e [[explorador]] [[Portugal|português]], [[capitão do donatário]] na [[ilha Terceira]] da parte de Angra. Homem ligado às navegações portuguesas do [[século XV]], liderou o grupo de colonos que fundaram a [[vila de Angra]], hoje a cidade de [[Angra do Heroísmo]].<ref name="enciclo">[http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=2175 «Corte-Real, João Vaz» na ''Enciclopedia Açoriana''].</ref> Dois dos seus filhos, [[Miguel Corte Real]] e [[Gaspar Corte Real]], realizaram viagens de exploração do noroeste do Atlântico que os levaram às costas da [[América do Norte]], sendo-lhes atribuído o reconhecimento da [[Terra Nova]].<ref name="genea">António Ornelas Mendes & Jorge Forjaz, ''Genealogias da Ilha Terceira'', vol. III, pp. 469-471. DisLivro, Livro, 2007 (978-972-8876-98-2).</ref><ref name="fa">[[Manuel Luís Maldonado]], ''Fenix Angrence'', I, III. Instituto Histórico da Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, 1989-1997.</ref><ref name="cr">[[Ernesto do Canto]], ''Os Cortes Reais. Memória histórica acompanhada de muitos documentos inéditos''. Ponta Delgada, Typ. do Archivo dos Açores, 1883.</ref><ref>Dionísio David, «Corte-Real, João Vaz» in ''Dicionário da História dos Descobrimentos'', vol. I, p. 303. Lisboa, Círculo de Leitores, 1993.</ref>
==Biografia==
João Vaz Corte-Real foi filho ilegítimo de [[Vasco Anes Corte Real (I)|Vasco Anes Corte-Real]], cavaleiro da Casa Real, fronteiro-mor do Algarve, alcaide-mor de Tavira e Silves e armador-mor (oficial encarregue das armas pessoais do rei) do rei D. [[Afonso V de Portugal|Afonso V]], e de mãe desconhecida (embora alguns autores a apontem como sendo Mor Afonso Escudeira<ref>A referência para o nome de Mor Afonso Escudeira é [[Felgueiras Gaio]], ''Nobiliário de Famílias de Portugal'', tit. de Monizes, §1, n.º 3 Henrique Moniz.</ref>). O pai estivera na [[tomada de Ceuta]], em 21 de agosto de 1415, e recebera, por serviços ao rei, diversos bens em [[Tavira]].<ref>[http://archive.org/stream/archivodosaore04pont#page/n488/mode/1up ''Archivo dos Açores'', vol. 4, pp. 473 e seg.]</ref>
 
Apesar de filho de um nobre abastado, João Vaz Corte Real era bastardo e secundogénito, sendo por isso remota a possibilidade de suceder na casa paterna, circunstâncias em que a aventura ultramarina surgia como oportunidade obter o património de que carecia e para afirmar a respectiva linhagem.<ref name="enciclo"/> Reconhecido por seu pai, era morador em [[Tavira]] e porteiro-mor do [[Fernando de Portugal, Duque de Viseu|infante D. Fernando, duque de Viseu]] e pai do futuro rei [[Manuel I de Portugal|D. Manuel]], quando casou com Maria Abarca, filha de Pedro Abarca, um fidalgo galego.
 
João Vaz fez seu testamento em Angra, a 3 de fevereiro de 1496, e várias fontes apontam que o seu falecimento ocorreu a 2 de julho desse mesmo ano de 1496, sendo sepultado na capela-mor do primitivo [[Convento de São Francisco de Angra]].<ref name="genea"/> Na capitania de Angra, sucedeu-lhe o filho primogénito, [[Vasco Anes Corte-Real (II)|Vasco Anes Corte-Real]], vedor da Fazenda Real e cavaleiro do Conselho de El-Rei.
 
==Os filhos e a pedra de Dighton==
{{Ver artigo principal|[[Pedra de Dighton]]}}