A Moratória: diferenças entre revisões

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'''A Moratória''' é uma [[peça de teatro|peça teatral]] [[brasil]]eira, de autoria do [[dramaturgia|dramaturgo]] [[Jorge Andrade]], e escrita no contexto da transição entre a [[República Velha]] e a [[Era Vargas]].
Estreou em 1954, numa encenação de [[Gianni Ratto]] para o [[Teatro Maria Della Costa]] em São Paulo, com interpretação marcante de [[Fernanda Montenegro]]<ref>{{citar web|URL=http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento395654/a-moratoria|título=A Moratória|autor=Jorge Andrade|data=1954|publicado=Enciclopédia Itaú Cultural|acessodata= 1 de dezembro de 2020}}</ref>.
 
== Estilo e contexto histórico ==
A técnica principal usada por Jorge Andrade é a expectativa, focalizada em situações dramáticas, em dois tempos e espaços simultâneos e antagônicos, que, no desenrolar do enredo, possuem ações decorrentes do conflito das personagens em torno de duas expectativas: em 1929, a perda da fazenda por causa das dívidas contraídas por Joaquim e, no período pós-1930, a recuperação da mesma [[fazenda]] a a decretação da [[moratória]] pelo Governo.
 
Além dos conflitos de personagens, retrata, de forma bem explícita, a decadência da [[elite do café]] após a [[grande Depressão|crise de 1929]], acompanhada pela [[Revolução de 1930]], encabeçada por [[Getúlio Vargas]] e a elite gaúcha. Para enriquecer o assunto, enfoca a crise da sociedade patriarcal rural e os indícios de um processo lento e definitivo de mudanças sociais na estrutura da sociedade [[paulista]], focalizadas na inserção da mulher no mercado de trabalho, no deslocamento do centro econômico-social para as cidades e na formação do proletariado urbano.<ref>{{citar livro|autor=Décio de Almeida Prado|título=O teatro brasileiro moderno|editora=Pespectiva|ano=19961491996|páginas=149|id=}}</ref>
 
== Personagens ==
 
== O tempo durante o enredo ==
A história, se analisada temporalmente, reduz-se ao período de [[1929]] a 1933, marcado pelos seguintes fatos<ref>{{citar web|URL=https://www.revistafenix.pro.br/revistafenix/article/view/873|título=Encruzilhadas da Literatura e da História|autor=Diógenes André Vieira Maciel |data=2019|publicado=Revista Fenix|acessodata= 1 de dezembro de 2020}}</ref>:
* a iminência de perder a fazenda
* a perda da fazenda
* o empobrecimento da família e o agravamento das tensões familiares em decorrência de tal fato
* a mudança para a cidade ([[êxodo rural]]), em uma casa pequena e modesta
* a [[Decadência (direito civil) |decadência]] completa, causada pela não- aprovação da nulidade do processo que nem da moratória que possivelmente viria a ser decretada pelo [[Governo Provisório da República Portuguesa|Governo Provisório]].
 
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