Diferenças entre edições de "Henrique II de Orleães-Longueville"

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| assinatura = 1650s signature of Henri d'Orléans (1595–1663), Duke of Longueville.jpg
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'''Henrique II de Orleães, Duque de Longueville''' ({{Lang-fr|''Henri II de Orléans-Longueville''}}); [[6 de abril]] de [[1595]] – [[11 de maio]] de [[1663]]) foi um [[Nobreza|nobre]] e militar [[França|francês]] pertencente à [[Casa Orleães-Longueville]], ramo que descendia de [[João de Dunois]], chamado ''o bastardo de Orleães'', filho natural de [[Luís de Valois, Duque de Orleães]]. Descendia também da Casa de Hochberg.<ref>ramo colateral dos Margraves de Bade</ref>.
 
Foi [[Pariato da França|Par de França]], [[Duque de Longueville]], de Estouteville e de Coulommiers, príncipe-soberano de Neuchâtel e de Valangin, príncipe de Châtellaillon, conde de Dunois e de Tancarville, governador da [[Picardia]] e depois da [[Normandia]].
Adversário de [[Concino Concini]], Marechal de França e favorito da regente [[Maria de Médici]], junta-se à revolta organizada por [[Henrique II de Bourbon-Condé]], que se salda pela detenção deste último, e por pesadas dívidas para si próprio. Livra-se destes encargos através de um rico casamento com [[Luísa de Bourbon (1603-1637)|Luísa de de Bourbon-Soissons]]. Alguns anos mais tarde, [[Luís XIII]] demite-o de governador da Picardia cargo que é entregue ao novo favorito do rei, o Duque de Luynes, obtendo em troca o de governador da Normandia (1619).
 
Durante o Verão de [[1620]], adere à revolta de Maria de Medici, mas o Parlamento de [[Ruão]] e a cidade de [[Dieppe]], que ele cercava, mantêm-se fieis ao rei. Longueville é suspenso alguns meses das suas funções .<ref>Arlette Lebigre, ''La duchesse de Longueville'', Perrin 2004, pág. 62.</ref>. A partir daí, mantem-se mais tranquilo durante todo o reinado de Luís XIII, mas o rei só lhe confia um governo militar perante o [[Guerra Franco-Espanhola (1635-1659)|avanço espanhol]] de [[1636]] sobre [[Corbie]]. Entre [[1637]] e [[1641]], participa em várias campanhas militares no [[Franco Condado]], no [[Piemonte]], na Alsácia e no [[Palatinado]].
 
A partir de [[1645]], Longueville dirige a delegação francesa aquando das conversações preliminares da [[Paz de Vestfália]] que marca o fim da [[Guerra dos Trinta Anos]] ([[1618]]-[[1648]]).
 
Enquanto príncipe-soberano de [[Neuchâtel]], foi um travão à hegemonia dos [[Habsburgo]]s, e alia-se à [[Confederação Suíça]] dos XIII cantões (e em particular ao Cantão de Basileia), obtendo do Sacro-Império a isenção formal para todos os cantões. Procura igualmente, durante as negociações da [[Paz de Vestfália]] entre 1645 e 1648, obter a adesão de Neuchâtel e Valangin à Confederação.<ref>Vial-Bergon, Laurence - "Orléans-Longueville, Henri II d'", ''in'' "Dictionnaire historique de la Suisse", https://hls-dhs-dss.ch/fr/articles/044493/2009-11-02/, 2009</ref>.
 
=== A Fronda ===
 
=== Casamentos e descendência ===
[[Image:Philippe de Champaigne - Réception d'Henri d'Orléans.jpg|thumb|right|260px|''Receção de Henrique II de Orleães na Ordem do Espírito Santo pelo rei [[Luís XIII]], em [[15 de maio]] de [[1633]].<ref>Este quadro mostra o rei, ao centro, com trajes de Grão-mestre da Ordem, recebendo o juramento de fidelidade de Henrique II de Orleães, Duque de Longueville. Luís XIII está rodeado por Claude Bouthillier, Grande-tesoureiro da Ordem, do Chanceler Claude de Bullion, do secretário Charles Duret e do Reitor-mestre de cerimónias Michel de Beauclerc.
Por cima do rei encontra-se uma [[pomba]] simbólica, com as asas abertas dentro duma auréola. A riqueza do ambiente e dos trajes enquadra-se na solenidade do momento. Os forros alaranjados dos mantos da Ordem dão toques coloridos. O destinado a Henrique II de Orleães, carregado por Michel de Beauclerc, lança reflexos pouco vulgares.
</ref>''.<br>Philippe de Champaigne, [[1633]], Museu dos Agostinhos de Toulouse.]]
A [[10 de abril]] de [[1617]] casou com [[Luísa de Bourbon (1603-1637)|''Mademoiselle de Soissons'']] (1603 – 1637), filha de [[Carlos de Bourbon-Soissons|Carlos de Bourbon-Condé]], Conde de Soissons, e de Ana de Montaflie, de quem teve:
* [[Maria de Nemours|Maria]] (''Marie'') (1625–1707), que viria a casar com [[Henrique I de Saboia-Nemours|Henrique de Saboia]], [[Duque de Nemours]], de Genebra e de Aumale, e viria ser Condessa de Saint-Pol, e última [[Cantão de Neuchâtel#História|Princesa Soberana de Neuchâtel]];
* [[Carlos Paris de Orleães-Longueville|Carlos Paris]] (''Charles Paris'') (1649-1672), que sucede ao irmão como Duque de Longueville e de Estouteville, Príncipe Soberano de Neuchâtel e de Valangin, Conde de Dunois e Conde de Saint-Pol, nascido da ligação de sua mãe com [[François de La Rochefoucauld|Francisco de Marcillac, duque de La Rochefoucauld]], mas reconhecido por Henrique II como seu filho.
 
Teve ainda uma filha natural de Jaqueline de Illiers, ababessa, que ele reconhece sob o nome de Catarina Angelica de Orleães (1617-1664), e que se torna [[Abadia de Maubuisson|Abadessa de Maubuisson]].<ref>Lebigre, ''Op. Cit. p.60''</ref>.
 
== Ver também ==