Diferenças entre edições de "Hannah Levy"

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Iniciou sua formação em 1932 nos cursos de verão sobre História da Arte, Filosofia e Germanística promovidos pela [[Universidade de Munique]]. Pouco depois transferiu-se para Paris, estudando na [[Universidade de Paris|Sorbonne]] os conceitos definidos por [[Heinrich Wölfflin]] sobre o [[Barroco]]. Doutorou-se na Sorbonne com a tese ''Henri Wölfflin, sa théorie, ses prédécesseurs'', onde tentava localizar a origem da conceituação de Wölfflin.<ref name="Nakamuta"/> Internacionalmente a tese foi seu trabalho com a mais significativa fortuna crítica, sendo traduzida para várias línguas.<ref name="Baumgarten"/>
 
Em 1937 migrouemigrou para o Brasil, onde permaneceu por dez anos desenvolvendo atividades como pesquisadora, crítica de arte e professora junto ao [[Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]]. Publicou vários artigos na ''Revista do SPHAN'' na década de 1940, que deixaram um legado seminal para o aprofundamento e renovação dos estudos sobre o [[Barroco brasileiro]], numa época em que ele ainda era cercado de um preconceito geral e mal começava a ser abordado de maneira científica, contribuindo de maneira destacada para sua revalorização no Brasil e divulgação na Europa, onde ainda era praticamente desconhecido.<ref name="Nakamuta">Nakamuta, Adriana Sanajotti. "Hanna Levy no Brasil e a questão do valor histórico e artístico no Serviço Patrimônio Histórico e Artístico Nacional SPHAN (1940)". In: ''Revista Relicário'', 2017; 4 (7) </ref><ref name="Kern">Kern, Daniela Pinheiro Machado. [https://www.ifch.unicamp.br/eha/atas/2014/Daniela%20Pinheiro%20Machado%20Kern.pdf "Hanna Levy e a história da arte brasileira como problema"]. In: ''X Encontro de História da Arte'', 2014</ref><ref name="Baumgarten">Baumgarten, Jens & Tavares, André. [https://journals.openedition.org/perspective/5538?gathStatIcon=true&lang=pt "O Barroco colonizador: a produção historiográfico-artística no Brasil e suas principais orientações teóricas"]. In: ''Perspective — actualité en histoire de l'art'', 2013 (2)</ref> Foi a primeira a chamar a atenção para as principais fontes da iconografia do Barroco nacional, identificando-as no grande acervo de gravuras e estampas europeias que circulou no país entre os séculos XVII e XVIII.<ref name="Kern"/><ref name="Daher"/> Sua obra pioneira provocou alguma controvérsia em seu tempo,<ref name="Daher">Daher, Andrea. ''Passado Presente''. Gramma, 2017, pp. 190-191</ref> mas hoje seu valor é amplamente reconhecido e vem sendo estudada e comentada por diversos pesquisadores brasileiros e estrangeiros.<ref name="Nakamuta"/> Segundo Baumgarten & Tavares,
 
::"Específica a uma história da [[arte brasileira]], a metodologia desenvolvida por Levy emancipou-se das abordagens europeias, sem no entanto enveredar-se pelo caminho de uma história da arte nacional ou mesmo nacionalista, em busca da essência de uma arte nacional, nos termos defendidos por [[Mário de Andrade]] e pelos adeptos da brasilidade. Ela não somente questionou o cânone europeu, mas também defendeu a importância da conceituação teórica para uma [[história da arte]] não-nacionalista e não-eurocentrista. [...] Ao defender as análises estruturais e formais das obras, ela revela as hierarquizações e as pré-valorizações dessas abordagens formalistas, em uma perspectiva que em décadas posteriores recebeu o nome de 'crítica da ideologia' (''Ideologiekritik''), conceito desenvolvido pelos [[neomarxista]]s e pelos membros da [[Escola de Frankfurt]]. Neste sentido, é possível considerar Levy como uma das predecessoras de uma história da arte pós-colonial".<ref name="Baumgarten"/>