Diferenças entre edições de "Vila de Freiria"

4 132 bytes adicionados ,  12h18min de 31 de dezembro de 2020
Ampliação e mapa dinâmico
(Ampliação e mapa dinâmico)
{{Info/Edifício|nome=Villa Romana de Freiria|imagem=VillaFreiria.jpg|imagem_tamanho=300px|imagem_legenda=A Villa Romana de Freiria antes das obras de recuperação, em 2018.|tipo=[[Villa]]
(Villa rústica romana)|data_início=|restauro=2018|proprietário_inicial=[[Império Romano]]|função_inicial=Privado|proprietário_atual=Estado Português|função_atual=Cultural|ano_de_classificação=|numero_igespar=73626|classificação_pt=|cidade=[[Cascais]]|país=[[Portugal]]|coord_título=|latd=38|latm=43|lats=15.8|latNS=N|longd=9|longm=19|longs=23.6|longEW=O|mapa_dinâmico=s|mapa_dinâmico_zoom=15}}
 
A '''Vila Romana de Freiria''' é um sítio arqueológico localizado junto ao lugar do mesmo nome, na freguesia de [[São Domingos de Rana]], em [[Cascais]]. É um dos exemplos mais completos deste tipo de residência na [[Península Ibérica]], destacável pela monumentalidade do seu [[celeiro]], pelo mosaico da casa senhorial e pelo seu [[quadrante]] [[solar]], uma das raras peças do género achadas em território nacional.
A '''Vila Romana de Freiria''' é uma uma [[vila romana]] localizada numa das encostas do vale da ribeira de [[Polima]], entre esta localidade e o [[Outeiro de Polima|Outeiro]], próximo do Casal de Freiria. Declarada como [[Imóvel de Interesse Público]] pelas Resoluções do Conselho de Ministros n.º 96/1997 de 19 de Junho (referente às ruínas) e n.º 81/2005 de 31 de Março (referente à área envolvente), a área foi objeto de estudo inicial pelo arqueólogo Virgílio Correia, no início do século XX.
 
A '''Vila Romana de Freiria''' é uma uma [[vila romana]] localizada numa das encostas do vale da ribeira de [[Polima]], entre esta localidade e o [[Outeiro de Polima|Outeiro]], próximo do Casal de Freiria. Declarada como [[Imóvel de Interesse Público]] pelas Resoluções do Conselho de Ministros n.º 96/1997 de 19 de Junho (referente às ruínas) e n.º 81/2005 de 31 de Março (referente à área envolvente), a área foi objeto de estudo inicial pelo arqueólogo Virgílio Correia, no início do século XX.
Em Setembro de 2019 foi inaugurado (com um orçamento no valor de 100.000€) o passadiço interpretativo com várias placas descrevendo os vários locais da antiga Vila. Uma instalação sanitária, câmaras e muro/vedação com dois portões a norte e sul foram também construídos.
 
== Localização ==
A vila Romana de Freiria pode ser visitada todos os dias da semana e está aberta durante todo o ano. Os seus portões abrem entre as oito e nove da manhã e encerram ao pôr do sol ou pouco minutos depois.
A Villa Romana de Freiria localiza-se no leste da freguesia de [[São Domingos de Rana]], já perto dos limites do concelho de [[Cascais]], e está implantada num vale entre as aldeias de [[Polima]] e [[Outeiro de Polima]], junto ao Casal de Freiria, e onde se encontram dois pequenos cursos de água que formam a ribeira de Polima, afluente da [[Ribeira da Laje (Grande Lisboa)|ribeira da Laje]]. Esta zona faz parte de uma área geográfica maior, a baixa península de Lisboa, de relevos acentuados com elevações e depressões de origem tectónica interrompidas por formações de erosão (como vales encaixados e superfícies de aplanamento incompletas) e chaminés basálticas de forma, extensão e altitudes variadas.<ref name=":0">{{Citar periódico |titulo=VILLA ROMANA DE FREIRIA - ESTUDO ARQUEOLÓGICO |url=https://www.academia.edu/39055815/VILLA_ROMANA_DE_FREIRIA_ESTUDO_ARQUEOL%C3%93GICO |acessodata=2020-12-31 |lingua=en |primeiro=Guilherme |ultimo=Cardoso}}</ref>
 
== DescobertaHistória ==
 
O lugar de Freiria e áreas circundantes registam ocupação humana desde cedo e atribuída à abundância de recursos hídricos no local. 300 metros a norte da villa foi identificado um sítio do [[Paleolítico]] e, 200 metros a nordeste, outro do [[Calcolítico]]. No Cabeço de Mouro, mais a sul, foram identificados dois assentamentos do final da [[Idade do Bronze]]. Crê-se que a ocupação de Freiria se terá iniciado em finais da Primeira [[Idade do Ferro]], continuando até ao final da Segunda Idade do Ferro e coexistindo com a ocupação romana do lugar. Através de datações por radiocarbono, sabe-se que vários dos objetos aí encontrados datam da segunda metade do século X a.C., muitos deles importados mas com um aumento gradual, já nos tempos finais desta ocupação, de cerâmicas próprias. O período de ocupação romana deu-se logo após a Idade do Ferro, tendo os objetos mais recentes desta época sido encontrados juntamente com os artefactos romanos mais antigos.<ref name=":0" />
 
Freiria ganha importância no século I d.C, e a villa terá sido completada no século seguinte. Os trabalhos de construção e renovação seriam frequentes até ao século V, altura em que se inicia o declínio do local.<ref name=":0" />
 
Foi o arqueólogo [[Virgílio Correia]] quem, em 1912, depois de ter encontrado uma sepultura romana junto a uma pedreira e numa tentativa de localizar uma [[necrópole]], reportou primeiramente a existência de vestígios de ocupação [[romana]] nesta zona do concelho de [[Cascais]].
 
Houve, contudo, que esperar pelo ano de [[1973]] para que a [[Vila Romana|Villa]] de arquitectura civil romana construída no [[século II]] da EC (da [[Era comum|Era Comum]])villa fosse estudada sistematicamente pelos arqueólogos Guilherme Cardoso e José d'Encarnação, permitindo, entre outros aspectos, confirmar uma permanência humana no local desde o [[Calcolítico]], atestada, por exemplo, em fragmentos de cerâmica Campaniforme e nalguns elementos da [[Idade do Bronze]].
 
As sondagens, efectuadas posteriormente entre [[1985]] e [[1986]], revelaram a vila romana, que se supunha destruída.
 
Os trabalhos arqueológicos cientificamente conduzidos foram pondo a descoberto não só a vila romana como também uma localidade do período [[Calcolítico]] anterior a esta, numa encosta adjacente de que já se sabia da sua existência pelos primeiros trabalhos de investigação desenvolvidos na área em [[1973]].
 
A zona de Freiria foi objeto de um Plano de Pormenor elaborado em 1996.<ref>{{Citar web |url=https://www.cascais.pt/plano-de-pormenor-de-reestruturacao-urbanistica-e-valorizacao-patrimonial-da-area-envolventea-villa |titulo=Plano de Pormenor de Reestruturação Urbanística e Valorização Patrimonial da Área Envolventeà Villa Romana de Freiria {{!}} Câmara Municipal de Cascais |acessodata=2020-12-31 |website=www.cascais.pt |lingua=pt-pt}}</ref> O projeto de requalificação da Villa Romana de Freiria foi aprovado em março de 2017, tendo a villa e o espaço envolvente sofrido obras de intervenção no ano seguinte, a cargo da Câmara Municipal de Cascais.<ref>{{Citar web |url=https://www.cascais.pt/requalificacao-da-villa-romana-de-freiria |titulo=Requalificação da Villa Romana de Freiria {{!}} Câmara Municipal de Cascais |acessodata=2020-12-31 |website=www.cascais.pt |lingua=pt-pt}}</ref> Os trabalhos incluíram a limpeza, conservação e consolidação das ruínas e a valorização do espaço através da instalação de passadiços em madeira, sinalética informativa, instalações sanitárias, câmaras e muros e vedações. Os trabalhos ficaram concluídos a 22 de setembro de 2018, estando desde então aberto ao público diariamente entre as 9:00 e as 18:00.<ref>{{Citar web |url=https://www.cascais.pt/noticia/venha-conhecer-villa-romana-de-freiria |titulo=Venha conhecer a Villa Romana de Freiria {{!}} Câmara Municipal de Cascais |acessodata=2020-12-31 |website=www.cascais.pt |lingua=pt-pt}}</ref><ref>{{Citar web |url=https://cultura.cascais.pt/list/patrimonio/villa-romana-de-freiria-patrimonio-arqueologico |titulo=Villa Romana de Freiria {{!}} Cascais Cultura |acessodata=2020-12-31 |website=cultura.cascais.pt}}</ref><ref>{{Citar web |url=https://www.cascais24.pt/p/blog-page_443.html |titulo=Villa Romana de Freiria abre "portas" com viagem pela história e teatro de comédia |acessodata=2020-12-31 |lingua=pt-PT}}</ref>
 
== Descrição geral da área ==
* Que no final da [[Idade do Ferro]], parece, por outro lado, ter-se registado, ao nível do material cerâmico, uma influência alheia, quiçá de povos do interior ou do Norte, portadores de cerâmica cinzenta brunida, cuja representação é, se se ativer aos dados de que por enquanto foram apurados, demasiadamente escassa para ter havido uma produção local ou uma importação em larga escala;
* Salienta-se a excelente qualidade das peças estudadas, demonstrando-se que nos encontramos perante uma população que está, efectivamente, em contacto com os melhores centros produtores de determinados objectos, mormente no que concerne aos objectos de adorno encontrados (fecho de cinturão, fíbulas, contas de colar...).
 
== Ver também ==
 
* [[Villa Romana de Miroiço]]
* [[Villa Romana de Miroiços]]
* [[Villa Romana do Alto do Cidreira]]
* [[Ruínas de São Miguel de Odrinhas]]
 
=={{#if:|{{ELES|Bibliografia|}}|Bibliografia }}==