Diferenças entre edições de "Paulínia"

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| data_pib_per_capita = IBGE/2010<ref name="IBGE_PIB"/>
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'''Paulínia''' é um [[Município (Brasil)|município brasileiro]] no [[Interior de São Paulo|interior]] do [[Unidades federativas do Brasil|estado]] de [[São Paulo (estado)|São Paulo]]. Localizado no noroeste da [[Macrometrópole de São Paulo]], dista cerca de 119&nbsp;km da [[São Paulo|capital do estado]].<ref name=distance/> Ocupa uma [[área]] de 139&nbsp;km² e sua [[população]] foi estimada em 2018 pelo [[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística|IBGE]] em {{fmtn|106776}} habitantes.<ref name="IBGE_Pop_2018"/> Foi emancipado em 28 de fevereiro de 1964, mas sua fundação remonta ao começo do [[século XX]]. O nome é uma homenagem a José Paulino Nogueira, um fazendeiro conhecido na região de Campinas, município do qual Paulínia emancipou-se, e que emprestou seu nome à estação ferroviária ao redor da qual se desenvolveu o município.<ref name="História2" /> Está localizado no [[Megalópole Rio-São Paulo|eixo Rio-São Paulo]], servindo de elo entre a [[Região Metropolitana de São Paulo|Grande São Paulo]] e cidades da região, como [[Cosmópolis]], [[Artur Nogueira]] e [[Conchal]].
 
É conhecido por sediar um dos maiores polos petroquímicos da [[América Latina]], centrado na [[Refinaria do Planalto Paulista|Refinaria de Paulínia]] (Replan).<ref name="livro petro" /> Graças à Replan<ref name="folhaum">{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u95909.shtml|título=Petróleo infla PIB per capita dos municípios|autor=Folha Online}}</ref> e o [[Polo petroquímico de Paulínia|polo petroquímico]], que estão sediados na [[Lista das regiões de Paulínia#Região Norte|região norte]] da cidade, Paulínia tem a sétima maior [[renda per capita]] do Brasil.<ref name="folhadois">{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u356389.shtml|título=Os dez maiores PIBs per capita do Brasil em 2005|autor=Folha On Line |acessodata=19 de abril de 2009}}</ref> Também graçasem aofunção do polo, temapresenta altos níveis de poluição por [[ozônio]], principalmente no [[Distrito de Betel (Paulínia)|distrito de Betel]] e na [[região da Replan]], onde se encontram empresas como: [[Rhodia]], [[Nestlé Purina PetCare|Purina]], [[Royal Dutch Shell|Shell]], [[Syngenta]], e [[Petrobras]]. A cidade se destaca pelo intenso [[crescimento populacional]], sendo o maior da [[Região Metropolitana de Campinas]].<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/5wRzTShkm|titulo=Cidades da região contrariam Censo e têm mais homens que mulheres|autor=EPTV|publicado=WebCite|data=01/09/2008|acessodata=12/02/2011}}</ref> O setor de serviços historicamente não tem grande importância para o município, mas recentemente vem se desenvolvendo por causa de projetos como o [[Paulínia Magia do Cinema]].
 
O [[município]] é formado pela [[cidade]] de Paulínia e pelo [[distrito]] de Betel, na região leste. Paulínia faz parte do chamado ''Complexo Metropolitano Estendido'', que ultrapassa os 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75[[Percentagem|%]] da população do estado de São Paulo inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira [[megalópole]] do [[hemisfério sul]], unindo 65 municípios que juntos abrigam 12% da população brasileira.<ref>{{citar web|título=A primeira macrometrópole do hemisfério sul|publicado=Jornal Estadão|url=http://www.webcitation.org/5wRzgXQWE|acessodata=12-02-2011}}</ref>
Durante o século XVIII, a região de Campinas começou a ser ocupada devido à passagem das rotas [[bandeirantismo|bandeirantes]] que dirigiam-se às minas de ouro no interior do Brasil. O povoamento se iniciou mais precisamente no período entre 1739 e 1744, quando o capitão [[Francisco Barreto Leme do Prado]] chegou na então ''Freguesia Nossa Senhora de Conceição de Campinas''.<ref name="historiacps">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/5wS0AXrnK|titulo=Campinas - SP|publicado=WebCite|autor=Nosso São Paulo |acessodata=12/02/2011}}</ref>
 
A história de Paulínia como aglomerado urbano tem início com a doação de [[sesmaria]]s pelo governo português. Na região dos rios [[Rio Atibaia|Atibaia]] e [[Rio Jaguari (São Paulo)|Jaguari]] há relatos da doação de duas grandes sesmarias que se localizavam onde atualmente se encontra a cidade, uma em 1796 e outra, chamada sesmaria Morro Azul, em 1807. Dessa última se originou as fazendas São Bento, adquirida pelo Comendador Francisco de Paula Camargo, e a do Funil. Ambas têm uma grande ligação com o surgimento da cidade de Paulínia.<ref name="História">{{Citar livro |sobrenome=Müller |nome=Meire Terezinha |sobrenome2=Mazieiro |nome2=Maria das Dores Soares |título=Paulínia - História e Memória - dos Trilhos da Carril às Chamas do Progresso |editor=Komedi |local=Paulínia |publicação=2006 |isbn=9788575822685 |páginas=128 |acessodata=15 de junho de 2009}}</ref> Oficialmente Paulínia foi fundada em 16 de julho de 1906, por José Seixas de Queiróz,Queiroz; entretanto, comemora-se o aniversário da cidade na data em que o município foi criado, isto éem 28 de fevereiro.<ref name="APM_historia">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/5wS0K7ggF|titulo=História de Paulínia|publicado=WebCite|autor=Associação Paulista de Municípios|formato=[[ASP.NET|asp]]|acessodata=05/09/2010}}</ref>
 
A população paulinense foi formada principalmente por [[Imigração italiana no Brasil|imigrantes italianos]], que substituíram os [[Escravidão|escravo]]s que trabalhavam nas fazendas após a abolição da escravatura, em 1888.<ref name="História2">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/5wRz4L5Ut|título=História da cidade de Paulínia|acessodata=12/02/2011|autor=Rene Sarli|publicado=Conheça Paulínia (WebCite)}}</ref> Entretanto, com o crescimento econômico, a cidade tornou-se destino de muitos imigrantes de cidades vizinhas e de outras partes do Brasil, especialmente [[Região Nordeste do Brasil|nordestinos]], que procuram trabalho<ref>{{Citar web |url=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,paulinia-atrai-mao-de-obra-de-todo-o-pais-,962921,0.htm |titulo=Paulínia atrai mão de obra de todo o País |acessodata=27 de Outubro de 2013 |arquivourl=https://www.webcitation.org/6KgpI7glP?url=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,paulinia-atrai-mao-de-obra-de-todo-o-pais-,962921,0.htm |arquivodata=27 de Outubro de 2013 |urlmorta=no }}</ref> ou melhores condições de vida.<ref name="nordestinos">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60wZRdJwo|titulo=Refinaria: uma luta de irmãos nordestinos|autor=Ariosto Holanda |data=15/02/2003|obra=Jornal O POVO |acessodata=14/08/2011}}</ref>
Com o fortalecimento da cultura agrícola, os fazendeiros da região começaram a sentir dificuldades em escoar a produção devido à presença dos rios Atibaia e Jaguari, que dificultavam a sua travessia com os produtos. Nesse contexto os produtores passaram a reivindicar junto à capitania de São Paulo a construção de uma estrada de ferro que viabilizasse o transporte da produção para outros núcleos. Em 1880 foram aprovados créditos para a construção da Companhia Carril Agrícola Funilense, ligando a cidade de Campinas à região da Fazenda do Funil.<ref name="tribunadois">{{Citar jornal|ultimo=Valente|primeiro=Fernanda Marques|coautores=Michele Carneiro e Thaís Bezerra|data=fevereiro de 2006|titulo=Abrindo caminho em nome do progresso|jornal=Revista Tribuna|editora=Grupo Tribuna de Paulínia|local=Paulínia|paginas=4|url=http://portaltribuna.com/portal/|acessodata=2 de abril de 2010}}</ref>
 
A inauguração do trecho carroçável da Estrada de Ferro Funilense, em 18 de setembro de 1899, mudou a ordem econômica do bairro São Bento. A Estação José Paulino atraiu vários comerciantes para o bairro e deu origem à Vila José Paulino, resultada do desenvolvimento do bairro São Bento. Ao redor da estação surgiu a rua do Comércio, rebatizada posteriormente como [[Avenida José Paulino (Paulínia)|avenida José Paulino]], e uma réplica da capela da fazenda São Bento, a Igreja São Bento, existente até os dias de hoje. Em [[30 de novembro]] de [[1944]], através do Decreto-lei 14333414334, José Paulino foi elevado a distrito com o nome '''Paulínia'''.<ref name="História"/>
 
=== De distrito a município ===
A Replan atraiu milhares de [[imigrante]]s para Paulínia, além de outras empresas, que transformaram o município no maior complexo petroquímico da [[América Latina]].<ref>{{citar web|url=http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_10/Reg10_Paulinia.htm#|título=Dados e informações sobre Paulínia |acessodata=14/08/2011|autor=Nossa São Paulo}}</ref><ref name="conhecapaulinia.com.br">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60waJD77M|título=Leis de incentivo fiscal para diversificar a economia de Paulínia|autor=Conheça Paulínia |acessodata=14/08/2011}}</ref> As indústrias em Paulínia se concentram em dois pontos distintos: a [[região da Replan|região da REPLAN]] e o distrito de Betel, que conseqüentemente são as regiões mais ricas e poluídas de Paulínia.<ref name="História"/>
 
Em 2005, a [[Braskem]] e a Petrobras Química S.A. – Petroquisa constituíram a Petroquímica Paulínia S.A., ''[[joint venture]]'' que responsável pela operação de uma unidade industrial de polipropileno na região da Replan.<ref>{{citar web |data=16 de setembro de 2005|url=http://www.webcitation.org/60waNPST4|título=Braskem e Petroquisa anunciam a constituição da Petroquímica Paulínia S.A.}}</ref> Com capacidade inicial para produzir 300 mil toneladas por ano de [[polipropileno]], e potencial para atingir 350 mil toneladas por ano, sua entrada em operação se deu em 2008.<ref name="petroquimicapln">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60waR99JN|titulo=Replan recebe US$ 3,5 bi em 5 anos|data=30/12/2010|publicado=Agemcamp|acessodata=14/08/2011}}</ref>
 
No final de 2010, a empresa [[LG]] anunciou que construiria uma unidade industrial no município de Paulínia, em terreno doado pela prefeitura, que produziria eletrodomésticos da linha branca, como geladeiras, fogões, aparelhos de microondas, entre outros. A previsão para o início da construção era a partir de março de 2011, com conclusão em outubro do mesmo ano. A fábrica empregaria 4 mil funcionários, ultrapassando a Petrobras e tornando a maior empregadora de Paulínia.<ref>{{citar web|url=http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+industria,coreana-lg-vai-investir-em-fabrica-de-fogoes-e-geladeiras-em-paulinia,48114,0.htm|titulo=Coreana LG vai investir em fábrica de fogões e geladeiras em Paulínia|ultimo=Scheller|primeiro=Fernando|data=17 de dezembro de 2010|publicado=estadao.com.br|acessodata=28/01/2012}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.correiopaulinense.com/voceleu.php?id=9|arquivourl=https://www.webcitation.org/651vu78mF?url=http://www.correiopaulinense.com/voceleu.php?id=9|arquivodata=28 de Janeiro de 2012|titulo=LG/Paulínia, no Brasil 500, começa a ser construída em três meses|data=19 de março de 2011|publicado=correiopaulinense.com.br|acessodata=28/01/2012|urlmorta=no}}</ref> Entretanto, ao chegar o mês de outubro, as obras não haviam começado, provocando questionamentos dos vereadores à prefeitura.<ref>{{citar web|url=http://alertapaulinia.com.br/2011/11/24/doacao-de-terras-o-misterio-da-lg-continua/|titulo=O mistério da LG continua|data=24 de novembro de 2011|publicado=alertapaulinia.com.br|acessodata=28/01/2012}}</ref> O projeto inicial previa um prédio com três pavimentos, mais adequado para a irregularidade do terreno. Entretanto, a matriz da LG solicitou mudança para um único pavimento, o que faria a empresa gastar R$ 30 milhões em [[terraplenagem]]. Então a LG solicitou à prefeitura a troca do terreno doado, fato que foi recusado pela inexistência de outro terreno com as mesmas medidas. Diante da recusa, a empresa solicitou à prefeitura o custeio da terraplenagem, que também foi recusado, pois o prefeito José Pavan Júnior considerou que a administração já havia gasto muito no projeto (o terreno doado foi avaliado em pelo menos R$ 100 milhões). A partir de então os contatos entre a empresa e a prefeitura diminuíram. A área doada voltará para a prefeitura caso as obras não se iniciem até o final de 2015.<ref>{{citar web|url=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,lg-ganha-terreno-mas-fabrica-nao-sai-do-papel--,812472,0.htm|titulo= LG ganha terreno, mas fábrica não sai do papel|ultimo=Gazzoni|primeiro=Marina|data=18 de dezembro de 2011|publicado=estadao.com.br|acessodata=28/01/2012}}</ref>
=== História recente ===
[[Ficheiro:Bairro-betel.JPG|thumb|esquerda|Região central de Betel, anexada em 1993.]]
A história recente de Paulínia é marcada por um grande [[Crescimento econômico|desenvolvimento econômico]], crescimento [[urbanização|urbano]] e [[crescimento populacional|populacional]]. A partir da [[década de 1980]], quando foi inaugurado o hospital municipal, muitas obras foram sendo realizadas para aumentar a capacidade de atendimento de alguns serviços. Em 1981, o então prefeito de Paulínia, Geraldo José Ballone, encaminhou para a câmara de vereadores um projeto de lei que criava o [[hospital]] municipal. Na época a cidade possuía cerca de 20.753 habitantes, mas a população não tinha um estabelecimento público de saúde na cidade ondeque pudesse fazer exames e consultas.<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60wabxlbe|título=Projeto de lei n° 05/81 |acessodata=18 de fevereiro de 2009|autor=Câmara municipal de Paulínia}}</ref>
 
Nos [[Década de 1990|anos 1990]], grandes obras foram realizadas em Paulínia, entre elas a construção de uma biblioteca virtual, onde os cidadãos têm acesso gratuito aà internet, o sambódromo de Paulínia, que é o maior sambódromo coberto do país, além da melhoria dos sistemas viários da cidade.<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60wadtSxG|título=Breve história de Paulínia |acessodata=18 de fevereiro de 2009|autor=Site do Jean Tosetto}}</ref>
 
O intenso crescimento urbano de Paulínia e cidades vizinhas provocaram o efeito da [[conurbação]]. Esse efeito é mais forte na divisa de Paulínia com [[Sumaré]], entre os bairros Bom Retiro (Paulínia) e Maria Antônia (Sumaré), e na divisa com [[Campinas]], entre os distritos de [[Distrito de Betel (Paulínia)|Betel]] e [[Barão Geraldo]].<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60wakCRRM|titulo=Áreas conurbadas|autor=Anatel |acessodata=14/08/2011}}</ref><ref name="Unicamp - urbanização">{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60warmHG7|titulo=MAPEAMENTO E ANÁLISE DO USO ATUAL DA TERRA NA CIDADE DE PAULÍNIA (SP)|autor=Unicamp |acessodata=14/08/2011}}</ref> Paulínia tem crescimento territorial relevante. Em 1993 anexou o distrito campineiro de Betel<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60wavuhlz|título=Lei 8.550|autor=Assembleia Legislativa de São Paulo}}</ref> através de um plebiscito.<ref>{{citar web|url=http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/resolucao%20alesp/1991/resolucao%20n.724,%20de%2005.07.1991.htm|título=Resolução aprova plebiscito sobre a anexação de Betel à Paulínia |acessodata=29 de janeiro de 2009|autor=Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo}}</ref> Bairros e regiões como Granja Coavi, Parque dos Jequitibás e partes dos bairros [[São José (Paulínia)|São José]], [[João Aranha (Paulínia)|João Aranha]] e Marieta Dian, que ficam em [[Cosmópolis]] e [[Americana]] também tendem a serem anexadas por Paulínia.<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/60wbJNlSn|título=Moradores querem incorporação de bairros |acessodata=14/08/2011|autor=Jornal Todo Dia - Americana}}</ref>
Paulínia é um município onde grande parte da paisagem original foi modificada devido à ação humana.<ref>{{citar web|url=http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/2004/marco/17_paulinia.htm|título=Relatório sobre capacidade de suporte ambiental da região de Paulínia |acessodata=29 de janeiro de 2009|autor=CETESB}}</ref> Atualmente as poucas áreas verdes originais são protegidas a fim de não desaparecerem.<ref>{{citar web|url=http://www.reocities.com/CapitolHill/1830/apa.htm|titulo=APA da Bacia do Camanducaia |acessodata=21/02/2010}}</ref> Na [[Região Metropolitana de Campinas]], Paulínia se localiza na área central, não fazendo divisa com municípios fora da região. Paulínia é divida geograficamente em duas regiões principais, a norte, onde se localiza a REPLAN e o bairro [[São José (Paulínia)|São José]], e a sul, onde ficam o Paulínia Shopping e o [[Teatro Municipal de Paulínia]], onde foi realizado o I [[Festival Paulínia de Cinema]]. Essas duas regiões são divididas pelo rio Atibaia. A posição de Paulínia era um problema para as antigas fazendas localizadas nessa área, que viam os rios como "barreiras naturais ao desenvolvimento" da região.<ref name="Prefeitura">{{citar web|url=http://www.paulinia.sp.gov.br|titulo=Prefeitura municipal |acessodata=24/03/2009}}</ref>
 
A fauna de Paulínia apreesentaapresenta espécies típicas da [[Mata atlântica]] e do [[cerrado]], mas em alguns locais pode-se encontrar espécies de outros domínios. No mini-pantanalPantanal, que é uma área de transição entre os domínios supracitados, encontram-se espécies como [[frango-d'água-carijó]], [[Rynchops niger|talha-mar]], [[Ardeidae|garça]] e [[Ratão-do-banhado|ratões-do-banhado]].<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/5z8HEw6XD|título=Mini Pantanal - Terminal Turístico Luiz Pelatti - Pier|publicado=conhecapaulinia.com.br|acessodata=02/06/2011}}</ref> [[Capivara]]s são encontradas em quase toda a margem do rio Atibaia, sendo comum na região dade Campinas.<ref>{{citar web|url=http://www.webcitation.org/5z8IbwFDb|título=Cosmos: história de uma onça urbana|publicado=oeco.com.br|acessodata=02/06/2011}}</ref>
 
=== Clima ===
O município de Paulínia pertence à zona climática designada pela letra C, com o tipo climático ''Cwa'', segundo a [[Classificação climática de Köppen-Geiger]]. O [[clima]] de Paulínia é considerado [[tropical de altitude]], e a média anual das [[temperatura]]s é de 21&nbsp;°C.<ref name="Clima temprerado">{{citar web |url=http://www.brasilchannel.com.br/municipios/mostrar_municipio.asp?nome=Paul%EDnia&uf=SP|titulo=Dados gerais de Paulínia |acessodata=30 de março de 2010}}</ref> Por se tratar de uma cidade localizada em altitudes elevadas, o efeito dessa é perceptível, traduzindo-se em [[Termologia|amplitudes térmicas]] relativamente altas. A média anual das temperaturas médias máximas mensais é 24,8&nbsp;°C, e das médias mínimas mensais, 14,7&nbsp;°C.<ref name="climatologia">{{citar web|url=http://jornaldotempo.uol.com.br/climatologia.html/Paulinia-SP/|titulo=Climatologia para cidade Paulínia - SP|autor=Tempo Agora |data=29/03/2010|publicado=UOL |acessodata=30/03/2010}}</ref> Já as médias anuais das temperaturas máximas e mínimas absolutas aferidas em cada mês ficam, respectivamente, em 24,5&nbsp;°C e 14,4&nbsp;°C.<ref name="climatologia"/> Julho é o mês mais frio, com médias máxima e mínima de 21,8&nbsp;°C e 10,9&nbsp;°C, e fevereiro, o mais quente (27,1&nbsp;°C e 17,8&nbsp;°C).<ref name="climatologia"/>
 
O volume pluviométrico acumulado anual é de 1&nbsp;320,8&nbsp;mm.<ref name="climatologia"/> A precipitação média anual é de 110,07&nbsp;mm, concentrados principalmente no [[verão]]. A mudança do clima dependendo da estação do ano é pequena, com variações da temperatura que vão de 16° a 30&nbsp;°C, com raras exceções, a principal diferença entre elas é que no verão chove mais do que no [[inverno]]. A [[umidade relativa do ar]] denota índices médios durante todo o ano.<ref>{{citar web|url=http://www.cpa.unicamp.br/outras-informacoes/clima_muni_413.html|título=Clima de Paulínia |acessodata=5 de fevereiro de 2009|autor=Cepagri Unicamp}}</ref><ref name="americanistas">{{citar web|url=http://www.antropologia.com.ar/congresos/contenido/49CAI/Pinto_Silva.htm|título=49° Congreso Internacional del Americanistas (ICA) |acessodata=5 de fevereiro de 2009|autor=Congreso Internacional del Americanistas}}</ref> Devido a pouca concentração de edifícios, a ocorrência de [[Ilha de calor|ilhas de calor]] é rara, por isso os [[termômetro]]s permanecem abaixo da marca dos 40&nbsp;°C em grande parte da cidade, mesmo nos meses mais quentes do ano.<ref name="americanistas" />
 
Entre outras religiões, se destacam em Paulínia em número de adeptos o [[Budismo]], Testemunhas de Jeová e [[Igreja Messiânica Mundial]], religiões que vem apresentando um pequeno crescimento nos últimos anos. Atualmente o município possui 36&nbsp;807 católicos, 9&nbsp;014 protestantes, 184 da messiânicos, 97 budistas, 388 testemunhas de Jeová, 2&nbsp;913 não tem religião e 1&nbsp;923 pessoas de outras religiões.<ref name="igreja">{{citar web|url=http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?z=cd&o=7&i=P|titulo=População residente por cor ou raça e religião|autor=IBGE|obra=SIDRA - Sistema IBGE de recuperação automática |acessodata=31/03/2009}}</ref>
 
 
== Política ==