Diferenças entre edições de "Concordata entre a Santa Sé e Portugal de 1940"

→‎Negociação e assinatura: A Constituiçao de 1933 e as revisoes de cedencia às pressoes dos católicos
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Com a subida de Salazar ao poder e após a implantação do [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]] em 1933 o Núncio Apostólico, Mons. Beda Cardinale abordou Salazar no sentido de ser negociada um concordata, mas Salazar ocupado com a consolidação do regime usando de expedientes vários foi conseguindo adiar a questão religiosa.{{sfn|REIS|2006|p=60}}
 
Em 1933 foi aprovada por plebescito uma nova constituição que manteve a separação entre Estado e Igreja. {{nota de rodapé|O Artigo 46.º da Constituição Política da República Portuguesa, referendada em Março de 1933, afirma que “o Estado mantém o regime de separação em relação à Igreja Católica e a qualquer outra religião”; por seu lado, o Artigo 45.º já considerara “livre o culto público ou particular de todas as religiões”. No que se refere especificamente à educação, a Constituição de 1933 definiu, entre outros princípios, os seguintes: “O ensino ministrado pelo Estado é independente de qualquer culto religioso” (Art.º 43); <ref>(Constituições Portuguesas, 1992, pp.252-253)</ref>}} Adolfo Tondini, encarregado de negócios da Santa Sé em Lisboa, escreve em relatório criticando a «organização laica do Estado numa nação prevalentemente católica». Critica ainda a Constituição porque proclamou que «o ensino ministrado pelo Estado é independente de qualquer culto religioso». Contudo após uma revisão constitucional em 1935, o ensino público ficou submetido aos «princípios da doutrina e moral cristãs, tradicionais do País» e no ano seguinte, a Lei de Bases do Ensino estableceu que «em todas as escolas públicas do ensino primário infantil e elementar existirá, por detrás e acima da cadeira do professor, um crucifixo, como símbolo da educação cristã determinada pela Constituição».<ref>Pintassilgo, J. & Hansen, P. (2013). A laicização da sociedade e da escola em Portugal: um olhar sobre o século XX. In J. Pintassilgo (Coord.). Laicidade, Religiões e Educação na Europa do Sul no Século XX (pp. 13-33). Lisboa: Instituto de Educação, Universidade de Lisboa (e-Book)</ref>
 
Foi no verão de 1937 que começou formalmente um longo e complexo processo negocial, tendo em vista a criação de um sistema bem definido e estável das relações Estado-Igreja. Este processo culminou com a assinatura de uma Concordata entre Portugal e a Santa Sé, no dia [[7 de Maio]] de [[1940]], que viria oficializar as relações entre as duas partes.
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