Diferenças entre edições de "Discussão:Concordata entre a Santa Sé e Portugal de 1940"

 
 
{{Ping|JMagalhães}}, {{Ping|JPratas}} O anticlericalismo de alguns governos da I República (nomeadamente Teófilo Braga e Afonso Costa) está bem documentado e é hoje consensual entre os historiadores, até entre os de esquerda que apontam esse conflito como uma das causas da queda do regime (as outras foram a instabilidade política e a I Guerra). O objectivo não era um Estado secular ou laico mas sim a prazo acabar com o catolicismo em Portugal. A Igreja Católica deixou de ter personalidade jurídica e de poder ter património, sendo confiscados/nacionalizados todos os bens incluindo catedrais, igrejas e até doações e esmolas dos fiéis, encerrados os conventos e expulsos os frades/freiras, proibição de procissões ou culto fora das igrejas, proibição do ensino religioso, controlo do Estado sobre os seminários, remoção do direito de voto dos membros clero, etc. Vários bispos foram desterrados (proibidos de entrar nas suas dioceses) e demitidos (demissões que a Santa Sé não reconheceu). Um dos pontos principais de conflito entre Lisboa e Roma era precisamente o Governo da época querer a separação da Igreja face ao Estado (o que era legítimo, já se passava em vários países) mas não querer abdicar do poder de nomear e demitir bispos ou do beneplácito do Estado para a publicação das cartas apostólicas vindas de Roma como se passava antes de 1910, o que obviamente era inaceitável para a Santa Sé. Nenhuma destas medidas é consistente com liberdade religiosa, nem existe hoje em qualquer Estado democrático. Na conta final muitos historiadores (incluindo até padres) concluem que após a concordata de 1940 (que devolveu a maioria dos bens, cedeu gratuitamente os monumentos nacionais ao culto católico e revogou as medidas anticlericais anteriores) a Igreja ficou a ganhar com a separação, porque embora tenha perdido alguns privilégios próprios de uma religião oficial, libertou-se definitivamente da interferência do Governo na sua hierarquia e organização interna. [[User:Dux Praxis|<span style="font-size:110%;font-family:Monotype Corsiva;color:#00F;">Dux</span>]] [[User talk:Dux Praxis|<sup style="color:#F00;">Æ</sup>]] 11h11min de 8 de janeiro de 2021 (UTC)
 
{{Ping|Dux Praxis}}, Antesde mais obrigado pela sua opinião. Eu diria que o texto que menciona os conflitos entre a primeira república e a Santa Sé está bom e enumera os factos princiais. Penso que eu o {{Ping|JMagalhães}} conseguimos chegar a um consenso (que nao é a mesma coisa que compromisso) porque estamos de acordo no essencial. Acho que podemos deixar os factos falarem por si e nao vejo necessidade de abrir uma nova discussão falando sobre as motivaçoes por trás dos factos. Mas, claro, a wikipeida não é estática e Dux Praxis é livre de propôr alteraçoes. Quanto a quem cedeu mais e quem ganhou mais nas negociaçoes da Concordata de 1940, ainda nao cheguei a esse ponto. Talvez durante o fim de semana tenha tempo para desenvolver e completar a parte da negociação[[Usuário(a):JPratas|JPratas (PhD) ]] ([[Usuário(a) Discussão:JPratas|discussão]]) 20h08min de 8 de janeiro de 2021 (UTC)
1 292

edições