Diferenças entre edições de "Operação Lava Jato"

m
sem resumo de edição
m
|situacao = Em andamento
}}
A '''Operação Lava Jato'''{{nota de rodapé|A grafia correta é esta, '''Operação Lava Jato''', pois esse foi o nome dado à operação pela Polícia Federal.<ref>{{citar web |título=Lava Jato - Manual de Comunicação da Secom |url=https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/redacao-e-estilo/lava-jato#:~:text=Texto%3A,oficial%2C%20dado%20pela%20Pol%C3%ADcia%20Federal. |obra=Senado Federal |acessodata=6 de Dezembro de 2020}}</ref> Se o nome tivesse por base a grafia correta do local onde se lavam carros, o nome seria '''Operação Lava a Jato''', ou seja, com preposição, sem crase e sem hífen.<ref>{{citar web |título=Lava Jato, Lava a Jato ou Lava-Jato? |url=https://www.youtube.com/watch?v=5Dp620MLVQU |obra=YouTube |acessodata=6 de Dezembro de 2020 |data=15 de setembro de 2016}}</ref>}} é um conjunto de investigações, [[Controvérsias envolvendo a Operação Lava Jato|algumas controversas]],<ref>{{Citar periódico|ultimo=Londoño|primeiro=Ernesto|ultimo2=Casado|primeiro2=Letícia|data=2019-06-10|titulo=Leaked Messages Raise Fairness Questions in Brazil Corruption Inquiry|url=https://www.nytimes.com/2019/06/10/world/americas/brazil-car-wash-lava-jato.html|jornal=The New York Times|lingua=en-US|issn=0362-4331}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Brasil |primeiro=The Intercept |url=https://theintercept.com/2019/06/12/chat-sergio-moro-deltan-dallagnol-lavajato/ |titulo=Leia os diálogos de Sergio Moro e Deltan Dallagnol que embasaram a reportagem do Intercept |data=2019-06-13 |acessodata=2020-08-14 |website=The Intercept}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Greenwald |primeiro=Glenn |ultimo2=Linhares |primeiro2=João Felipe |url=https://theintercept.com/2019/10/19/sergio-moro-policia-federal-lava-jato/ |titulo=‘Russo deferiu uma busca que não foi pedida por ninguém’: Sergio Moro também direcionava ações da Polícia Federal na Lava Jato – delegados, sabendo que era errado, esconderam orientação do juiz |data=2019-10-19 |acessodata=2020-08-14 |website=The Intercept |lingua=en-US|autorlink1=Glenn Greenwald}}</ref> em andamento pela [[Polícia Federal do Brasil]], que cumpriu mais de mil [[Mandado de busca e apreensão|mandados de busca e apreensão]], de [[prisão temporária]], de [[prisão preventiva]] e de [[condução coercitiva]], visando apurar um esquema de [[lavagem de dinheiro]] que movimentou bilhões de reais em [[Propina (português brasileiro)|propina]]. A operação teve início em 17 de março de 2014 e conta com [[Fases da Operação Lava Jato|7779 fases operacionais]] autorizadas, entre outros, pelo então juiz [[Sérgio Moro]], durante as quais prenderam-se e condenaram-se mais de cem pessoas. Investiga crimes de [[corrupção ativa]] e [[corrupção passiva|passiva]], [[gestão fraudulenta]], lavagem de dinheiro, [[Crime organizado|organização criminosa]], [[obstrução da justiça]], [[operação fraudulenta de câmbio]] e [[recebimento de vantagem indevida]]. A Lava Jato foi apontada por críticos como uma das causas da [[Crise político-econômica no Brasil desde 2014|crise político-econômica de 2014 no país]]. De acordo com investigações e [[delação premiada|delações premiadas]], estavam envolvidos em corrupção membros administrativos da empresa estatal petrolífera [[Petrobras]], políticos dos maiores partidos do Brasil, incluindo [[Presidente do Brasil|presidentes da República]], presidentes da [[Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil|Câmara dos Deputados]] e do [[Presidente do Senado Federal do Brasil|Senado Federal]] e governadores de estados, além de [[Operação Lava Jato#Réus em ações penais|empresários]] de grandes empresas brasileiras. A Polícia Federal considera-a a maior investigação de [[Corrupção no Brasil|corrupção da história do país]].
 
O nome da operação deve-se ao uso de um posto de combustíveis para movimentar valores de origem ilícita, investigada na primeira fase da operação, na qual prendeu-se o doleiro [[Alberto Youssef]]. Através de Youssef, constatou-se sua ligação com [[Paulo Roberto Costa]], ex-diretor da Petrobras, preso preventivamente na segunda fase. Seguindo essa linha de investigação, prendeu-se [[Nestor Cerveró]] em 2015, que depois delatou outros. Em junho, a operação atingiu grandes empreiteiras brasileiras, como a [[Grupo Andrade Gutierrez|Andrade Gutierrez]] e [[Construtora Norberto Odebrecht|Odebrecht]], cujos respectivos presidentes, [[Otávio Azevedo]] e [[Marcelo Odebrecht]], foram presos; posteriormente, muitas outras empresas de ramos diversos seriam investigadas.