Rio Jelum: diferenças entre revisões

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O '''rio JelumJhelum'''<ref>{{Citar livro|título=Enciclopédia Brasileira Mérito Vol. 11|ano=1967|editora=Mérito S. A.|local=Rio de Janeiro|página=15}}</ref> (''Jhelum''; {{langx|hi|झेलम}}; {{langx|sa|वितस्ता}}; {{langx|ur|جہلم}}; {{langx|pa|ਜਿਹਲਮ / جہلم}}; {{langx|ks|व्यथ / ویتھ}}), conhecido no passado pelo seu nome grego '''Hidaspes''' ({{langx|grc|Ὑδάσπης||''Hydáspēs''}}), é um [[rio]] do noroeste da [[Índia]] e do [[Paquistão]], que nasce em Vernaz tem 725&nbsp;km de extensão. É um afluente do [[rio Chenab]], que por sua vez é afluente do [[rio Indo]]. O JelumJhelum também passa por [[Caxemira]] até o [[lago Wular]] desaguando no [[golfo de Omã]].
 
{{Info/Rio|nome=Jelum|outro_nome={{small|Hydaspes,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=XrNZAAAAcAAJ&q=hydaspes&pg=RA1-PA170|título=“The” Quarterly Review|ultimo=|primeiro=|data=1816|editora=Murray|ano=|local=|página=170|páginas=|lingua=en}}</ref> Bidaspes,<ref>{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/42330018|título=Kashmir through ages|ultimo=Bakshi, S. R. (Shiri Ram), 1935-|primeiro=|data=1996|editora=Sarup & Sons|ano=|local=New Delhi|página=110|páginas=|oclc=42330018}}</ref> Vitastā,<ref>{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/754970372|título=Ancient India : from the earliest times to the first century A.D.|ultimo=Rapson, E. J. (Edward James), 1861-1937.|primeiro=|data=2011|editora=Cambridge University Press|ano=|edicao=1st pbk.|local=Cambridge [U.K.]|página=171|páginas=|oclc=754970372}}</ref> Bihat, Wihat, Bihatab, Biyatta, Jailam<ref>{{Citar livro|url=https://www.worldcat.org/oclc/827231927|título=Indus waters and social change : the evolution and transition of agrarian society in Pakistan|ultimo=Naqvi, Saiyid Ali, 1930-|primeiro=|data=2013|editora=|ano=|local=Karachi|página=10|páginas=|oclc=827231927}}</ref>}} |imagem=Jhelum River-Pakistan.jpg|imagem_legenda=Rio Jhelum fotografado no Paquistão, c.  2006|imagens_tamanho=300px|mapa=Jhelum.png|mapa_legenda=Mapa mostrando o curso de água do rio Jhelum|países={{IND}} e {{PAK}}|nome_nativo={{small|{{small|{{langx|ur|جہلم}}<br/>{{langx|pa|ਜਿਹਲਮ}}<br/>{{langx|ks|व्यथ / ویتھ}}}}}}|débito_min_n=234.19|afluentes_direita=Rio Lidder, Rio Neelum, Rio Sind, Rio Kunhar|bacia=[[Rio Indo]]|nascente=[[Duru-Verinag]]|débito_max_n=26.419,13|débito_n=887,6|comprimento_n=725|foz=[[Rio Chenab]]|afluentes_esquerda=Rio Poonch}}
== Desenvolvimento ==
 
A situação apresentada pelo Paquistão se tornou uma crise política muito complicada, pois o Paquistão, país que faz fronteira com a Índia, depende consideravelmente do sistema hídrico do JelumJhelum. A Índia tem uma posição estrategicamente vantajosa com relação ao controle do fluxo de água. O conflito na Caxemira se desenrola devido a população de origem [[Islão|islâmica]] almejar uma união com o Paquistão, à revelia do governo da Índia. O Paquistão apresenta um dilema para o mundo, pois depende consideravelmente do JelumJhelum, que ao contrário da Índia, todo o país depende totalmente do sistema hídrico do JelumJhelum. Ao longo dos anos, o rio foi uma questão diretamente ligada a Caxemira, líderes políticos, e a elite militar do Paquistão, enfatizaram que se forem forçados a abrir mão de sua reivindicação em caxemira significaria abrir mão da fontes de JelumJhelum e Chenab ficarão a mercê da Índia para obter água, resultando na queda do [[Produto interno bruto|PIB]] em 2%.
 
O governo paquistanês desenvolveu uma agenda de reforma para o setor de energia, que inclui o aproveitamento de seus ricos recursos hídricos para geração de [[energia renovável]]. E uma parte significativa desses recursos está localizada na bacia de JelumJhelum-pooch. A IFC (International Finance Corporation) e os acionistas trabalharam para manter o equilíbrio entre a necessidade de fornecer eletricidade a milhões de pessoas e proteger os ecossistemas locais, incluindo estruturas sociais.
 
== História ==
 
Em {{AC|326|x}} o JelumJhelum (antigamente conhecido como Hidaspes) foi palco de uma das batalhas mais importantes do grande conquistador [[Alexandre, o Grande]]. Alexandre, após dias e dias de incursões, havia subjugado diversas tribos em combates ferozes, recebendo a rendição de alguns reis, como o rei de [[Taxila]] e outros. No entanto, o rei Poro, rei do reino de Paurava, se recusou a se tornar [[Vassalagem|vassalo]] do rei da [[Macedónia Antiga|Macedônia]]. Em uma breve reunião entre Alexandre e Poros ficou claro que Poros não se renderia aos [[gregos]], montando uma base com seus homens no outro lado do Hidaspes. Após Alexandre cruzar o rio com seus homens travou-se a [[Batalha de Hidaspes]]. Alexandre comandava uma força de {{formatnum:47000}} homens, contra {{formatnum:54000}} de Poro, incluindo 200 elefantes de guerra, (algo inédito para os gregos até então). Alexandre derrotou o rei Poros, que perdeu cerca de 12 mil homens. E Alexandre permite que Poros se torne seu [[Sátrapa]], governando Paurava como solicitou á Alexandre.<ref>{{Citar web |url=https://brasilescola.uol.com.br/guerras/batalha-hidaspes.htm |titulo=Batalha de Hidaspes |acessodata=2021-01-15 |website=Brasil Escola}} {{Verificar credibilidade}}</ref> O cavalo de Alexandre, [[Bucéfalo]], que acompanhará Alexandre durante todas as conquistas do rei, morreu após a batalha devido a exaustão e os ferimentos. Alexandre homenageou seu cavalo dando seu nome a uma cidade, que se chamou [[Bucéfala]] próxima a [[Taxila]], no Paquistão.
 
== Mitologia ==
 
O Hidaspes (JelumJhelum) é mencionado em diversos textos literários devido a sua beleza e importância. Poetas como Nuno, mencionaram o Hidaspes em suas obras literárias como a ''Dionisíaca'' . Muitos poemas épicos também enaltecem a existência deste rio. A mitologia que envolve o JelumJhelum apresenta uma importância cultural para os povos que habitavam a região de Punjab, sendo considerado um rio divino. Na obra de Nuno, ''Dionisíaca'', o Hidaspes é mencionado como um Titã filho do deus Taumas ( um deus marítimo) e de Electra (deusa que habitava as nuvens), sendo também irmão de íris (deusa do arco-íris) e harpias (ventos fortes).
 
{{Referências}}
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